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16/11/2011
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Crise mundial põe negócios em riscos

Mais da metade dos industriais vê na crise econômica mundial um risco às empresas. Para 54% dos empresários, o atual cenário é incerto e afeta os negócios. Desses, 69% acreditam que a situação adversa da economia deve permanecer até, no máximo, o fim do próximo ano e 19% esperam que o quadro atual permaneça além de 2012. As informações são da Sondagem Especial: Cenário Econômico Mundial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na quinta-feira, 10 de novembro. A pesquisa foi feita entre 3 e 18 de outubro com 2.090 empresas.

Dos três segmentos analisados pela pesquisa - indústria de transformação, extração mineral e construção -, a preocupação é maior entre os empresários da indústria de transformação: 57% deles consideram o cenário econômico mundial incerto e arriscado para as empresas. Esse percentual chega a 55% no setor extrativo e a 41% na indústria da construção.

"As indústrias de transformação e extrativa se ressentem mais porque são muito integradas à economia mundial. A indústria de construção que é mais voltada ao mercado interno", disse o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.

De acordo com o economista, a pesquisa indica que o Brasil precisa tomar medidas para minimizar os efeitos da crise. "A deterioração do cenário econômico não está sendo abrupta como foi em 2008. Com isso, o governo tem condições de tomar medidas que reduzam os impactos da situação mundial adversa na economia brasileira", afirmou Castelo Branco.

O estudo mostra ainda que a crise econômica internacional de 2008-2009 afetou 52% das empresas e 30% ainda sentem seus efeitos. As indústrias de grande porte foram as mais afetadas. Entre os dirigentes de grandes empresas entrevistados, 71% sentiram os impactos da crise e 37% ainda percebem os efeitos das turbulências externas.

Entre as médias empresas, 57% foram afetadas pela situação econômica mundial adversa e 32% ainda notam seus resultados. Entre as pequenas empresas, 44% sentiram os impactos da crise e 26% ainda percebem seus efeitos.

Em relação às perspectivas para os próximos seis meses, 31% dos empresários acreditam em piora do quadro econômico mundial, enquanto 36% esperam a manutenção do atual cenário. Apenas 22% confiam que a situação econômica vai melhorar.

Cenário pior - Sobre um eventual agravamento do quadro econômico mundial, 40% dos empresários responderam que o impacto seria maior ou igual ao da crise de 2008-2009. Para 23% dos entrevistados, uma piora na economia mundial teria efeito menor do que o da crise de 2008-2009 e, para 11%, o impacto não seria significativo.

Os principais efeitos apontados pelos industriais, no caso de agravamento da crise, seriam sobre as exportações, que registrou 26,1 pontos, e o acesso ao crédito, com 28,5 pontos. Para cálculo desse índice, a CNI usou o método em que valores abaixo de 50 pontos indicam impacto esperado negativo. Em todos os demais itens analisados - demanda interna, produção ou atividade e número de empregados -, os empresários apontam resultados negativos no caso de piora do cenário da economia mundial. O menos negativo seria sobre o número de empregados, que assinalou 31,6 pontos.


FONTE: Imprensa CNI

 

Palavras-chave: | CNI | Flávio Castelo Branco | pesquisa | indústria |

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