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20/03/2012
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Emprego industrial varia -0,3% em janeiro

Em janeiro de 2012, o emprego industrial mostrou variação negativa de 0,3% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após apontar variação positiva de 0,1% em dezembro e acumular perda de 1,0% entre setembro e novembro de 2011. Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral assinalou variação negativa de 0,1% na passagem de dezembro para janeiro e manteve o desempenho predominantemente negativo observado desde outubro último. Na comparação com janeiro de 2011, o total do pessoal ocupado na indústria recuou 0,5%, quarta taxa negativa neste tipo de confronto, praticamente repetindo a queda assinalada no último trimestre do ano passado (-0,4%). A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, avançou 0,8% em janeiro de 2012, e prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2011 (3,9%). A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/industria/pimes/.

No confronto janeiro 2012 / janeiro 2011, o emprego industrial apontou queda de 0,5%. O contingente de trabalhadores caiu em oito das 14 áreas investigadas. O principal impacto negativo ocorreu em São Paulo (-3,0%), pressionado pelas taxas negativas em 13 dos 18 setores investigados, especialmente nas indústrias de produtos de metal (-9,4%), metalurgia básica (-17,9%), borracha e plástico (-8,2%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-6,8%), papel e gráfica (-5,7%), calçados e couro (-12,3%), têxtil (-4,4%) e vestuário (-3,9%). O resultado negativo observado em Santa Catarina (-1,5%) foi influenciado pelas quedas nos setores de madeira (-17,2%), vestuário (-4,7%), têxtil (-4,7%) e calçados e couro (-19,3%). No Ceará (-2,8%), a queda se deveu às perdas em calçados e couro (-4,5%), têxtil (-8,3%) e alimentos e bebidas (-3,1%). Já a região Nordeste (-0,4%) foi pressionada pelas reduções vindas de calçados e couro (-6,9%), vestuário (-5,7%) e têxtil (-9,3%).

Paraná (4,6%), Minas Gerais (2,5%), regiões Norte e Centro-Oeste (1,7%) e Pernambuco (4,2%) apontaram as principais contribuições positivas. Na indústria paranaense, as maiores influências vieram dos setores de alimentos e bebidas (13,2%) e de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (32,6%), enquanto na indústria mineira sobressaíram os ramos de alimentos e bebidas (4,4%), metalurgia básica (7,4%), meios de transporte (4,0%) e indústrias extrativas (5,1%). No parque industrial das regiões Norte e Centro-Oeste e de Pernambuco, os segmentos que mais impulsionaram o total do pessoal ocupado foram máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (27,8%) e alimentos e bebidas (4,1%), no primeiro local, e alimentos e bebidas (8,1%), no segundo.

Setorialmente, ainda no índice mensal, o emprego industrial recuou em nove dos 18 ramos, com destaque para as pressões negativas vindas de calçados e couro (-8,6%), vestuário (-5,3%), produtos de metal (-4,9%), madeira (-11,3%), borracha e plástico (-4,8%) e têxtil (-4,5%). Alimentos e bebidas (5,1%), meios de transporte (2,8%), máquinas e equipamentos (2,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (2,2%) e indústrias extrativas (4,5%) exerceram os principais impactos positivos sobre o total da indústria.

Número de horas pagas recua 0,2% em janeiro

Em janeiro de 2012, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, voltou a apresentar resultado negativo (-0,2%) frente ao mês imediatamente anterior, após acumular perda de 2,0% entre setembro e novembro de 2011 e crescimento de 0,5% em dezembro último. Com isso, ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral mostrou estabilidade (0,0%) na passagem dos trimestres encerrados em dezembro e janeiro, após marcar resultados predominantemente negativos desde maio último.

O número de horas pagas na indústria, ao recuar 1,5% em janeiro de 2012, registrou a quinta taxa negativa seguida, com ritmo de queda ligeiramente mais intenso que o observado no último trimestre de 2011 (-1,3%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, assinalou variação positiva de 0,2% em janeiro de 2012 e permaneceu apontando avanços menos intensos desde fevereiro de 2011 (4,5%).

Em janeiro de 2012, o número de horas pagas recuou 1,5% em relação a igual mês do ano anterior, com taxas negativas em nove dos 14 locais e em 11 dos 18 setores pesquisados. Em termos setoriais, as principais influências negativas vieram de vestuário (-6,7%), calçados e couro (-9,1%), produtos de metal (-5,9%), madeira (-10,7%) e têxtil (-5,4%). Alimentos e bebidas (3,1%) exerceu a contribuição positiva mais relevante sobre o total da indústria.

Entre os locais, ainda no índice mensal, São Paulo (-4,3%) apontou a principal influência negativa sobre o total do país, pressionada em grande parte pela redução no número de horas pagas nos setores de produtos de metal (-11,5%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-10,6%), metalurgia básica (-21,7%), borracha e plástico (-6,3%), meios de transporte (-3,1%) e papel e gráfica (-4,9%). Outros impactos negativos vieram de Santa Catarina (-1,9%), pressionado, principalmente, pelos recuos registrados em vestuário (-7,2%), madeira (-16,1%) e têxtil (-6,9%); e da Bahia (-4,0%), devido, sobretudo, à retração verificada em calçados e couro (-24,0%). Minas Gerais (2,5%) exerceu a principal contribuição positiva no total do número de horas pagas, impulsionado pelo crescimento dos setores de metalurgia básica (9,5%), alimentos e bebidas (3,7%), máquinas e equipamentos (9,9%), indústrias extrativas (5,8%), meios de transporte (3,8%) e minerais não metálicos (5,4%). Já as expansões vindas de Pernambuco (4,8%) e do Paraná (1,4%) foram sustentadas, sobretudo, pelos avanços observados nos setores de alimentos e bebidas (8,4%), no primeiro local, e de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (38,6%), outros produtos da indústria de transformação (7,4%), e meios de transporte (7,3%), no segundo.

Valor da folha de pagamento real cresce 5,1% em janeiro

Em janeiro de 2012, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente cresceu 5,1% frente ao mês imediatamente anterior, após recuar 1,8% em dezembro último. Vale destacar que esse resultado foi sustentado pelo avanço da indústria de transformação (6,6%), já que a indústria extrativa apontou queda de 15,3%, devolvendo a expansão de 15,6% acumulada em dezembro e novembro últimos. Com estes resultados, o índice de média móvel trimestral avançou 1,4% entre os trimestres encerrados em dezembro e janeiro, após recuar por três meses seguidos, acumulando nesse período perda de 2,7%.

No confronto com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real cresceu 4,4% em janeiro de 2012, 25º resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação, com ritmo superior ao observado no último trimestre de 2011 (2,4%). A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, mostrou ligeira redução na intensidade de crescimento entre dezembro/2011 (4,3%) e janeiro/2012 (4,1%) e prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em maio de 2011 (7,3%).

Na comparação com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real apontou expansão de 4,4% em janeiro de 2012, crescimento mais intenso desde agosto de 2011 (7,1%), com resultados positivos nos 14 locais investigados. A maior influência sobre o total nacional foi verificada no Paraná (15,5%), impulsionado em grande parte pelo aumento no valor da folha de pagamento real nos setores de alimentos e bebidas (25,8%), de meios de transporte (25,9%) e de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (45,7%). Vale citar também os avanços verificados em São Paulo (1,5%), região Nordeste (7,2%), Minas Gerais (6,0%), região Norte e Centro-Oeste (8,3%) e Rio de Janeiro (6,7%). Nestes locais, as atividades que mais contribuíram positivamente para o aumento no valor da folha de pagamento real foram: máquinas e equipamentos (8,4%), metalurgia básica (23,8%) e meios de transporte (1,9%), na indústria paulista; alimentos e bebidas (8,2%), meios de transporte (47,6%), influenciado pela antecipação do pagamento do décimo terceiro salário em importante empresa do setor, e papel e gráfica (14,1%), no setor industrial nordestino; indústrias extrativas (18,9%), metalurgia básica (7,0%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (13,8%), na indústria mineira; alimentos e bebidas (14,9%), indústrias extrativas (15,6%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (17,5%), na região Norte e Centro-Oeste; e indústrias extrativas (7,4%) e meios de transporte (10,2%), no setor industrial fluminense.

Setorialmente, ainda no índice mensal, o valor da folha de pagamento real cresceu em 13 dos 18 setores investigados, com destaque para alimentos e bebidas (8,5%), meios de transporte (6,2%), máquinas e equipamentos (5,9%), metalurgia básica (11,4%) e indústrias extrativas (10,3%). Por outro lado, calçados e couro (-7,2%), produtos químicos (-2,0%) e madeira (-5,4%) exerceram os maiores impactos negativos sobre o total da indústria.


FONTE: Comunicação Social IBGE

 

Palavras-chave: | IBGE | pesquisa | indústria |

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