Por Demétrio Luiz Pedro Bom Júnior para o RH.com.br 
Este artigo procura mostrar situações que podem ocorrer nos momentos festivos das empresas. Na verdade, procuro trazer experiências vividas na prática por minha pessoa e por colegas.
É sabido que muitas empresas promovem atividades extra-jornada como forma de integração entre seus funcionários e colaboradores: churrascos, futebol, "amigo secreto", aniversários, etc.
Essas atividades, com certeza, ajudam numa melhor harmonização e integração dos membros de uma organização; porém, devem ser bem direcionadas e divulgadas, para evitar a imagem "chata" da obrigatoriedade da presença num destes eventos.
Primeiro, deve-se evitar o excesso de festividades. Há empresas que realizam, por exemplo, churrascos uma vez por semana; isso acaba "cansando" as pessoas. Realizar churrascos, festinhas, entre outros é muito bom, mas tudo em excesso acaba esgotando a imagem de alegria e descontração.
Segundo, deve-se ter o cuidado de evitar que as festas ou eventos da empresa tornem-se "obrigatórios". Isso pode acontecer de duas formas. A primeira é através de métodos formais, onde realmente pessoas de níveis gerenciais praticamente obrigam seus subordinados a irem à festividade. Muitas vezes isso é realmente preciso, dependendo do evento; porém, há formas mais brandas de se fazer isso, como convites sutis, mostrar a importância da pessoa no evento, explicar o que vai acontecer, ser transparente e educado é muito propício para motivar a ida da pessoa ao evento.
A outra maneira é a informal. As famosas "pressões" e "cobranças" que os colegas nos fazem para ir num evento ou quando nós nos ausentamos deste. Pode-se até fazer uma ligação entre essas cobranças, principalmente se vindas dos superiores, com o chamado "Assédio Moral" no trabalho; principalmente no dia seguinte ao evento, quando a pessoa ausente é cobrada e até obrigada a dar explicações do motivo da sua ausência; e depois, há uma cobrança maior para a sua ida no próximo evento, e ainda, há as brincadeiras que podem ocorrer por causa dessa ausência. Resultado: a pessoa vai mais para evitar estes constrangimentos do que para participar efetivamente da festa.
Pode-se ainda ressaltar casos de jogos de futebol ou outros que acabam mais em confusão, do que em confraternização. Todo jogo tem disputa, e se esta não for bem direcionada, acaba mesmo em confusão, brigas, desavenças, etc. Excesso de jogos, ênfase do "ganha-perde", não resolução de conflitos, entre outros podem gerar inimizades, desmotivação, diminuição do desempenho individual e grupal, etc.
Hoje existem inúmeras formas de se tornar as festas e atividades empresariais algo agradável, podendo envolver amigos e familiares, com resultados positivos na produtividade da própria empresa. Jogos cooperativos focados no "ganha-ganha" (onde ambos os lados ganham, como por exemplo: amizades, descontração, aprendizado, experiência, saber perder, respeito, valores da empresa, etc.), administração de conflitos eficaz, menor quantidade de festas ou menos pressão sobre a pessoa, uma melhor comunicação e transparência sobre os eventos, entre outros, ajudam a tornar o ambiente organizacional mais agradável e as festas realmente mais "divertidas".
Reflitamos sobre isso...
Palavras-chave: | integração | assédio moral |
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