O site de referência sobre Gestão de Pessoas.
3ª Jornada Virtual de Liderança - 2014
Pesquisar
« Pesquisa Avançada »






29/01/2007
RH » Grupos » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Aprendendo a gerir com Mary Parker Follett

Por Júlia Telles para o RH.com.br

Mais de sete décadas se passaram e seus escritos permanecem tão atuais, sendo o alvo para a busca de soluções perfeitas que orientam a melhor maneira de lidar com pessoas. Assim é aprender com Mary Parker Follett.

Ano de 1924! Leia o que Follett deixou registrado:
"Ouvimos repetidas vezes no passado: 'Um líder não é feito. Ele nasce líder'. Eu li outro dia: Acredito que a liderança em parte possa ser aprendida. Espero que vocês não deixem que alguém os convença de que não pode ser assim. O homem que pensa que a liderança não pode ser aprendida irá provavelmente permanecer numa posição subordinada. O homem que acredita que pode, irá ao trabalho e aprenderá. Ele pode não vir a ser o presidente da companhia, mas pode ascender de onde está".

Embora seu nome não tenha obtido repercussão no Ocidente nas décadas de 30 e 40, encantou o Oriente, principalmente o Japão, pela forma humana com que se importava e conduzia pessoas.

Não foi à toa que o memorável Drucker a intitulou de "Profeta do Gerenciamento", mesmo perante vários conceitos rejeitados, mas que na verdade antecipou-se a tantos teóricos e estudiosos, que, talvez, não se aproximaram da profundidade e riqueza das conclusões deixadas através de seus estudos.

As idéias Follettianas foram revolucionárias para sua época, e, em boa parte, continuam sendo desafiantes até hoje. Ela foi perceptiva ao enxergar, através do homem-máquina, grandes necessidades, propondo que o ser humano é capaz de atingir o seu ápice de desenvolvimento e evolução, quando assume responsabilidades - idéia que caminhava na contramão da corrente cientifica no início do século passado.

Hoje, quando se fala em integração entre pessoas, setores, a empresa em si, acredita-se numa fantástica e inovadora maneira de gerir pessoas, sendo que ainda no início do século XX, alguém muito especial e com uma visão à frente do seu tempo já pregava em seus eventos a importância da comunicação, transparência, liderança, criatividade, empowerment - com o foco em transformar conflitos em algo produtivo!

Follett foi pioneira em utilizar o conflito como ferramenta para o desenvolvimento de pessoas, sugerindo que em vez de condená-lo, deveríamos trabalhá-lo a nosso favor.

Tinha convicção de que a maneira mais produtiva de lidar com o conflito é pensar nele como "não sendo bom, nem ruim", mas como o aparecimento da diferença, de opiniões, de interesses, o que estimula o ambiente de trabalho num local criativo e gerador do conhecimento.

Analisando os interesses de Mary no que se refere à habilidade em lidar com pessoas, percebe-se a contribuição ao Brainstorming, conhecido como tempestade de idéias. Acreditava no que batizou como Resposta Circular - a influência que uma pessoa recebe da outra, que, ao formular uma opinião, injeta uma nova percepção a sua fala, que, uma vez recebida pela outra pessoa, irá interagir na sua maneira de pensar, o que resultará numa nova visão.

A partir desse momento se estabelece um ambiente harmonioso, pois relações entre pessoas modificam-se constantemente. Follett, acreditava no "poder" das pessoas, estudou as três maneira de lidar com o conflito e defendia a integração como a melhor alternativa, na qual a resposta ao dilema não está concretizada e deve, portanto, ser pensada, inovada e criada - a integração parte do pressuposto que o conflito existe porque demandas não são atendidas, e essas demandas não devem ser suprimidas, e sim supridas. Reconheceu que nem todas as disputas poderiam desse modo ser resolvidas, e que embora seja a solução ideal, nem sempre é a real, e, portanto, muitas vezes a conciliação e até mesmo a dominação são as alternativas concretas.

Seus pensamentos estavam com meio século de evolução, e continuam sendo o grande desafio dos gestores de pessoas. Quantas vezes, em decorrência de algumas situações, tememos que alguém nos "roube" o cargo? Então, começa a famosa falácia - isso é penetrar no mundo do achismo. E o que acontece? O pior conflito! A dificuldade em lidar com nós mesmos.

Descubra Soluções Integrativas com Follett
* detalhe todos os aspectos de sua exigência;
* trate o conflito como um problema comum;
* trabalhe em conjunto;
* busque Soluções;
* faça trocas que não impliquem em grandes perdas;
Fique Atento!!!

O que é essencial para a outra parte, poderá não ter significância para você...
* evite sempre que possível uma situação "ou isto ou aquilo";
* encontre um terceiro caminho;
* mantenha-se RECEPTIVO;
* PROVOQUE mudanças;
* Crie novos valores para a sua organização;
* coloque-se FORA do problema;
* seja INVENTIVO.

Ter medo de mudanças, da diferença - Significa ter medo da própria vida. Follett já alertava que propostas SENSATAS, mesmo que sejam apresentas por ESPECTADORES bem-intencionados ? NÃO TERÃO SUCESSO. E quem deverá encontrar a solução? As próprias pessoas que se encontram envolvidas no conflito!

Palavras-chave: | grupo | equipe | conflito | gestão |

  • O que você achou? Avalie:
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Enviar Comentar Compartilhar Imprimir
CONTEÚDO RELACIONADO
COMENTÁRIOS (0)
Ainda não há comentários.

Seja o primeiro, clique no ícone disponível logo acima e faça seus comentários.
 
PUBLICIDADE
Produtos RH.com.br

+ lidas
+ comentadas
+ enviadas
+ recentes
Produtos RH.com.br

3ª Jornada Virtual de Recursos Humanos

Programa de Autodesenvolvimento



RH.com.br no Twitter


PUBLICIDADE
Os textos publicados não representam, necessariamente, a opinião dos responsáveis pelo site RH.com.br. Confira o nosso Termo de Responsabilidade.
Todos os direitos reservados. É expressamente proibida qualquer reprodução.