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05/11/2007
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A utilização de fábulas em grupos organizacionais

Por Eduardo Alencar para o RH.com.br

A utilização de fábulas é freqüentemente utilizada por psicólogos e profissionais de RH para ilustrar e enriquecer treinamentos, dinâmicas de grupo, workshops, palestras, cursos, encontros, dentre outras práticas. Para Ciência do Comportamento, uma das correntes teóricas da psicologia, não é diferente.

A concepção errônea que muitas pessoas adquiriram sobre o Behaviorismo Radical de B.F. Skinner, dentre diversas variáveis, devido à confusão entre Behaviorismo Metodológico (Watson) versus Behaviorismo Radical (Skinner), surpreende psicólogos e estudantes de psicologia, quando expandimos a prática comportamental para além dos muros do laboratório experimental. Para falar um pouco mais sobre fábulas, decidi iniciar pelo dicionário, apenas para conhecimento do que significa cada um destes termos:

* Fábula - Narrativa curta e agradável, que encerra uma verdade (moral) e na qual animais intervêm. Geralmente, história onde protagonistas são bichos.

Em RH, nas atividades de dinâmicas de grupo, entrevistas coletivas, treinamentos ou processos de capacitação e coaching, em reuniões, em encontros de grupos, em estratégias de endomarketing, em palestras, em workshops, em sensibilizações e práticas de inclusão social, em projetos de reciclagem e/ou atualização de repertórios comportamentais, é comum o uso de fábulas para enriquecer e potencializar reflexões.

A escolha de uma fábula vai de encontro com os objetivos do facilitador ou evento. Assim como a metodologia de sujeito único não permite criar "fórmulas mágicas" para análises funcionais e modificação de comportamentos alvos, as fábulas por si só não constituem e não são sinônimos de mudança comportamental.

Tal escolha deve ainda estar relacionada com a contextualização funcional das relações (sujeito – ambiente) ao qual queremos ou estamos intervindo. Podemos, enquanto profissionais de RH, nos consultar em livros de fábulas; elaborar nosso próprio book com cases e fábulas interessantes, mas o essencial desta técnica é que seja devidamente planejada, evitando enquadrar ou "engessar" fábula, caracterizando as chamadas "bulas mágicas" (dado situação X, uso fábula Y). Considerar a relação (sujeito – ambiente) é o primeiro passo para a escolha de uma técnica de intervenção comportamental (deixei alguns exemplos de fábulas no blog recolocacaoprofissional.blogspot.com).

- Utilizando a Ciência do Comportamento no fechamento de fábulas e jogos empresariais:

O exemplo acima nos dá uma base para levantarmos algumas possibilidades de aplicabilidade das ferramentas ditas como fábulas, nos processos de recrutamento, seleção, treinamento, workshops, dentre outros encontros de grupos e jogos empresariais.

Utilizando a lupa da Ciência do Comportamento e os pressupostos filosóficos do Behaviorismo Radical, através da descrição de contingências que a fábula permite. Ou seja, descrever situações antecedentes - comportamentos/respostas - conseqüências que seguiram os comportamentos damos ao grupo a possibilidade de refletirem através de situação "fictícia", sobre modelos de comportamento, sobre diferentes condutas e suas conseqüências, sobre suas práticas, e assim por diante.

O manejo comportamental, ao escolher funcionalmente uma fábula nos processos oriundos dos subsistemas de RH, potencializa as demais técnicas de aprendizado, habilidades sociais e desenvolvimento humano em organizações.As descrições de comportamentos transpostas em fábula, permite que pessoas tenham acesso a modelos comportamentais que permitam reflexões sobre sua história de vida, onde, mesmo que seja aplicado em grupo, cada sujeito poderá ter/terá uma reflexão diferenciada do seu colega, concepção que está vinculada à sua própria biografia.

O facilitador - aplicador de fábulas - em encontros de grupos deve estar atento aos comportamentos verbais e não-verbais contingentes à estimulação apresentada. Deve utilizar-se de sua formação acadêmica para registrar e observar comportamentos para planejar as próximas ações. No CONARH (Congresso Nacional de Recursos Humanos) de 2006, um casal - autores de um livro de fábula - deu algumas contribuições sobre fábulas com animais, conteúdos religiosos, histórias infantis, cases etc. A criatividade do facilitador na escolha da fábula é outra característica importante que pode fazer o diferencial na aplicação da técnica.

Palavras-chave: | conduta | comportamento |

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COMENTÁRIOS (1)
Cynthia Suely Dias Campos Franco em 27/04/2009:
Incrível o artigo escrito sobre a utilização da fábula em grupos organizacionais! Sou professora (letras) e trabalho com alunos do 6º ano (antiga 5ª série) e com alunos do ensino médio em uma escola da rede estadual. Fiquei maravilhada quando percebi o quanto posso apreender das fábulas... Gostaria de receber sugestões de roteiro de trabalho sobre o assunto e dicas de fábulas para serem trabalhadas com meus alunos, uma vez que são carentes e não têm condições financeiras de arcar com despesas para compra de livros e outros materiais que, para um excelente trabalho, seriam indispensáveis. Agradeço a atenção e por compartilharem conosco as habilidades de vocês. Parabéns!

 
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