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16/06/2008
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Como sobre“viver” num ambiente hostil

Por Maria Bernadete Pupo para o RH.com.br

Vários são os fatores que colaboram para os profissionais enfrentarem um “ambiente hostil”. Na verdade, a pressão é maior quando ingressamos na organização; quase sempre vem daqueles que já estão instalados, fazendo de tudo para segurar o emprego dele, com receio de que o novo funcionário vá lhe fazer “sombra”. Por isso, geralmente recebem o novo colaborador com certa resistência. Os antigos farão de tudo para avaliar o “novo”, seja na postura, no modo de vestir, nas atitudes, nas capacidades técnicas e principalmente na competência comportamental.

É por isso que o “novo” deve preparar-se ao ingressar na organização. Alguns fatores precisam ser perseguidos para garantir a sobrevivência empregatícia. Em primeiro lugar, deve-se fazer leitura do ambiente. Quanto isso demora? Dependerá da sensibilidade e de não pisar falso e firme em solo que não se conhece. Em segundo lugar, por mais experiente que seja, é bom lembrar que o maior desafio é ter que conquistar espaço e pessoas. Não adianta dizer que sabe – porque é preciso provar que sabe. Em terceiro lugar, para conquistar é necessário ter humildade e, sendo assim, várias vezes será necessário suspender a respiração, contando até 20, 30..., e nessas horas o equilíbrio emocional fará a diferença.

Dia desses, conversei com uma pessoa que dizia ter emprego maravilhoso, no qual sua situação de conquista era muito confortável, porém, decidiu abrir mão para ingressar na área na qual estava se especializando. Dias depois, passava por crise de arrependimento, pois o ambiente do novo emprego era extremamente hostil. Ela aprendeu que o bom profissional deve ter postura dinâmica e predisposição para trabalhar em equipe, porém, percebeu que as pessoas que ali estavam não queriam ver o “novo” se destacar, afinal, eles é que estavam “carregando o piano”. Dizia-me que as pessoas a olhavam com ar de desprezo, não ouviam suas sugestões, fazendo-a sentir-se desmotivada e vítima de situação que até então ela desconhecia.

Após conversarmos, ela decidiu enfrentar o novo desafio e praticar os passos sugeridos para sua sobrevivência no espaço de trabalho e para a conquista de confiança. Para isso, precisou treinar bastante e engolir muitos “sapos”, porém a recompensa foi surgindo aos poucos. Confessou que quando começou no novo emprego julgou que sua admissão ocorrera devido à sua competência técnica, o que fez com que ela se sentisse superior. Era como se estivesse de “salto alto”, mas, aos poucos foi percebendo que a diferença de um profissional estava em seu comportamento e em suas atitudes. Quando tomou consciência disso, naturalmente conquistou seu espaço e as pessoas que estavam à sua volta.

Meses após, retomamos o assunto e perguntei-lhe se valeu a pena o sacrifício, se talvez não fosse melhor ela ter procurado outra oportunidade. Com ar sereno e tranqüilo ela disse que seu maior aprendizado ficou por conta, não só do aprimoramento técnico, mas sim, por praticar o equilíbrio emocional, no que se refere às relações interpessoais. Disse-me que aprendeu a ouvir mais as pessoas, a dialogar mais, a incentivar as idéias e a reconhecer o valor do outro, requisitos que ela julga, hoje, primordiais para todo o profissional que deseja o sucesso, independente da área de atuação.

Fato como este nos deixa patente e óbvio que gerir pessoas não é mais sinônimo de controle, e tão pouco de padronização de tarefas; gerir pessoas significa estimular o envolvimento e o desenvolvimento delas, na prática de ações claras e justas. Sabemos que o difícil relacionamento entre chefe e subordinado gera dano moral, principalmente quando o tratamento vem permeado pelo propósito de humilhar ou de reduzir a importância pessoal e profissional no ambiente de trabalho.

Portanto, fica aí a reflexão tanto para o colaborador que deve acreditar mais em seu potencial e aprender a trabalhar com as adversidades advindas de ambiente hostil, como para o chefe, que, se não tratar o funcionário com respeito, poderá sofrer posterior ação judicial contra danos morais. Agir com hostilidade significa agir com agressividade e provocação, o que, sem dúvida, causa danos e prejuízos ao próximo. Portanto, sempre que possível, analise seu ambiente e faça algo para torná-lo amistoso e prazeroso.

Palavras-chave: | hostilidade | mudança | grupo |

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COMENTÁRIOS (1)
Luana Lucena em 10/09/2012:
Ótima matéria. Se resume muito ao que acontece na atualidade, a empresa que está modificando suas atitudes e estratégias, vai trocando seus funcionários e estes, com a nova filosofia, se sentem "peixes fora dágua". Estou passando por isso e é muito ruim, pensei por várias vezes sair da empresa, pois a formação de "panelas" ficou evidente.

 
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