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16/02/2009
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Relações que excluem

Por Irlei Wiesel para o RH.com.br

Conviver é uma arte que vale a pena exercermos. Nem sempre é amistosa, devido às diferenças. O ser humano identifica, com muita habilidade, a exclusão. Os fatores para isso são muito variados e supõem uma animosidade.

Normalmente sentimos no ar quando estamos sobrando, mas, quando não fazemos essa identificação, alguém o fará. Nada de rodeios, nem "meias palavras". Quando alguém não é bem-vindo ao grupo, será avisado. Nesse caso, a gentileza não é exatamente a forma de comunicação usada. Usam-se atitudes desprezíveis como: agressividade, frieza, isolamento, "meias palavras", fofocas, cobranças infundadas, olhares gelados, "sorriso amarelo" e o que mais dói à vítima: o legítimo escanteamento.

Tudo isso é reflexo de relações em conflito. Relações essas que ocorrem em casa, entre amigos, vizinhos, colegas de trabalho, casais etc. A maioria sabe perfeitamente quando é vítima ou quando é agente. As duas formas de convívio maltratam. Em ambas, há uma queda no índice de AMOR. E na vida, qualquer abalo no percentual do amor pode significar diminuição das resistências imunológicas.

Explico: quando nos desligamos do estado sereno e envolvente do amor, conectamo-nos, automaticamente, ao estado da rebeldia e do egoísmo. Resultado: viramos presas fáceis para o insucesso. Talvez não pareça bem assim, pois, na maioria das vezes, sentimos orgulho ao excluirmos alguém. No entanto, logo adiante, virá o resultado gerado pelo clima pesado que fica no ar.

Sentimentos de fraqueza física nos atingem, gerados pela ausência de energia. Desconforto inexplicável devido à consciência pesada. A falta de entusiasmo motivada pela desilusão em uma relação. O medo de alucinar, porque lidar com o outro é, definitivamente, um caos. E aos poucos, o pior vai acontecendo. Recebemos da nossa consciência um alerta: Excluir vale a pena? Quando a resposta é não, então, nasce a dúvida: como reverter a situação? Aí falta conteúdo, sabedoria e habilidade.

Devemos semear a idéia do amor, desprezando completamente a idéia da exclusão. Afinal, se analisarmos bem, o que queremos sinceramente da vida? Por acaso não é sentir-nos BEM? Por que então construir relações que me fazem sentir um mal-estar inconsciente? Uma sensação ruim que atesta a minha incapacidade no trato humano, uma consciência pesada por não ser capaz de lidar com o outro, apesar de saber que sei lidar bem com tantas outras situações.

Enfim, se estamos com dificuldades em lidar com pessoas, saibamos que elas são um reflexo daquilo que nós devemos melhorar. Jamais devemos fazer de conta que isso não tem importância ou que isso deverá ser assim mesmo. Não, nem pensar. Relacionar-se bem deve ser também uma questão de honra. Lembremos que três coisas deterioram a nossa vida. São elas: a arrogância, orgulho e a soberba.

Nesse aspecto, o amor nas relações, bem como o respeito no convívio, não existe. É cada um por si e Deus por todos. Penso que as jóias que a vida nos oferece incansavelmente, para usufruirmos durante nossa vida aqui na Terra, são: a auto-estima, verdadeiros amigos, relações amistosas e a jóia mais brilhante de todas: o amor.

Um lugar especialmente impactante para aperfeiçoar o sentimento do amor é no nosso local de trabalho, uma vez que lá lidamos com afetos e desafetos. O amor pode servir de ingrediente essencial quando não vislumbramos mais saída. Só ele possui a força suficiente para:
- apaziguar os ânimos;
- diminuir a alucinação entre setores;
- promover uma comunicação amistosa e não agressiva;
- retroceder, se necessário, com humildade;
- diagnosticar a maldade no coração do colega;
- reconhecer o grau de autossuficiência no qual estamos impregnados;
- ativar nosso nível de paciência e honestidade;
- intensificar o nosso comprometimento na construção de empresas melhores e, como consequência, um planeta mais generoso.

Invista no AMOR. Pense nisso.

Palavras-chave: | ambiente corporativo | relacionamento |

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COMENTÁRIOS (6)
girlane nobre em 15/04/2009:
Boa noite. Muito bom o seu artigo o que você escreveu, já convivi com este sentimento quando deixei o cargo de chefia e permaneci na mesma repartição. O que me ajudou na superação foi o meu comportamento resiliente. E você tem toda razão quando fala que devemos investir no AMOR .

Lis Silva em 26/02/2009:
Olá, concordo com a Ivanise, eu sempre trato as pessoas com o maior respeito, mas não acredito neste tipo de amor, seria romântica demais isto não existe. Tratar as pessoas bem e com respeito é sabedoria.

sirley em 18/02/2009:
adorei o artigo, parabens. Um abraco.Sirley

Fernanda Ida Mazzucchelli em 18/02/2009:
Trabalhar com pessoas requer acima de tudo empatia, pois, somente colocando-se no lugar de cada um que convivemos diariamente, poderemos neutralizar energias e tentar transformar o ambiente num local agradável e prazeiro. A empatia aliada ao desapego de vaidades resulta num clima harmonioso e fraterno tornando o dia-a-dia maravilhoso.

Paula Faria em 18/02/2009:
Irlei, concordo com alguns pontos elucidados por você. No entanto, acho que toda pessoa que não tem noção do efeito que causa nos outros, acaba invadindo sem ter sabedoria nem senso de oportunidade. Se estou sobrando é porque entrei de gaiato. para não ser rejeitada, deveria ver ou "sentir" se era adequada a minha presença. Se não souber avaliar isso, acabarei sendo invasora e rejeitada, invasora e rejeitada, numa repetição de sofrimento evitável. Antes de me dar, preciso saber se a pessoa quer receber meu dom. Senão é pura invasão e desrespeito. Mesmo que eu tenha muito a dar, se o outro precisa, mas não quer, ou se ele quer um pouquinho, isso é questão de respeito. E respeito é amor concreto.Abraços Paula

Ivanise Rotta em 18/02/2009:
Olá, Bom dia! Acreditemos sim no amor, mas temos que ter cuidado também para não sermos românticos demais... Eu tento ao máximo seguir os passos apresentados no texto, não sei se chamo isto de amor ou de sabedoria!

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