O site de referência sobre Gestão de Pessoas.
Seminários RH.com.br: Coaching e Criatividade
Pesquisar
« Pesquisa Avançada »
16/03/2009
RH » Grupos » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Como resolver conflitos

José Emilio Menegatti

A maioria das pessoas está familiarizada com expressões como "enterrar o machado" e "fumar o cachimbo da paz". Eis a história de como as crianças da tribo Sêneca resolvem suas divergências.

Se dois meninos Sênecas entrassem em um sério conflito, sua mãe lhes diria: "Vão fincar seus bastões". Os meninos saberiam exatamente o que isso significava. Eles se afastavam um pouco do acampamento e fincavam três bastões durante uma lua (ou um mês). Findo esse prazo, a posição dos bastões determinava quem tinha razão. Enquanto isso, os meninos voltavam a brincar, deixando que os bastões resolvessem a contenda.

Eles poderiam combinar que, se os bastões pendessem para o nascente ao final da lua, Jorge teria razão; se pendesse para o poente, Paulo é que teria razão. Se os bastões caíssem, nenhum dos dois tinha razão. Por causa do vento e da chuva, os bastões quase sempre caiam. Era muito frequente os meninos sequer se lembrarem por que haviam fincado os bastões, com isso, a rixa era resolvida facilmente.

Como seria fácil resolvermos nossas confusões assim como essas crianças da tribo Sêneca. Quando vemos dois adultos ou um casal brigando a única coisa que escutamos são insultos e gritos. Uma boa história que ilustra as várias etapas possíveis de um conflito entre casais foi uma que achei na Internet chamada "Os Sete Estágios de um Resfriado". Algum observador bem-humorado expõe a reação de um marido aos sintomas de gripe de sua esposa durante sete anos de casamento:

Primeiro ano: "Meu docinho de coco, estou preocupado com a minha bonequinha. Você fique apenas deitada, enquanto pego o carro e forro o banco para deixá-la aquecida para levá-la ao médico".

Segundo ano: "Ouça, querida, não estou gostando do jeito dessa tosse. Vou dar um banho no bebê e acomodá-lo, depois te levarei a um hospital para um exame geral e repouso".

Terceiro ano: "Está se sentindo um bagaço, hein, querida? Talvez seja melhor se deitar e descansar. Vou trazer alguma coisa para comer. Quer alguma sopa?".

Quarto ano: "Olhe querida, seja sensata. Depois de dar comida para as crianças e lavar a louça, é melhor ir para a cama".

Quinto ano: "Você parece que não está bem. Porque não toma logo duas aspirinas?".

Sexto ano: "Se você simplesmente fizesse um gargarejo ou qualquer outra coisa em vez de ficar por aí tossindo como uma foca, eu agradeceria!".

No Sétimo ano a mulher responde a pergunta do marido: "Por que Deus fez você tão bonita e tão tapada?". Ela respondeu: "Ele me fez bonita para que você se casasse comigo, e tapada para que eu pudesse gostar de você!".

Enquanto podemos achar graça nesta imaginária degeneração de interesse e preocupação, gostaria que você pensasse por alguns segundos, por que as pessoas gritam quando perdem a calma ou quando estão brigando? Porque quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito e para cobrir esta distância, precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.

Por outro lado, o que acontece quando duas pessoas estão apaixonadas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes seus corações estão tão próximos, que nem falam, somente sussurram.

E quando o amor é mais intenso não necessitam sequer sussurrar, apenas um olhar, e basta. Seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas. Quando discordamos, não podemos deixar nossos corações se afastarem, não podemos dizer palavras que nos distanciem, para não chegar o dia em que a distância será tanta que não mais encontraremos o caminho de volta.

Palavras-chave: | conflito |

  • O que você achou? Avalie:
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Enviar Comentar Compartilhar Imprimir
CONTEÚDO RELACIONADO
COMENTÁRIOS (3)
Luciana em 14/07/2009:
Comecei a ler o texto animadíssima, mas vamos analisar: O título diz: "Como resolver Conflitos" Me pego questionando, onde no texto, está sendo ensinado alguma coisa? Acho que esse site deve permitir textos educativos, no sentido de dar ao usuário condições de aplicar o que se expõe ou propõe. Não acho que os exemplos iniciais são praticáveis e também não acho que a simples ilustração de como um casal se relaciona ao longo do tempo acrescentou algo! Seria interessante haver um conteúdo que trata-se desse assunto com mais propriedade. É meu pensamento! Parabéns pela tentaiva nesse tema. Ficarei na expectativa dos próximos textos, o site, como um todo está de parabéns! Obrigada pela oportunidade e pela liberdade de expressão. Luciana

Elias em 21/03/2009:
Gostei muito da matéria vale a pena investirmos em um relacionamento no qual suas chamas mantenham sempre a harmonia dos primeiros anos

Milton Easton Simões em 19/03/2009:
O artigo quando bem interpretado conduz a uma profunda análise do ego das pessoas. Pensemos no que diz o texto bíblico- amai-vos uns aos outros- Eis aí a solução para todos os conflitos, é preciso amar e respeitar para não gritar...quem ama não fere, não mata.

 
PUBLICIDADE
Produtos RH.com.br

+ lidas
+ comentadas
+ enviadas
+ recentes
Produtos RH.com.br

Seminário Coaching

Seminário Criatividade

ConviRH

Programa de Autodesenvolvimento



RH.com.br no Twitter


PUBLICIDADE
Os textos publicados não representam, necessariamente, a opinião dos responsáveis pelo site RH.com.br. Confira o nosso Termo de Responsabilidade.
Todos os direitos reservados. É expressamente proibida qualquer reprodução.