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14/09/2009
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Há antivírus para combater a fofoca?

Dalmir Sant Anna

Quantos fofoqueiros são necessários para substituir uma lâmpada queimada? Três: um para realizar a tarefa operacional e reclamar pela lâmpada ter queimado e dois para colocar em prática o vírus com comentários negativos sobre a roupa de quem está trabalhando, a maneira como subiu e desceu da escada e posteriormente, provocar comentários de como ficou o resultado da iluminação.

O vírus da fofoca pode ocorrer nos locais mais diversos com pequena ou grande quantidade de pessoas, em locais inusitados e quando um trabalhador demonstra expressiva dificuldade em acolher as mudanças que lhe são imposta - seja pelo ambiente profissional em que está inserido, ou ainda, pela forma como os outros colaboradores se relacionam, disseminando entre os colegas que o problema frequentemente está na empresa, na gestão, na liderança, nos equipamentos ou em algum outro fator externo. O antivírus é a ação de não levar adiante uma fofoca, prezando em valorizar a cooperação e estimular a proeminência do companheirismo.

Dar ouvidos a um fofoqueiro pode trazer consequências tristes - Lamentavelmente, o fofoqueiro é ainda um personagem garantido em muitas organizações e continuamente, lança o vírus da fofoca fazendo com que inúmeros profissionais levem consigo experiências negativas de empresas onde a fofoca gerou situações constrangedoras. Inúmeros desligamentos e afastamentos de locais de trabalho foram solicitados em decorrência da dificuldade de adaptação à cultura organizacional e aceitação aos colegas que frequentemente usavam da fofoca para buscar promoções e prejudicar o crescimento de um colaborador.

Observe que há pessoas que ficam incomodadas com o sucesso de outras e acabam não controlando a língua. Há pessoas que quando aborrecidas acabam disseminando o vírus da fofoca ao descobrir que você conquistou o primeiro lugar em uma competição, ingressou na universidade, iniciou um curso superior ou realizou uma conquista pessoal. Dar ouvidos a um fofoqueiro pode trazer consequências tristes, pois no momento de tirar os fatos a limpo, você pode ser considerado o culpado da história.

É momento de acionar o antivírus para combater a fofoca - Quando um colega de trabalho falar que a "boca é um túmulo", utilize o antivírus e realize o combate da fofoca. Detecte o vírus quando um intrigueiro somente fala mal dos outros, dissemina a discórdia e não é capaz de avaliar as falhas cometidas. O antivírus é acionado e entra em ação, quando a equipe de trabalho percebe que os resultados coletivos estão sendo prejudicados em decorrência da maledicência e dos boatos gerados por um ou mais integrantes da empresa.

Para realizar a remoção do vírus, a liderança não pode usar intermediários. Deve solicitar uma reunião, e de maneira enérgica colocar ponto final na situação. É momento de acionar o antivírus para combater a fofoca e compreender que o vírus pode ser disseminado por falta de experiência; entretanto, o fofoqueiro que recebeu uma dose de antivírus, foi alertado e já está avisado sobre o assunto.

A etiqueta corporativa abrange respeito aos demais colegas - Você foi convidado para um almoço por um colega de trabalho. Durante o encontro constata que o assunto principal é a disseminação do vírus da fofoca sobre outros colaboradores da empresa. Qual a sua conduta? Primeiramente é necessário demonstrar e deixar evidente que você é uma pessoa educada e profissional, agradecendo o convite do almoço. Em seguida, é necessário indicar que a etiqueta corporativa não é algo fútil e seu alcance está além de distinguir entre um garfo de salada e o do prato principal.

Acione o antivírus e mostre que não há interesse algum da sua parte, na continuidade da conversa sobre este assunto. Observe que a etiqueta corporativa abrange respeito aos demais colegas, principalmente, quando estes não estão presentes. O clima organizacional perde com a fofoca, através do vírus destrutivo do respeito ao próximo.

Normalmente, o fofoqueiro é o locutor oficial do programa "disse-me-disse" da "rádio peão" ou da "rádio corredor" (rede informal de comunicação transferida sem controle). Além de veicular intrigas e boatos, disponibiliza parte do seu tempo para ações improdutivas e deixa de realizar contribuições para o crescimento da empresa.

Quando um colega de trabalho entrar na sala e anunciar "vocês sabem da última?", imediatamente fique atento e acione o "antivírus do detector de fofocas", pois certamente, você estará ouvindo mais uma informação sem que os principais envolvidos estejam presentes.

Palavras-chave: | conflito | profissionalismo | postura profissional |

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COMENTÁRIOS (6)
Elaine Estevam em 15/10/2009:
Texto muito bom! O que precisamos entender é que quando damos atenção a uma fofoca, estamos criando um ambiente propicio para que em algum momento nos tornemos alvo do fofoqueiro também! Apesar da curiosidade ser algo nato do ser humano é muito importante que a controlemos, pois como um amigo meu dizia: "Vento que sopra lá, sopra cá também!"

Wanda Passos Miranda de Oliveira em 20/09/2009:
Muito coerente a matéria, uma vez que isso realmente acontece em qualquer empresa, seja ela de pequeno, médio ou grande porte. É lamentável que muitos profissionais não saibam e não tem interesse em combater a fofoca, o que traz grande prejuízo para as organizações e aos próprios profissionais.

selma em 19/09/2009:
muito bom, este texto no momento estou passando por uma situação, que vou precisar deste este antivírus . muito obrigado!

Rita Miranda em 18/09/2009:
Muito bom, a comunicação informal na maioria das vezes traz consequêcias danosas. Muito bom o texto, parabéns, infelizmente é uma realidade constante nas empresas. Rita Miranda

Jose Ramos de Melo em 18/09/2009:
O problema da fofoca não está no fofoqueiro, mas nas pessoas que gostam de ouvir a fofoca e todos nós com maior ou menor intensidade somos sensíveis por curiosidade, muitas vezes mórbida da saber alguma coisa da vida alheia. Não há muito o que se fazer, a não ser, manter nas organizações um canal sempre aberto para a fluição do fluxo da informação. Investir na comunicação interna é uma forma de prevenção do vírus da fofoca. É responsabilidade de todos nós!

Cleide Santos em 18/09/2009:
Este texto é totalmente a verdade que acontece nas empresas, excelente!!!!

 
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