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18/01/2010
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Você já discutiu com alguém no trabalho? Então, leia!

Por Patrícia Almeida para o RH.com.br

Desde esta primeira linha ouso ser franca ao dizer: Não tenho uma receita para oferecer, mas espero levantar reflexões sobre a possibilidade de tornar o ambiente de trabalho mais leve.

Não é novidade para ninguém que desde que nascemos, recebemos uma bagagem de informações e, a partir delas, processamos pensamentos e desenvolvemos sentimentos que nos possibilitam a integração ou não com as pessoas e também com o nosso eu, mesmo quando o negamos. Uma vez que cada ser humano é único, cada um terá a sua interpretação sobre o mundo e é isto que influenciará o seu comportamento, as suas escolhas profissionais, pessoais e as suas atitudes.

Sendo assim, ao iniciar as suas atividades laborais, a pessoa continua o exercício de aprendizado ao lidar com os diferentes valores culturais, novos princípios e novas crenças, já que conhece novas pessoas. Neste momento, é da vontade do indivíduo relacionar-se bem com todos, ser aceito pelos grupos, ser convidado a participar integralmente das rotinas. Mas, eis que em algum momento a pessoa depara-se com uma situação pouco amistosa e logo surge um desconforto com outro colega. É aí que surge a possibilidade de praticar a sua inteligência emocional, mas se você preferir pode permitir que surja uma discussão que dure a vida toda.

É claro, os conflitos estão muito além do querer e é por isso que a palavra preferir está em negrito. Mas embora você não concorde com o seu chefe, não aprove o comportamento de seu colega, rejeite as atitudes de seu subordinado, acredite: eles também são seres humanos, assim como você: com limitações e com possibilidades.

E neste turbilhão de informações característicos do mundo global, além das pressões encontradas no ambiente de trabalho, que existem os problemas domésticos. A cada final de mês, além do balanço mensal, existem metas a serem cumpridas, contas a serem pagas. E administrar tudo isso é um desafio. Sobretudo, as emoções não tiram férias, elas fazem parte do homem e em muitas situações surgem como uma reação ou como um sistema de defesa à própria integridade física e mental do ser humano. A raiva, a tristeza e a alegria, por exemplo, fazem parte do repertório de emoções que possibilita a pessoa reconhecer e também agir para sobreviver no meio em que está inserido. Mas, fazer com que esta raiva extrapole e saia em um grito, briga ou discussão no ambiente de trabalho não é uma atitude louvável.

Todo e qualquer ser humano, esteja na linha de comando ou no operacional gosta e necessita ser respeitado. O respeito, além de ser virtude, é essencial para um ambiente harmonioso nas empresas e é a base para a construção de qualquer relacionamento equilibrado. Além disso, trabalhar em um ambiente amistoso, só facilita a produtividade. Se o ambiente é hostil, os resultados podem ser comprometidos.

É claro que ninguém é obrigado a gostar de quem não acredita ou não o faz bem, mas se fazem necessários um exercício de convivência e uma boa educação. Não dá para sair do emprego toda vez que nos deparamos com alguém com o qual não nos identificamos e nem mesmo é interessante brigar com todo mundo, daí a importância de exercitar a cordialidade. Faça uma experiência! Você já observou que quando admira uma pessoa, tudo o que ela faz é aplaudido por você? O problema é que o contrário também acontece. Quando não se admira alguém, tudo o que a pessoa faz, é muito irritante. É nesse momento que começa o seu exercício. Dê ao outro a mesma oportunidade que espera que permitam a você. Exercite a empatia!

E lembre-se! A empresa não é ringue para lutas de Boxe e também não é lugar para fazer terapia. A fala é realmente terapêutica, mas tem o lugar apropriado para falar: psicólogos, psiquiatras, padres, pastores, enfim, gente que está preparada para ajudá-lo. Faça exercícios aeróbicos e mantenha uma alimentação equilibrada, porque também podem influenciar as emoções.

Às organizações cabe preparar os seus líderes para propiciar um ambiente adequado para produzir. O palestrante e psicólogo Nei Loja, afirma que o líder deve manter um ambiente que permita piadas e brincadeiras respeitosas, expressões de alegria e felicidade.
Problemas existem e não acabam, o que muda é a maneira de lidar com os mesmos. E este controle emocional positivo precisa ser trabalhado a todo instante, não só no trabalho, mas em casa, enfim nos ambientes sociais. É isso. Desenvolva o hábito de ser uma pessoa melhor e será!

 

Palavras-chave: | equipe | emoção |

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COMENTÁRIOS (4)
maria girlane nobre de souza em 02/02/2010:
O ruim Patricia é quando você apoia a pessoa em todos os sentidos e por trás trabalha para atrapalhar e difamar a imagem pessoal e profissional. Aí, não há controle emocional que resista. "Vocé sai de cima do salto" e chama a pessoa desarmoniosa para um feedback do que anda fazendo.

joao araujo em 24/01/2010:
Parabéns, Muito positivo esse comentário, para o RH, pois conviver com conflitos no trabalho infelismente é uma rotina, vc foi muito feliz neste texto , pois tenta amenizar o conflito e penssando muito bem no Recurso Hunano e na empreza, estou fazendo RH. Esse texto foi muito importante para mim.

Mari Regina Homem em 23/01/2010:
Parabéns à autora pelo Artigo. O ser humano tem facilidade de criticar o seu semelhante sem dar-se conta de que muitas vezes o próprio comete erros, atitudes por ele criticadas.

luziethe em 23/01/2010:
Gostei, apresenta de forma clara, esclarecedora e também motivadora, Parabéns!

 
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