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30/08/2010
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Você já se questionou sobre a forma como os outros o veem?

Por Sonia Jordão para o RH.com.br

Sabemos que, em muitas ocasiões, importa mais o que você parece aos olhos dos outros do que como você é realmente. Por isso, é importante tomar cuidado com seu comportamento, já que é muito difícil ter uma outra chance para causar uma boa primeira impressão.

Na vida profissional precisamos, muitas vezes, nos comportar como se estivéssemos sentados à mesa, em um ambiente refinado com nossos principais clientes. A forma adequada de comportamento depende do ambiente e da cultura de cada região. Por exemplo, palavras que em uma região são usadas normalmente no dia a dia, em outra localidade podem não ser bem aceitas.

A forma de se vestir também muda de um lugar para outro. Por exemplo, nas cidades litorâneas, à beira das praias é permitido trabalhar de forma mais informal, enquanto que em lugares frios, geralmente, as pessoas vestem-se de maneira mais formal. Em muitos lugares fala-se alto, gesticulando-se, enquanto em outras regiões as pessoas falam baixo e de forma tranquila.

A forma como as pessoas foram criadas, suas crenças e seus valores também influem nos comportamentos e nos relacionamentos. E muito mais importante do que o "como se diz" ou "o que se diz" é como os outros o ouvem e o interpretam. E, sem querer, muitas vezes, mesmo com as melhores das intenções pode-se magoar alguém.

Outro detalhe a ser observado é que, no mundo atual, muitas pessoas vivem sob a "Lei de Gérson", onde levar vantagem em tudo é fundamental. Isso em parte deve-se ao fato da população crescer rapidamente, levando ao aumento da competitividade e à mudança na hierarquia das organizações, com um achatamento dos postos de chefia. Nesse modelo fica difícil aceitar que alguém possa ser simplesmente bondoso e que não queira nos usar para aparecer. A preocupação em manter o emprego, às vezes, nos leva a enxergar "chifre em cabeça de cavalo" e isso pode atrapalhar no relacionamento com os colegas de trabalho.

Além de se preocupar consigo mesmo, o bom profissional também deve tentar compreender o comportamento dos colegas de trabalho Assim, a pessoa adapta-se às diversas situações e aprende a lidar com elas. À medida que o profissional estuda o assunto e o pratica, perceberá que ainda terá muito a aprender.

É sabido que cada pessoa tem uma visão diferente da outra. Cada um ouve e enxerga à sua maneira, em função de sua formação e de suas experiências de vida. Por isso, precisamos estar sempre atentos à nossa imagem perante os outros. Iss não significa que se deve viver preocupado com os outros, mas se comportar adequadamente, de acordo com a sociedade onde estiver inserido. Até porque não sabemos se a pessoa que está nos vendo será nosso futuro chefe ou até empregador.

Há algumas filosofias que acredito que deveriam ser seguidas por todos. Uma delas é a frase de Stanley, que diz: "É necessário que o mundo depois de ti seja algo melhor, porque tu viveste nele". Sendo melhores, os profissionais levarão as organizações a serem melhores também. Acredito que assim teremos um mundo melhor, já que as organizações, principalmente as empresas, podem ser entidades ou instituições capazes de mudar o mundo.

Outra filosofia que devemos adotar vem do Dalai Lama, e diz: "Reparta o seu conhecimento. É uma forma de alcançar a imortalidade". Há alguns modos de fazer isso, entre eles: escrever e divulgar artigos, ministrar palestras e treinamentos, escrever e editar livros. É importante ainda procurar desenvolver-se de modo a atender a essas duas filosofias de vida.

Nem sempre o seu desempenho será suficiente para mantê-lo no emprego. Um comportamento inadequado pode até levá-lo à demissão. E como uma pessoa educada, com boas maneiras, sempre terá um lugar de destaque na sociedade, procure cuidar disso com carinho.

 

Palavras-chave: | equipe | conflito |

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COMENTÁRIOS (1)
Débora Regina Bueno em 02/12/2010:
Ter a preocupação de como somos percebidos pelo outro é fundamntal. Muitas vezes agimos da forma que somos, pois "sempre foi assim" e podemos estar desmotivando a equipe, ou até mesmo como subordinado, deixando a desejar por não termos a consciência de como estamos sendo avaliados e deixamos correr como se não houvessem consequências.

 
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