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14/10/2011
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A importância da qualidade das relações humanas nas organizações

Por Karina Pimentel para o RH.com.br

O processo de mudança que se vive hoje é ímpar em toda a história das empresas, e até mesmo da civilização, já que para sobreviverem e serem viáveis nas próximas décadas, as organizações precisam ter estratégias adequadas e flexibilidade de estrutura, principalmente quando falamos em Gestão de Pessoas.

Se antes era necessário motivar os profissionais, hoje é preciso ir além e buscar o comprometimento e engajamento dos mesmos. Isso faz com que as organizações despertem para a relevância da obtenção de ambientes positivos, onde os funcionários e os grupos possam encontrar condições favoráveis para trabalharem mais eficazmente e, principalmente, felizes.

Para chegar a esse resultado, é necessário entender qual o significado de trabalho para os que compõem as organizações. Isso ajudará a compreender também como as empresas atuais evoluem nas suas práticas de Gestão de Pessoas e como poderão enfrentar o contínuo desafio de manterem seus profissionais felizes.

Neste contexto, cabe às organizações modernas investirem no que muitas chamam de programas de qualidade de vida, que em sua maioria visam contribuir com um ambiente de trabalho saudável e com profissionais mais satisfeitos. Mas será que apenas isso basta?

Não basta. Hoje se faz necessário um olhar diferenciado para o público interno e a constante humanização das relações, aproximando as pessoas e ajudando a estabelecer relacionamentos baseados na integridade e confiança. É isso que chamo de relacionamentos sustentáveis.

Os programas de qualidade de vida desempenham um papel fundamental neste desafio, mas só têm aderência e aproveitamento se as relações de trabalho forem verdadeiras. Relações estas entre colegas, equipes e até mesmo entre empresa e colaborador. E mais, quando esta verdade existe, transcende as portas de qualquer empresa e os reflexos tornam-se naturais: engajamento, atração e retenção de talentos.

É preciso deixar o lugar comum, a "zona de preguiça", e investir no que é mais importante: as relações humanas. Para isso, deixo algumas dicas:
- Conversar deixou de ser "falta do que fazer" e hoje passa a ser estratégico em muitas organizações, que inserem espaços de convivência em seus programas de qualidade de vida.
- As mídias sociais aproximam ao mesmo tempo em que distanciam. Por isso, atenção ao seu público e busque (quando possível) o olho no olho.
- Cuide da saúde do seu colaborador como um todo, e não se esqueça do emocional, pois de nada adianta estar saudável fisicamente, adoecido emocionalmente e empobrecido nas suas relações.

Penso que o grande desafio das organizações modernas é buscar o humano adormecido que está em cada um de seus profissionais. Quando conseguirem superar esse obstáculo elas conseguirão tanto se tornar sustentáveis, quanto deixar seus profissionais mais felizes. Para encarar este desafio, tenho trabalhado na sustentabilidade da Gestão de Pessoas e trazido práticas de RH que buscam atingir este objetivo.

Nem sempre é fácil conseguir conciliar esta missão de fazer diferente pelo ser humano com a cultura e o negócio da empresa, mas percebo que este deve ser o objetivo dos profissionais que atuam na área de Gestão de Pessoas (ou poderíamos nos referir à Gestão com Pessoas?). Afinal, queremos o profissional de hoje engajado, atuante, critico, dinâmico, enfim, com muitas outras competências relacionais.

Na empresa em que atuo, trabalhamos com o objetivo de resgatar cada vez mais este lado humano das pessoas e para tanto criamos nove práticas que sustentam a nossa política de gestão de pessoas, denominando-a como RH Mais Você. O "Mais" representa justamente esse nosso desejo verdadeiro de somar à empresa e acrescentar mais qualidade à vida dos nossos colaboradores.

Com este trabalho foi possível alcançar muitas melhorias para a nossa Gestão de Pessoas. Hoje, somos reconhecidos pelos nossos colaboradores, o que proporcionou estarmos entre as melhores empresas para se trabalhar no Centro-Oeste e entre as melhores empresas para se trabalhar em TI e Telecom, ambas pesquisas do Great Place to Work.

Sinto que dividindo esta experiência, certamente poderei estimular outros profissionais a acreditarem que é possível fazer o melhor para as pessoas com o nosso trabalho. É possível fazer o melhor pelas empresas. É possível auxiliar as pessoas a entenderem o sentido e a importância do trabalho em suas vidas, tornar este uma ação prazerosa. É possível, ainda, sermos agentes de transformação da relação com o trabalho, criando um ambiente organizacional propício ao desenvolvimento de relações de trabalho felizes!

Temos conhecimento e competência para isso!

Arrisque, ouse, inove e faça a diferença!

Só posso afirmar que vale a pena!

 

Palavras-chave: | equipe | qualidade de vida no trabalho | programa motivacional |

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COMENTÁRIOS (2)
lilian nery em 19/10/2011:
Gostaria de saber quais são as nove práticas. Ficou sem continuidade essa explanação.

Evandro Batista em 18/10/2011:
Afinal, quais são as nove práticas citadas?!

 
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