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26/10/2010
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Dicas para integrar um portador de necessidades especiais à equipe

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

A Lei 8.213/91 ou a conhecida Lei de Cotas abriu caminhos para que muitos profissionais portadores de deficiência tenham um espaço digno no mercado de trabalho. Se por um lado existe a preocupação com os processos seletivos para captar esses talentos, as organizações também se deparam com outra situação: integrar esses trabalhadores aos demais membros das equipes, já que eles terão que dividir o mesmo espaço físico no dia a dia corporativo. Abaixo, seguem algumas dicas que podem auxiliar o processo de integração dos PNE (Portadores de Necessidades Especiais) à realidade corporativa.

1 - Quando uma vaga for aberta para um portador de necessidades especiais, o gestor deve comunicar aos membros de sua equipe que, em breve eles, receberão um novo colega para atuar no setor.

2 - Durante a reunião - para informar a contratação do PNE -, a liderança pode abrir espaço para que os demais profissionais tirem dúvidas sobre o novo colega e como cada um poderá ajudá-lo, quando e caso seja preciso.

3 - A liderança pode ainda perguntar se alguém da equipe já trabalhou com um portador de deficiência. Caso algum membro já tenha atuado, o relado da experiência dessa pessoa para os demais colegas pode tornar-se uma oportunidade para facilitar a integração deles com o recém-contratado.

4 - De acordo com tipo de deficiência do profissional, a equipe deve receber orientações sobre como auxiliar o PNE. Se for alguém com deficiência auditiva, por exemplo, é aconselhável que algum profissional do setor conheça a linguagem das Libras. Hoje, existem cursos na Internet que ensinam o significado de cada sinal feito através das mãos.

5 - Assim que a contratação for efetivada, o gestor deve reunir-se com o PNE para saber se ele precisa de algum tipo de apoio não apenas em relação à infraestrutura, mas também para que se sinta confortável diante dos demais colegas. Vale ressaltar que essa conversa serve como base para o início da integração.

6 - Depois de uma conversa com o líder, o PNE deve ser apresentado aos demais membros da equipe. Nesse momento, uma apresentação descontraída pode "quebrar" uma possível "tensão" tanto de quem ingressa na empresa quanto dos demais profissionais que trabalharão com o colega deficiente.

7 - Em seguida, após se apresentado aos demais colegas que farão parte do seu dia a dia, é o momento de conhecer os demais setores da organização. Uma visita aos outros departamentos é fundamental para uma integração mais rápida.

8 - Durante as primeiras semanas, o gestor pode solicitar que algum colaborador torne-se um mentor do PNE. Com isso, o recém-chegado tem a chance de tirar dúvidas com mais rapidez e em contrapartida ter uma adaptação mais rápida, bem como uma performance acima do esperado.

9 - Além da integração com os colegas do setor, o PNE deverá ainda participar de um treinamento de integração como qualquer outro profissional que ingressa na empresa. Afinal, ele precisa: saber o que a empresa espera dele; conhecer a cultura e os valores organizacionais; ações relacionadas à segurança no trabalho; planos de cargos e salários; ações motivacionais, entre outros.

10 - Como não poderia ser diferente, a área de Recursos Humanos deve estar sempre preparada para dar o suporte ao PNE e, para isso, é preciso manter as portas abertas para receber sugestões e acompanhar a integração desse profissional em relação aos demais colaboradores e à organização como um todo.

Palavras-chave: | portador de necessidade especial | integração | equipe |

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COMENTÁRIOS (6)
Thais Helena dos santos em 28/03/2011:
Olá, Patrica. Adorei o que você escreveu sobre pessoas com deficiencias, gostei muito. Eu sou uma pessoa com deficiencia fisica, mas não cadeirante, e estou fazendo um curso de RH...é bem legal. Bom, as pessoas estão me tratando bem e espero que continue assim. Boa Noite. Abraços

Gilmar Freitas em 09/11/2010:
Prezada Patrícia, sou PCD (pessoa com deficiêcia) e apesar de básico, achei muito interessante seu artigo, porém, a palavra "portador" empregada em algumas leis antigas não se usa mais. O correto é pessoa com necessidade especial ou pessoa com deficiência. Eu sou portador do meu RG, mas da deficiência visual não, pois se assim fosse poderia deixar ela em casa e vir trabalhar, assim como faço com o meu RG!

Karen em 03/11/2010:
Olá, adorei as dicas. Mas acho que devemos utilizar as terminologias corretas, já faz um tempinho que não utilizamos mais a terminologia portador de necessidade especial, e sim Pessoa com Deficicência (PcD). Fica aqui uma dica. Beijos Karen Kegles.

Valéria Guimarães em 03/11/2010:
Olá Patrícia. Somente retificando. O termo correto é Pessoa com Deficiência. A condição de ter uma deficiência faz parte da pessoa e esta pessoa não porta sua deficiência. Ela tem uma deficiência. Tanto o verbo "portar" como o substantivo ou o adjetivo "portadora" não se aplicam a uma condição inata ou adquirida que faz parte da pessoa. A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela Assembléia da ONU em 2006, assinada pelo Brasil e outros cerca de 80 países em 2007 e ratificada em 2008 pelo Congresso Nacional, foi criada por governos, instituições civis e pessoas com deficiência de todo o mundo e acabou por oficializar o termo "pessoas com deficiência" .

josnilda em 02/11/2010:
Adoro os artigos,são muitos bons, e tem me ajudado bastante, não só na faculdade, como pricipalmente, no meu trabalho.

cynthia mastropascha em 02/11/2010:
Excelente artigo, com ótimas dicas para integração e preparação do profissional, equipe e liderança, questões fundamentais para o melhor desempenho e retenção do PNE nas empresas.

 
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