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24/01/2012
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O que o líder não deve fazer diante de um conflito?

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

Pessoas. Uma palavra tão simples e de entonação tão leve, mas que na sua essência é sinônimo de uma complexidade imensurável de comportamentos que nem sempre estão nos padrões esperados e que resultam em situações de discordância, muitas vezes causadas por motivos irrelevantes. Tanto na vida pessoal quanto profissional, os conflitos entre os seres humanos sempre existirão, pois não há um padrão que faça com que todos os indivíduos apresentem os mesmos estímulos para determinados fatos, sem mencionar que somos uma enorme caixa de surpresas quando nos reportamos à esfera dos sentimentos.
Se os conflitos fazem parte da vida, cabe a nós administrá-los para que esses não ganhem proporções indesejáveis e, muito menos, gerem fatos que causem sérios problemas. Quando um momento de discórdia surge no ambiente organizacional, por exemplo, cabe ao líder o papel de encontrar a solução mais rápida e eficaz antes que o clima fique prejudicado e todos os membros da equipe sejam envolvidos. Seguem abaixo atitudes que nunca devem ser adoradas por uma liderança, diante um momento de conflito.

1 - "Vista grossa" diante do fato e acreditar que tudo vai ser resolvido entre os funcionários, como se fosse uma "briguinha" de crianças. Registre-se aqui que a liderança não deve neutralizar os momentos em que os liderados apresentam opiniões divergentes, mas sim situações em que os ânimos tornam-se pouco amigáveis no dia a dia e prejudicam, inclusive, a própria equipe.

2 - Ignorar os sinais comportamentais que a equipe expressa quando um conflito está presente no ambiente de trabalho. Isso pode ser perceptível quando os membros do time são comunicativos e passam a ser retraídos, com o semblante de preocupação. Se isso ocorrer, algo está no "ar" e precisa ser analisado o mais rápido possível.

3 - Jogar a responsabilidade de lidar com a situação para terceiros. Ou seja, pedir que um subordinado faça seu papel ou mesmo o "meio de campo" para acalmar os ânimos das partes envolvidas no conflito. Uma atitude dessas só envolverá mais um membro da equipe e o deixa em uma situação muito delicada diante dos demais colegas de trabalho.

4 - Por mais afinidade que o líder tenha com uma das partes envolvidas, nunca deve ser parcial e tomar "partido". É fundamental ser estritamente profissional nesses momentos e utilizar a inteligência emocional, principalmente se o fato exigir a tomada de uma decisão mais rigorosa.

5 - Postergar a conversa com as partes envolvidas no conflito só fará o problema virar uma "bola de neve" e com proporções que talvez façam "estragos" ainda maiores.

6 - Não ouvir os dois lados envolvidos com a mesma abertura pertinente a uma liderança. Se isso acontecer, a própria imagem do líder será prejudicada diante dos demais membros da sua equipe.

7 - Deixar de estimular o diálogo entre as pessoas ligadas diretamente à situação conflitante. Em muitos casos, os conflitos surgem a partir de um mal entendido e uma conversa franca pode podar arestas indesejáveis, que servem de verdadeiros espinhos entre as pessoas.

8 - Mostrar-se inseguro diante dos fatos e tomar uma decisão precipitada, influenciado pela vontade de ver o término do conflito entre os subordinados. O líder que age dessa forma, pede para correr em cima de cerâmica molhada.

9 - Perder a oportunidade de apresentar seu posicionamento como líder, para as partes envolvidas no conflito. Diga-se de passagem, isso não deve ser considerado um "puxão de orelhas", mas um feedback diante de um momento delicado e que pode ser vivenciado por qualquer profissional.

10 - Não promover um diálogo com todos os membros da equipe, após o conflito ter sido solucionado e quando o fato prejudicou, principalmente, o clima organizacional. A liderança deve enfatizar que sempre estará pronta a ouvir qualquer colaborador, caso surja um fato que crie uma situação conflitante. Como diz o ditado popular: "É melhor prevenir do que remediar".

 

Palavras-chave: | equipe | conflito | aprendizagem |

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COMENTÁRIOS (9)
Priscila Costa Nogueira Machado em 22/08/2012:
Parabéns pelo artigo e obrigada, estou vivendo esse conflito na minha unidade e é uma situação muito complicada.

Luciane em 09/06/2012:
Achei ótima a matéria, pois atualmente estou vivenciando esta situação no ambiente de trabalho.

rafael oliveira em 18/02/2012:
Excelente matéria, porque quanto mais conflito existir, a produtividade será sempre baixa. Ou seja, as pessoas produzirá menos.

Zilda em 05/02/2012:
Parabéns, Patrícia. Este artigo é bastante relevante, pois esta situação do que o lider nâo deve fazer é muito válido, pois temos lido o que ele deve fazer e você inverteu a colocação. Muito bom.

Elaine Carvalho em 02/02/2012:
Excelente matéria, parabéns.

ademilton alves em 02/02/2012:
SOU ADMINISTRADOR DE RH. ESSE ARTIGO É PERFEITO E BEM ELABORADO. PARABÉNS.

Sirley em 02/02/2012:
Adoreiiii, tem acontecido aqui no meu ambiente de trabalho, chegou na hora certa..."Como vc escreveu: "È melhor prevenir do que remediar"

MAX HENRIQUE BORTOTTO GARCIA em 02/02/2012:
É muito bom ler Patrícia Bispo, seus textos são lições a serem aprendidas. Explorou muito bem quais as atitudes que o lider deve evitar diante do conflito e ao mesmo tempo o que fazer para dar uma solução ao problema. Mais uma vez nota Dez para sua abordagem, continue nos brindando com vossas ideias. Um carinhoso abraço. Max Garcia

Alessandra em 24/01/2012:
O conteúdo deste texto é bastante marcante em nossas vidas, principalmente na minha. No meu local de serviço passei por algumas situações; dos itens citados acima; estava em observação, pois estava em treinamento para ser chefia; mas de repente cai do cavalo como diz o ditado. Estou afastada do serviço atualmente; mas muito triste; trabalho desde os 17 anos de idade e agora com 21 me vejo distante do mundo. Começarei estudar RH em março e me pretendo profissionalizar na aréa, não só pelo fato acontecido, mas sim porque gosta de lidar com o público.

 
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