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31/05/2011
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Trabalho e romances: mais próximos do que se imagina

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

Boa parte dos profissionais passa a maior parte do dia na empresa e isso, naturalmente, faz com que surjam laços de amizades e até mesmo de sentimentos mais fortes em virtude da identificação de valores e de afinidades que ganham solidez sem que, muitas vezez, isso seja percebido pelas próprias pessoas. Não é difícil, por exemplo, encontrar colegas que almocem juntos quase todos os dias e que compartilhem até questões da vida pessoal, afinal quando chegam em casa encontram os familiares envolvidos em outras atividades.

O resultado não é surpresa: nascem entre os colaboradores relacionamentos que vão desde uma simples simpatia, mas que podem culminar na aceleração dos corações, ou seja, em paixões. Alguns guardam para si os sentimentos que nutrem, enquanto que outros preferem expressar o que vai dentro de si. E quando isso ocorre, surgem dúvidas: Assumir ou não o relacionamento na organização? Como a empresa aceitará que os sentimentos entre funcionários ultrapassem os limites da amizade? Uma paixão declarada poderá ter repercussões negativas na ascensão de carreira?

O fato é que as pessoas têm sentimentos e que queriam ou não, nem sempre se consegue negá-los. Hoje, há organizações que ao invés de se posicionar de forma contrária às relações entre seus funcionários, preferem lidar o fato de maneira natural. Esse é o caso do Grupo Omar Calçados, que conta com 22 lojas presentes nos principais shoppings centers e centros de contras de Curitiba e Região Metropolitana.

De acordo com Luiz Henrique Linhares, gerente comercial do Grupo Omar Calçados, a rede encontrou uma solução funcional para a questão dos relacionamenos dentro da companhia. Por se tratar de uma empresa que oferece planos de carreira e ascensão vertical, optou-se por permitir relacionamento entre funcionários - tanto afetivo quanto paternal.

"Quando somos informados de um caso de relacionamento, chamamos as partes envolvidas para conversar. Temos famílias que trabalham aqui há anos, casais que se conheceram no dia a dia de trabalho. O segredo é ter uma relação de confiança, sempre", complementa o gerente, ao lembrar que os relacionamentos são permitidos, porém, é possível que haja remanejamentos para que a vida pessoal não interfira na profissional. Por uma questão de bem estar e ética, a empresa não incentiva relações que tenham uma hierarquia direta, para que não haja protecionismo ou retaliação alguma. Neste caso, uma transferência de loja ou setor resolve a situação.

Inclusive, ele é bem objetivo ao afirmar que essas relações entre as pessoas são impossíveis de serem proibidas. E para que não surjam problemas devido às "paixões", tudo fica bem claro entre empresa e funcionários desde o início do relacionamento e sem que haja quebra de contratos. Ao ser indagado como essa comunicação de ética é apresentada aos colaboradores, Luiz Henrique Linhares lembra que a organização propõe que durante a integração entre novos funcionários e gestores de lojas, os líderes são os responsáveis em apresentar o modo de gestão do grupo e de explicar como tudo funcionam, para que não ocorrem surpresas desagradáveis.

Casais na empresa - Atualmente, na rede Omar Calçados existe um número considerável de pessoas com laços afetivos fortes que atuam na companhia. Há, por exemplo, um caso onde o pai, sua filha e seu genro trabalham na organização e que atuam como gerentes em diferentes unidades. Segundo Luiz Henrique Linhares, essa proximidade afetiva entre as pessoas acontece pelo clima organizacional, alegre e saudável que a empresa apresenta.

"Como deixamos claro que após o relacionamento iniciado um dos funcionários deverá ser transferido para outra unidade da rede, logo somos avisados sobre o início do relacionamento e isso é uma vantagem para todos. O comprometimento aumenta junto com a responsabilidade de um funcionário estar vinculado ao outro. No entanto, ressaltamos que a avaliação de funcionários sempre será individual", pontua.

Fim do relacionamento - Como não poderia ser diferente, existem momentos em que os relacionamentos afetivos entre os funcionários chegam ao fim e, naturalmente, como ocorre fora da esfera organizacional, cada pessoa tem uma reação diferente que pode ou não comprometer a sua estabilidade emocional. Para evitar que situações adversas prejudiquem não apenas ao casal, mas também envolva os demais colegas de trabalhos em fatos desconfortáveis, no caso de serem funcionários internos, ocorre uma conversa individual na loja em que os profissionais atuam, para que esta separação não atrapalhe o desempenho profissional.

"A Omar Calçados não se envolve nos assuntos particulares e nem toma partido para um ou outro funcionário. Na maioria dos casos, o casal conversa antes de chegar ao ambiente de trabalho e encontrarem uma maneira amigável de administrarem a situação", afirma o gerente comercial, ao enfatizar que cada caso deve ser visto de forma singular e não ser dado uma "rotulação", pois as pessoas são únicas.

Inclusive, ele enfatiza o fato de que já ocorram várias situações que envolveram fim de relacionamentos e que foram bem contornadas. "Hoje é mais natural e frequente o término de relações afetivas e cada pessoa deve seguir seu caminho indiferente da empresa onde trabalha. São homens e mulheres cada vez mais independentes, que sabem o que querem. O vínculo com a empresa não é quebrado. Isso também depende do casal e a forma que esse vínculo afetivo encerrou-se", conclui.

 

Palavras-chave: | Omar Calçados | Luiz Henrique Linhares | emoção |

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COMENTÁRIOS (2)
Sara da Graça Massuanganhe em 09/06/2011:
Concordo com todos os aspectos mencionados no artigo. De um modo geral espelham a realidade de muitos países. Parabéns.

Luciana em 06/06/2011:
Perfeita sua colocação sobre o que acontece na maioria das empresas. Parabéns pela matéria

 
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