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25/10/2011
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Time dos Sonhos tem apoio das lideranças

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

Uma forma única para administrar uma empresa e ter a melhor equipe para superar desafios, ao mesmo tempo em que possa trilhar o caminho para o sucesso a partir da confiança e da perseverança no quadro de colaboradores. Essa é a receita que deu certo e resultou no Dream Team (Time dos Sonhos) foi adotada pelo Laboratório Bagó - empresa de origem argentina, fornecedora de medicamentos para tratamento de infecções antifúngicas para o Ministério da Saúde - que chegou ao Brasil há dez anos, que está presente em 19 Estados, gerando cerca de 400 mil empregos diretos e indiretos.

De acordo com presidente da empresa, no Brasil, Fernando Loaiza, desde 1992 ele começou a inspirar seus conceitos de gestão no Dream Team. Na oportunidade, ele precisava contar a melhor equipe para conseguir os objetivos claros e muito bem definidos. Qual a maior equipe esportiva que já existiu?, questionou Loaiza a si mesmo. A resposta foi o Dream Team americano - a equipe de basquete que representou os Estados Unidos, nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992.

"Foi o mais genial time já montado. A FIBA, a Federação Internacional de Basquete, decidiu em 1989 permitir a entrada de profissionais nos Jogos Olímpicos dos anos a vir. Assim os americanos decidiram enviar o que de melhor eles tinham jogando na NBA. Em setembro de 1999, então, convocaram os primeiros atletas que representariam os Estados Unidos: Michael Jordan e Scottie Pippen (Chicago Bulls), John Stockton e Karl Malone (Utah Jazz), Magic Johnson (Los Angeles Lakers), Larry Bird (Boston Celtics), Patrick Ewing (New York Knicks), Chris Mullin (Golden State Warriors), David Robinson (San Antonio Spurs) e Charles Barkley", relembra o presidente do Laboratório Bagó, ao acrescentar que esses atletas eram verdadeiras estrelas, pois tinham talento e sobre tudo eram um time.

Como seu objetivo sempre foi fazer com que as pessoas acreditem em si mesmas, em seus talentos e na equipe, surgiu a iniciativa de criar o Dream Team do Laboratório Bagó. Para transformar essa proposta em realidade, explica Fernando Loaiza, a característica mais importante da gestão da empresa foi o foco na formação de pessoas, sendo este, o centro da filosofia da empresa. A partir deste ponto de partida, dia a dia, os líderes passaram a ter o compromisso de sempre potencializar os valores pessoais, comunicar a cultura organizacional e zelar pela filosofia da companhia.

Vale ressaltar que o Laboratório Bagó sempre contrata talentos sem experiência e forma, continuamente, os líderes para dar seguimento à formação desses profissionais. Para a filosofia da empresa, o treinamento é visto como um processo de assimilação cultural em curto prazo, que objetiva repassar ou reciclar conhecimentos, habilidades ou atitudes relacionadas diretamente à execução de tarefas ou à sua otimização no trabalho. "É impossível para área Gestão de Talentos executar continuamente este processo, razão pela qual criamos o curso Treinando Treinadores, onde ensinamos aos gerentes a serem os treinadores de suas próprias equipes, ensinamos a didática e as técnicas de como o gestor deve treinar os liderados, criamos cursos de Controle e Supervisão onde mediante apresentação de casos as lideranças aprendem a conviver com situações do cotidiano", complementa.

Treinamentos gerenciais - O gerente que atua na empresa deve, também, ter cautela, maturidade, bom senso e conhecimento específico da metodologia de gerência da empresa, pois cada vez que os problemas acontecem, o contexto e as condições são diferentes. Por isso nem sempre a solução adotada em um momento será a melhor para ser aplicada em outras situações. No curso Desenvolvimento Gerencial, por exemplo, existe a preocupação de passar para os líderes da companhia casos práticos e aplicações de técnicas de liderança, solução de conflitos, tomada de decisões que ajudem a resolver os problemas da empresa.

Fernando Loaiza presidente da Bagó


Para preparar seus gestores, a empresa ainda investe em outras atividades como, por exemplo:
- Descobrindo Talentos - Um curso em que, além de motivar os candidatos escolhidos para esse treinamento, tenta-se conhecer o potencial de desenvolvimento para futuros gestores.
- Navegando em Desafios - Como a gestão de instituições requer conhecimento e aplicação de diversos modelos e técnicas administrativas, administrar é o processo de dirigir ações que utilizam recursos para atingimento de metas. Nesse momento, o líder recebe esses conceitos de forma prática, entretida e produtiva. Aplicando o termo, avegando em desafios, faz-se uma viagem em cinco veleiros durante três dias, ensinando através de exemplos práticos e vivencias, conceitos de administração de recursos e estratégias, a importância de uma equipe coesa e unida para alcançar os objetivos, a flexibilidade na tomada de decisões, fomentando a prática e a criação de competências.
- Quebra Cabeças - Um curso onde se trabalham necessidades da área administrativa e financeira. O objetivo é melhorar a comunicação, entender a gerencia integral dos processos e trabalhar na tomada de decisões.
- Estilos de Liderança, Gerenciamento de Conflitos, Planejamento Estratégico, Coaching, Comunicação Gerencial, Mudança Negociação, Vendas, entre outros, também fazem parte dos cursos já realizados pelo Laboratório Bagó.

Segundo Fernando Loaiza, na Bagó, a área de Recursos Humanos depende diretamente da presidência. Como ele é professor e possui experiência na área de Treinamento e na formação de líderes da empresa Price Waterhouse, ele coordena, junto com a equipe de RH, todos os treinamentos. No entanto, também existem empresas parceiras que oferecer os cursos para a organização, dependendo do tema que será abordado.

Ao ser indagado sobre a receptividade das lideranças em relação aos treinamentos direcionados para elas, o presidente da organização diz que, "Partindo do fato de que independentemente de nascer ou não com características para ser gestor, a liderança pode ser melhorada e a receptividade deles tem sido boa. Na verdade o ponto mais difícil, é que nem todos os gestores adquirirem a competência de ser bons líderes e desenvolver pessoas. Porém, no resultado final vemos os resultados e estamos satisfeitos", complementa, ao destacar que para mensurar os resultados desses investimentos, a companhia trabalha com uma avaliação de desempenho bastante detalhada, aonde são especificados os objetivos e realizada a análise da performance.

Por fim, o presidente da Bagó afirma que cada vez mais as pessoas vivem em um mundo de commodities. Ele diz que existem pouquíssimas empresas que hoje têm produtos diferentes e, as organizações que possuem, são as de maior crescimento como, por exemplo, a Apple. "Então, a única diferença competitiva que fica para nos destacarmos é o recurso humano. E meu critério pessoal é que o recurso humano é o mais importante recurso da empresa. Acreditamos que desenvolver as pessoas é desenvolver a sua produtividade e ao mesmo tempo tornar uma empresa mais humana e mais feliz", sintetiza.

 

Palavras-chave: | Laboratório Bagó | Fernando Loaiza | equipe |

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