O site de referência sobre Gestão de Pessoas.
O 6º ConviRH termina nesta
sexta-feira às 12h
Pesquisar
« Pesquisa Avançada »
15/05/2006
RH » Liderança » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

A intenção de liderar (e ser liderado) é amar!

Por Daniel Stur para o RH.com.br

Um dos livros "best-sellers" do ano passado e começo deste é "O Monge e o Executivo" de James C. Hunter (Ed. Sextante). Trata de um encontro entre diferentes tipos de pessoas e personalidades, durante uma semana, debatendo questões de liderança. Várias são os questionamentos levantados e debatidos em referência aos valores fundamentais aos verdadeiros líderes. Dentre todas, uma tornou-se relevante para ser debatida neste artigo.

Trata da relação entre as intenções e as ações de um líder. Segundo o autor, a soma das duas (intenção e ação) é igual à vontade de fazer (Intenção + Ação = Vontade). Só quando as ações estão de acordo com as intenções é que as pessoas tornam-se harmoniosas e líderes coerentes. Para Hunter, eis o modelo para liderar com autoridade, influenciando seus liderados.

Mas o que se entende por esta soma de "ações" e "intenções"?

O autor termina um de seus capítulos definindo que a liderança "começa com a vontade, que é a nossa única capacidade como seres humanos para sintonizar nossas intenções com nossas ações e escolher nosso comportamento. É preciso ter vontade para escolhermos amar, isto é, sentir as reais necessidades, e não os desejos, daqueles que lideramos. Para atender a essas necessidades, precisamos nos dispor a servir e até mesmo nos sacrificar. Quando servimos e nos sacrificamos pelos outros, exercemos autoridade ou influência. E quando exercemos autoridade com as pessoas, ganhamos o direito de sermos chamados de líderes".

Nessa citação dois trechos devem ser destacados. O primeiro diz respeito ao fato de "escolhermos amar". Sabemos como pode ser muito difícil a um líder, escolher amar. Afinal, como conseguir amar os seus liderados num ambiente de trabalho? Onde ficariam os objetivos? As metas? Os prazos? Os lucros?

Amar, na visão do autor e desde, então, na minha também, realmente deve ser entendido como optar pelas reais necessidades e não pelos reais desejos dos funcionários. Só um verdadeiro líder, sensível o suficiente para entender e enxergar o que o seu liderado realmente precisa, é capaz de amá-lo a ponto de querer vê-lo crescer (fato este pouco visto em um mundo globalizado, por vezes "canibal", com curtos prazos e altamente competitivo como o de hoje). Um exemplo deste, é o que algumas empresas já vêm fazendo, onde parte dos valores a serem distribuídos nos PLR's são revertidos em fundo para investimento no próprio funcionário (sejam programas de incentivos aos estudos, qualidade de vida, benefícios diferenciados, entre outros). Apenas uma porcentagem do valor cabido ao funcionário chegará "em suas mãos" em valor monetário.

O segundo trecho trata a respeito de "nos dispor a servir e nos sacrificar". Afinal, de que forma um líder seria capaz de servir, e principalmente, se sacrificar pelos seus liderados? Pensando nos líderes que cada um de nós temos em nosso ambiente de trabalho, quem realmente acredita que eles poderiam servir e/ou se sacrificarem pelos seus liderados?

O ato de servir resume-se a dispor parte de seu tempo para pensar no outro. Como um professor que ama seu aluno, o verdadeiro líder também se predispõe a: Aconselhar...Encaminhar...Instruir...Orientar...Unir! Seria este o amar acima citado, onde o líder enxerga as necessidades que muitas vezes o próprio liderado ainda não vê. Mas se sacrificar?

O próprio autor ilustra que o sacrifício baseia-se na lei da colheita. "Você colhe aquilo que planta". "Você se arrisca por mim, eu me arrisco por você". "Amor com amor se paga". E realmente, quando alguém nos faz um favor, não ficamos com aquele sentimento natural de devedores?

Quem sabe não é aí que paira a diferença para um novo tipo de conceito para a verdadeira liderança! Uma relação de troca, onde o amor não seja visto apenas como um sentimento e sim como uma nova forma de comportamento. E nesse sentido o amor transforma-se em atitudes, ações. Aquelas ações que foram citadas no início deste artigo.

Assim sendo, o ato de amar define-se como as ações de doações aos outros (servir e sacrificar). Um comportamento que parte do líder (intenção) identificando as necessidades de seus liderados (ação) em busca sempre da melhoria constante (vontade); resultando assim em um retorno positivo à organização, à equipe e ao indivíduo.

Palavras-chave: | monge | liderança | James C. Hunter |

  • O que você achou? Avalie:
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Enviar Comentar Compartilhar Imprimir
CONTEÚDO RELACIONADO
COMENTÁRIOS (0)
Ainda não há comentários.

Seja o primeiro, clique no ícone disponível logo acima e faça seus comentários.
 
PUBLICIDADE
Produtos RH.com.br

+ lidas
+ comentadas
+ enviadas
+ recentes
Produtos RH.com.br

Programa de Autodesenvolvimento

Seminários RH.com.br



RH.com.br no Twitter


PUBLICIDADE
Os textos publicados não representam, necessariamente, a opinião dos responsáveis pelo site RH.com.br. Confira o nosso Termo de Responsabilidade.
Todos os direitos reservados. É expressamente proibida qualquer reprodução.