Diante disso, o desafio da liderança começa na escolha do profissional contratado para contribuir com o crescimento da empresa. É fundamental encontrar pessoas que buscam desenvolvimento profissional sustentável, que almejam trabalhar com a certeza do respeito mútuo, da liberdade de contato, com fácil acesso à liderança da empresa e que queiram ser percebidas como cidadãs, onde o bem-estar coletivo é valorizado como resultado do sucesso profissional e pessoal.
Também é importante entender as necessidades e as expectativas individuais para gerar soluções para a vida profissional de cada colaborador. É uma responsabilidade do gestor conhecer os profissionais um pouco além das suas competências técnicas. Isso certamente facilitará o alcance dos objetivos coletivos. Aliás, nesse sentido, incrementar a historia profissional de colaboradores pode passar pelo incentivo e pelo acesso a outras áreas do conhecimento, disponibilizando a esses profissionais benefícios como especializações, cursos e treinamentos - as melhores práticas e conceitos do mercado.
Por seu lado, o profissional com maturidade deve escolher, dentre as propostas que melhor lhe convier, aquela que possa agregar valor ä sua vida profissional e pessoal em médio prazo, porque hoje o mercado está repleto de oportunidades e de opções com alta demanda e baixa oferta, um cenário provavelmente transitório quem nem sempre será assim. A recolocação profissional é sempre um desafio.
Nessa hora mudam-se os valores e, tão importante quanto um bom histórico técnico, é o histórico no qual as características comportamentais e as atitudes do profissional, que não optou apenas por vantagens financeiras durante sua vida empresarial. Isso pode fazer a diferença. O profissional valoriza e respeita a sua própria instituição.
A prioridade na Gestão de Pessoas deve ser o resultado do planejamento estratégico da empresa, previamente traçado e que, muitas vezes, passará por transições no modelo de negócios, pela revisão de processos e pela transformação cultural dentro da própria organização.
Voltamos, então, ao papel desenvolvido pelas lideranças corporativas. De nada adiantarão mudanças comportamentais e alterações de padrões de conduta impostos garganta abaixo. Ao contrário, é fundamental que essas atitudes partam da liderança, sem o que não haverá legitimidade em qualquer ação.
Cabe às lideranças transferir a cada colaborador seu próprio papel de líder na organização, qualquer que seja sua função ou departamento. Esse exercício, ao contrário do que pode parecer, funciona como um elemento descentralizador, garantindo a cada elemento sua própria individualidade dentro da corporação, ao mesmo tempo em que impulsiona uma onda de responsabilidade coletiva.
Estabelecido o sentimento coletivo a empresa provavelmente estará pronta para o passo seguinte, que é o de estabelecer metas, regras e comportamentos segundo os quais se quer seguir.
A adoção de regras claras de conduta, como planos de carreiras, salários, demais e eventuais benefícios alinhados à contribuição do profissional geram atratividade, evitam custos desnecessários e facilitam a retenção de valores.
Em outras palavras, sobreviver em tempos imprevisíveis, com sustentabilidade e alta demanda, depende do relacionamento, da relação de confiança estabelecida entre a empresa e o colaborador para a geração do bem-estar de ambos.
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