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28/07/2008
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Liderança contingencial-situacional

Por Édiner Antônio Carissimi para o RH.com.br

A Teoria de Liderança Contingencial enfatiza que não há nada de absoluto nas organizações. Tudo é relativo; tudo depende das variáveis que influenciam nos negócios empresariais, com uma característica de mudança constante, demonstrando que a realidade de ontem é a incerteza de hoje.

Em meados da década de 60, do século XX, Fred Fiedler apresentou a Teoria Contigencial. E, no final deste período, Kenneth Blanchard e Paul Hersey surgiram com o conceito de liderança situacional, introduzindo alterações no modelo de liderança.

O aspecto mais revolucionário da Teoria da Liderança Situacional é a crença de que não há um estilo de liderança que seja melhor do que os restantes, tudo depende da situação. Este estilo de comando gira em torno das pessoas e do ambiente de trabalho, valorizando os indivíduos e as suas emoções mais do que as suas tarefas ou objetivos.

O papel do líder formal nas organizações é definir metas, bem como, planejar, administrar o tempo, treinar e desenvolver a equipe, potencializando as habilidades e delegando atividades. Assim como, mantendo um clima de alta produtividade, em que as pessoas tenham sua motivação incrementada para a busca e a superação de metas, desenvolvendo assim lideranças informais ou situacionais dentro de grupos de trabalho, o que colabora para a administração empresarial.

O líder contingencial permite que os próprios funcionários falem sobre as decisões que afetam os seus objetivos e a forma como realizam os seus trabalhos, estimulando a flexibilidade e a responsabilidade. Ele ouve as preocupações dos colaboradores, aprendendo o que deve fazer para manter o moral em alta. Por outro lado, como os trabalhadores podem expressar opinião na fixação de suas metas e nas avaliações de processos, tendem a ser realistas sobre o que pode ou não ser atingido.

Neste ambiente, os papéis das lideranças mudam, passando de uma performance estilo Linha de Frente – em que a liderança define os objetivos e as atividades – para uma atuação chamada de Facilitador – em que o gestor coordena um processo que faça as adaptações necessárias para o atendimento dos objetivos, em conjunto com a sua equipe. Neste formato, uma das principais características necessárias ao líder é a sua capacidade de trabalhar em grupo.

De acordo com a liderança situacional, não existe um único modo melhor de influência. O estilo de liderança que se deve adotar com indivíduos ou grupos depende do nível de maturidade das pessoas que o líder deseja influenciar.

Para Willian W. Arnold e Jeanne M. Plas, em seu livro Liderança Orientada para Pessoas (1994), “uma administração de alta qualidade se empenha em aproveitar a alta criatividade e o bom senso que seus funcionários trazem para o trabalho diariamente, todos têm que ter liberdade para falar sobre qualquer assunto com qualquer pessoa”. Na Liderança Situacional, para os colaboradores desempenharem ótimas funções nas suas tarefas de trabalho e estarem sempre motivados a buscar as melhores estratégias funcionais e focados nos objetivos da empresa, os administradores têm que proporcionar condições necessárias para uma vida de qualidade no trabalho e desenvolverem a participação e o envolvimento das pessoas que fazem parte da organização.

A liderança situacional baseia-se numa inter-relação entre a quantidade de orientações e direção em comportamentos e tarefas que o líder oferece, a quantidade de apoio sócio emocional dado pelo líder e o nível de maturidade dos subordinados no desempenho de uma tarefa, função ou objetivo especifico.

Conforme Filmore H. Sanford, citado no livro Psicologia Para Administradores (1986), “os liderados são fator crucial para qualquer estilo de liderança”. Esta afirmação da ênfase sobre o comportamento do líder em relação aos seus subordinados, que são de vital importância, pois, aceitam ou rejeitam o líder, mas também como grupo define o papel pessoal que o líder possa ter.

Dessa forma, a Liderança Contingencial destaca-se no meio organizacional, por ter o livre acesso dos funcionários nos setores administrativos e em decisões tomadas pela administração, demonstrando que a empresa tem uma preocupação em manter o fator humano desenvolvido com alto nível de comprometimento e desempenhando suas atividades com excelência.

Palavras-chave: | liderança contingencial | liderança situacional |

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COMENTÁRIOS (1)
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Maria soares em 20/11/2011:
Quero agradecer pelo artigo, estava precisando muito fazer um trabalho e foi perfeito. Parabêns e muito obrigada!

 
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