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21/09/2009
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O ator que acena no meio da cena

Por Cleyson Dellcorso para o RH.com.br

Atualmente no ambiente de trabalho invariavelmente as conversas abordam a crise que estamos passando e as consequências para a empresa e para a carreira de cada um. Sempre existe um colega que escutou dizer que mais cedo ou mais tarde haverá um "downsize" na organização e que uma reengenharia será implantada na próxima semana, ou, em outras palavras, haverá demissões.

Em momentos de conversas mais brandas e menos catastróficas o assunto é a insatisfação com o emprego atual e com a confusão generalizada em que se tornou a empresa: ninguém mais reconhece o valor de ninguém, está todo mundo pensando em si próprio, parece que a organização perdeu o rumo e está todo mundo perdido.

Algumas companhias, ao menor risco de turbulência, se desestruturam com relativa facilidade e perdem o comando e a motivação. O ambiente supostamente seguro torna-se um local com armadilhas de todos os tipos que resultam em ações desencontradas, como se cada um corresse em uma direção a fim de salvar a sua pele, ou melhor, o seu posto de trabalho.

Este é o cenário propício para que surja um novo ator em cena: o líder. É ele que sabe mostrar o caminho e influenciar as pessoas para que sigam na direção certa, sem atropelos e com a máxima eficiência.

A situação ideal seria que o gestor da área tivesse as habilidades necessárias para exercer o comando da equipe, porém, quase sempre isto não acontece. Normalmente isso ocorre por falta de programas para desenvolvimento de lideranças, que necessitam de investimentos e conscientização de sua eficiência em todos os níveis da empresa. Se o gestor não possui as habilidades necessárias para a liderança, certamente alguém do grupo fará este papel e se não estiver alinhado com a missão, com os valores e a visão da organização, esta liderança não será proveitosa.

De uma forma ou de outra, teremos um líder em ação. Um ator que em meio a um cenário desordenado e de incertezas sabe acenar para o grupo indicando o caminho a ser seguido e orientando para que todos cheguem a algum lugar. O líder é aquele que enxerga mais longe, sabe aonde quer chegar, pois a liderança é um esforço consciente, que com as habilidades necessárias conduz a equipe para que se atinja o objetivo comum.

Em momentos onde o cenário parece nebuloso, sem que se consiga visualizar o que vem a seguir, é de fundamental importância que se implante um programa de formação e identificação de líderes. Se após a análise inicial descobrirmos que nossos gestores também são líderes, estaremos no caminho certo, bastando apenas ajustar o planejamento estratégico para as circunstancias atuais.

Se, porém, após a avaliação inicial descobrirmos que nossos gestores não são líderes, aí sim, será necessário promover mudanças: transformando os bons gestores em líderes e preparando os bons líderes para exercerem cargos gerenciais substituindo os maus gestores. O que não pode acontecer é termos, nas circunstâncias atuais, profissionais de boa vontade e pouco profissionalismo ocupando cargos que se tornam figurativos pela falta de competência e habilidade de comando.

Palavras-chave: | profissionalismo | liderança | atitude |

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COMENTÁRIOS (2)
Luciano Santana em 23/09/2009:
Penso que liderança e gestão são coisas distintas, antagônicas, paradoxais. O líder é humano, conciliador, empático e valoriza a cooperação. O gestor não é ator como mencionado no texto e sim trator que incentiva a competição entre todos, algumas vezes até sem ética, na busca de metas e resultados. Não acredito em líderes gestores em empresas comerciais e sim em organizações filantrópicas, ou cuja missão seja eminentemente social.

Flavius Júnior em 22/09/2009:
Ótimo texto. Um líder acima de tudo tem que ter a visão holística do setor, sem isso estará a frete de um circo apenas.

 
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