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06/10/2011
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Liderança feminina: Agora é que são elas!

Por José Roberto Marques para o RH.com.br

Machismos à parte, a mulher brasileira cada vez mais tem superado a discriminação histórica, que impõe uma diferente valorização de sua mão de obra, e buscado seu espaço no mercado de trabalho. Hoje as mulheres ocupam, com maestria, postos que há pouco tempo eram absolutamente masculinos. E não é raro as vermos no comando de grandes empresas, e liderando de forma bem-sucedida seus subordinados.

Um exemplo claro de que a mentalidade do brasileiro está mudando, é que tivemos duas mulheres na disputa presidencial no último ano, e pela primeira vez uma delas foi eleita para o maior e mais importante cargo do país.

Outro ponto que chama atenção é que tanto Marina Silva como a presidenta eleita Dilma Rousseff possuem nível superior, e esse indicador representa uma nova realidade no Brasil, onde as mulheres com terceiro grau superam o número de homens com a mesma escolaridade. Segundo dados do IBGE, divulgados em 2009, esse percentual aponta 8,1% da população feminina. E a participação delas em cursos superiores chega a 380 mil vagas a mais, que a masculina.

O agora ex "sexo frágil", rompeu as barreiras da vivência doméstica, instaurou um novo perfil como líder de família e provedora do lar e hoje atua nas mais diversas áreas da economia nacional como infraestrutura, transporte, segurança, construção civil. Isso também se evidencia no meio corporativo, à frente de grandes empresas que estão reconhecendo e buscando nelas qualidades como: maior capacidade de delegar, facilidade no relacionamento interpessoal, talento para gerir equipes e poder de negociação.

Pesquisa da Great Place To Work, empresa global especializada em ambiente de trabalho, aponta que nas 100 Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, 36% dos cargos de liderança, inclusive presidência, são ocupados por mulheres. O estudo aponta ainda, que o índice de confiança dos funcionários na liderança feminina chega a 83% contra 81% do sexo oposto.

Mulheres e o Coaching - Para tornar essa liderança ainda mais efetiva, as profissionais do meio corporativo têm buscado qualificação e incorporado ao seu know how ferramentas que agregam novos diferenciais ao seu desempenho diário. Com a disseminação do coaching nas empresas e seguindo a máxima do CEO do Google Eric Schmidt, que afirma que: "todo mundo precisa de um coach", esse público, sobretudo antenado com as mudanças, tem cada vez mais buscado o apoio de um coach, para entre outros, auxiliar a sanar limitações, ser assertivo nas decisões tomadas no trabalho e com isso, tem potencializado o sucesso de sua gestão e carreira.

 

Palavras-chave: | estilo de liderança | inovação | mulher |

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COMENTÁRIOS (1)
Giblerto C. Olgado em 11/10/2011:
Realmente no cenário atual percebemos muito mais a mulher presente nos vários setores considerados "masculinos". Mas isso já vem acontecendo desde algumas décadas passadas gradativamente, houve uma independência maior por parte das mulheres não só no campo profissional, mas também na vida pessoal. O homem tem contribuído para isso indiretamente, pois o machismo do início do século passado onde o marido não permitia que a esposa pudesse ter uma profissão que não fosse "dona de casa" contribuiu bastante para a independência da mulher. Pois ela se libertou, se capacitou, foi a luta e conseguiu seu espaço no mercado de trabalho. O homem do século passado gostava da "mulher burra", mas o homem também evoluiu porque hoje queremos cada vez mais a "mulher inteligente", capacitada, integrada e ativa. VIVA AS MULHERES !!

 
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