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19/10/2011
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Lideranças de equipes, tecnologia e produtividade: análise das evidências

Por Dilmar Fernandes Isidoro para o RH.com.br

O objetivo deste artigo é apontar reflexões para análise da matéria em pauta, visto que as recentes mudanças no mercado de trabalho em termos de habilidades, processos operacionais, tecnologia e lideranças de grupos nas atividades produtivas e de serviços causaram profundas mudanças, tanto do lado da oferta de mão de obra quanto do lado da demanda. Os atores detentores das oportunidades de labor têm por objetivo selecionar apenas os profissionais com expertise suficiente para atender as novas exigências do mercado.

Introdução - As capacitações dos gestores formados há poucas décadas que reúnem importantes experiências acumuladas ao longo das respectivas carreiras, podem não ser mais suficientes para responder aos níveis de produtividade atuais. O enfoque atribuído aos cargos de gerentes no período que antecedeu a efetiva Globalização reunia perfis muito diferentes das exigências para os lideres da atualidade.

A liderança natural de gestores e a forma de comunicação que é empregada para manter os trabalhadores motivados e comprometidos com a missão do negócio são temas vistos como preponderantes para alcançar os resultados planejados, segundo os planos de metas traçados em cada empreendimento.

Desenvolvimento - O dinamismo ocorrido em todos os mercados, após a Globalização, aliado à mudança de comportamento do Estado brasileiro ao assumir postura mais liberal, causou o encadeamento de mudanças que culminou mais exigência de qualificação dos trabalhadores e a constante busca das empresas no sentido de promoverem melhorias, manterem talentos e fazerem uso das ferramentas tecnológicas, visando seus ideais como escopo, sempre mantendo com referência a missão do negócio que norteia a atividade produtiva ou mercantil.

As mutações constantes no mundo do trabalho levaram os gestores para importantes reflexões em relação ao viés que melhor se enquadra aos objetivos empresariais comuns: competitividade, melhoria da produtividade, ampliação e conquista de novos mercados. Neste contexto, a liderança deve estar alinhada aos processos de Gestão de Pessoas a fim de ratificar a missão, consolidar os valores latentes imprescindíveis e viabilizar a visão do negócio no longo prazo.

Ademais, os objetivos globais das organizações, de modo geral, têm intrínseca relação com a capacidade dos gestores de mudarem paradigmas e reavaliarem os planejamentos nas diferentes esferas que envolvem, desde a motivação do público interno, os atores operacionais até as projeções de metas para alcançarem elevado grau de satisfação de clientes fidedignos das marcas comerciais.

Razões para as mutações no mercado de trabalho - A partir de meados da década de 1980, o mercado de trabalho vem sofrendo muitas transformações com níveis de frequência cada vez menores. Isso se deve, em especial, à Globalização, ao rápido avanço tecnológico e à redução das reservas de mercado. Esta última ocorreu para atender as mudanças de comportamento político do Estado brasileiro que passou a se caracterizar por tendência às privatizações.

Ante a este cenário que restringe espaços para trabalhadores notadamente empíricos, rever as políticas de Recursos Humanos passou a ser condição sine qua non, diante da realidade dos programas de qualidade total, da necessidade de treinamentos mais pontuais visando à competitividade e das diretrizes que apontam os ditames das novas exigências para os líderes nos processos produtivos.

Analisando as lideranças, vê-se que estas quando capacitadas têm habilidades suficientes para tornar salutar a comunicação das equipes de trabalho, aonde todos os envolvidos são imprescindíveis no complexo da cadeia produtiva.

Para Jim Kouzes e Barry Bosner (2008), autores do livro O Desafio da Liderança, "um gerente faz com que os outros façam, mas um líder faz com que os outros queiram fazer". Eles conseguem isso, através de cinco práticas:
a) Assumindo riscos e experimentando inovações.
b) Convencem as equipes de suas aspirações.
c) Oportunizam capacitação técnica para a equipe.
d) Praticam o que pregam e compartilham resultados.
e) Ressaltam o que cada um é capaz de realizar.

Há evidências que liderança não se impõe, mas se conquista através de ações práticas e exemplos para serem seguidos. Com o aumento da competitividade em todas as áreas, os gerentes tendem a ser lideres naturais valorizando a comunicação em todos os níveis.

A recompensa de salários - O avanço da produtividade está associado aos níveis de capacitação dos trabalhadores. Nos países emergentes (subdesenvolvidos), existe grande quantidade de mão de obra sem especialização, por isso recebem baixos salários e ficam à margem das melhores oportunidades e, em geral, tem baixa qualidade de vida.

Para elucidar esta questão, é importante lembrar que o aumento da produção pode ser alcançado através da ampliação da capacidade instalada ou matriz produtiva. Já o aumento da produtividade, obtém-se com o acréscimo de produção, fazendo uso dos mesmos recursos produtivos.

Segundo George T. Milkovich e John W. Boudrau (2000), autores do livro Administração de Recursos Humanos, o aumento da produtividade repercute de forma direta no acréscimo de lucros, pois reduzem os custos fixos vis-à-vis a vários fatores, entre eles:
a) Metodologia de trabalho com metas definidas.
b) Práticas gerenciais de controle.
c) Otimização da matéria prima.
d) Mão de obra qualificada e enxuta.
e) Precisão e agilidade da tecnologia.
f) Estrutura organizacional competitiva.

Milkovich e Boudrau afirmam que a tecnologia, apoiada em ações consistentes de Recursos Humanos, valoriza o quadro funcional. Havendo salários atraentes, a tendência é a de melhorar a produtividade. As funções surgidas a partir de novas tecnologias requerem mais habilidades. Destarte, os trabalhadores precisam de novos conhecimentos a fim de se adequarem às novas demandas. Nas equipes de trabalho da Era Contemporânea, prevalece à aspiração coletiva por resultados otimizadores.

Considerações finais - As premissas da busca constante por melhorias, segundo a literatura, foram dadas por Frederich Winslow Taylor, sendo este considerado um dos precurssores na história moderna que apresentou propostas de melhoria da produtividade e da qualidade de vida no labor nas fábricas, a partir da aplicação de suas doutrinas sobre a matéria. Em 1911, Taylor publicou sua mais importante obra: "Principles Scientific Management" (Princípios de Administração Científica). Esta construção literária tornou-se a base da Teoria Geral da Administração. Neste clássico, Taylor apresentou sua teoria sobre a Administração que contém princípios até hoje utilizados pelas empresas, ainda que com alterações, sendo considerado o mentor da Administração Científica.

 

Palavras-chave: | crescimento profissional | estilo de liderança | equipe |

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COMENTÁRIOS (1)
DENISE HINTZ em 22/10/2011:
Parabéns à equipe do RH.com.br pelos excelentes artigos que tem contribuído muitíssimo com meu aprendizado.

 
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