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03/04/2012
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A busca por melhores resultados

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

Por que não consigo alcançar minhas metas, enquanto que as outras pessoas obtêm êxito com tanta facilidade? O que leva a sorte a bater à porta dos outros e nunca à minha? Essas são apenas algumas das indagações que milhares de pessoas fazem inúmeras vezes, ao longo de suas vidas, na tentativa de encontrar uma resposta para o fato de não conseguirem realizar seus sonhos ou alcançarem as metas que tanto almejaram por anos.
"Imagine que desde a infância, o profissional foi patrocinado negativamente. Foi encorajado pelos pais, colegas, irmãos a acreditar que não era capaz de fazer algo, que era incompetente como aluno, atleta, que era fraco, que foi preterido por um irmão mais exitoso. Na realidade, não são os objetivos e as metas que não dão certo ou estão errados, mas sim a forma que o próprio profissional enxerga-se", explica José Roberto Marques, presidente do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC) e que traz em sua bagagem profissional a experiência de mais de 26 anos no desenvolvimento de pessoas.
Em entrevista ao RH.com.br, o presidente do IBC explica, ainda, como o processo de coaching ajuda as darem novos direcionamentos às suas vidas, tanto no campo profissional quanto particular. Durante o 6º ConviRH, evento promovido pelo RH.com.br, que acontece no período de 10 a 26 de maio próximo, José Roberto Marques ministrará a palestra em vídeo "Coaching como filosofia de Liderança". Boa leitura!


RH.com.br - Muitas pessoas reclamam que a sorte nasceu apenas para algumas e que ter êxito seja na vida pessoal ou profissional é privilégio de poucos. Isso sinaliza falta de metas e objetivos pessoais?
José Roberto Marques - Imagine que desde a infância, o hoje profissional foi patrocinado negativamente, ou seja, foi encorajado pelos pais, colegas, irmãos a acreditar que não era capaz de fazer algo, que era incompetente como aluno, atleta, que era fraco, que foi preterido por um irmão mais exitoso: na escola ou nos esportes, ou, ainda, ouviu comparações sobre suas características físicas e intelectuais.
Se este profissional ainda não passou por um processo de coaching, onde pode ressignificar todos esses momentos, aprender com todos eles e usá-los a seu favor, com certeza na vida pessoal e profissional ele também vai sentir-se "fracassado" e continuará a acreditar que, assim como na infância e na adolescência, o sucesso sempre está com os outros e não com ele. Dessa forma, não são os objetivos e as metas que não dão certo ou estão errados, mas sim a forma com que o próprio profissional enxerga-se que está equivocada, pois se ele continuar a acreditar que não é capaz de alcançar sucesso, que não pode ter êxito em sua vida pessoal e profissional, continuará a ter resultados irrisórios e estar infeliz na vida pessoal.

RH - A lamentação é uma característica humana e que pede a quebra de paradigmas. Como superar esses obstáculos comportamentais no dia a dia?
José Roberto Marques - Colocando foco no positivo. Ou seja, assumindo uma postura mais otimista em relação aos eventos, pessoas que convivem com você e a vida de forma geral. Todos nós enfrentamos adversidades em nosso dia a dia. Porém, é a forma com que encaramos estas dificuldades que faz com que lidemos de forma mais positiva ou não, e alcancemos melhores resultados. Se ao invés dos defeitos eu busco enxergar as qualidades das pessoas que convivem comigo, e oportunidades nas dificuldades cotidianas eu acabo assumindo uma postura positiva em relação à vida, e resolvendo de forma mais efetiva meus problemas e construindo melhores relações interpessoais e sucesso.

RH - Para conquistar os sonhos, é preciso traçar um plano de ação?
José Roberto Marques - Antes de traçar qualquer plano de ação, acredito que a pessoa deve procurar saber, na essência: "Quem ela é?"; "Do que ela gosta, o que deseja para sua vida pessoal e profissional?"; "Quais são suas crenças, seus valores, seus interesses reais?". A partir desse conhecimento e definições de valores e crenças a pessoa poderá direcionar suas energias para a realização de seus sonhos. Muitas pessoas pensam antes nos sonhos, mas não conhecem bem a si mesmos e, por isso, encontram muitas dificuldades em realizá-los. O coaching trabalha muito nesse alinhamento entre sonhos e ações com profissionais que têm determinadas metas, mas não sabem ao certo como direcionar suas ações para alcançar seus objetivos. Através destas perguntas iniciais é possível conhecer-se melhor, fazer um plano de ação consistente, e direcionar de forma assertiva suas competências e habilidades para a realização de seus sonhos profissionais e pessoais. A partir dessas definições é possível organizar um plano de ações consistente, e que deve conter o objetivo principal, que pode ser: uma promoção, aumento de salário, mudança de emprego ou carreira, abertura de empresa, por exemplo. Em seguida é hora de estipular o tempo para a realização: seis meses, um, dois ou cinco anos, por exemplo.
Determinado o tempo é hora de traçar as ações, para que este sonho seja realizado no tempo desejado: quais os cursos que precisam ser feitos, quais atualizações na área de atuação pretendida, se haverá mudança de emprego e carreira. Definidas estas questões, é hora de direcionar as ações, adaptá-las ao tempo estabelecido, e mês a mês, por foco, seguir o planejamento, e agir com disciplina, realizando passo a passo cada tarefa, até que a meta seja alcançada.

RH - Quais os fatores que mais influenciam as pessoas a desistirem dos seus objetivos, principalmente no campo organizacional?
José Roberto Marques - Crenças sabotadoras, alimentadas ao logo da vida - Do eu não posso, Não consigo, Não mereço, é um desses fatores. Muitas profissionais por terem sido ao longo, de suas vidas, patrocinados negativamente têm autoestima baixa, e não acreditam que são capazes de alcançar grandes resultados. Isso não quer dizer que ela estas pessoas não tenham potencial, competências e habilidades, mas sim que precisam trabalhar estes fatores emocionais que estão limitando seu sucesso profissional. Assédio moral, falta de perspectivas de crescimento, baixo salário, ambiente de trabalho desarmônico, falta de definição na cultura organizacional, relações conflituosas com colegas e superiores, lideranças autoritárias são outros fatores que influenciam esta desistência.

RH - Essa desistência dos profissionais sofre algum tipo de influência do tipo de gestão da empresa em que atuam?
José Roberto Marques - Com certeza o tipo de gestão influencia. Líderes que mantêm uma relação muito distante de seus colaboradores, que os assediam moralmente, que possuem uma liderança centralizadora e autoritária contribuem decisivamente para esta desistência. Este tipo de líder tende a não valorizar, estimular, motivar e reconhecer as habilidades e as competências de seus liderados, como também seus resultados, o que faz com que os colaboradores sintam-se desvalorizados, trabalhem apenas pelo salário e não por uma identificação com a cultura da empresa.

RH - Hoje, observamos que profissionais dos mais variados seguimentos recorrem ao coaching para auxiliá-los no desenvolvimento de carreira. Esse processo ajuda as pessoas a quebrar paradigmas, inclusive os que impactam nas decisões relacionadas ao futuro profissional?
José Roberto Marques - Com certeza, pois o coaching também trabalha no autoconhecimento, e é a partir deste autoconhecimento que o profissional pode definir e decidir, com assertividade, aquilo que deseja para seu futuro profissional. São as nossas experiências de vida que formam nossas percepções de mundo, da sociedade e das pessoas de modo geral. Assim, muitas experiências tidas como ruins, acabam formando crenças sabotadoras, ou seja, que limitam o desenvolvimento do cliente, e um dos papeis do coach é apoiá-lo a vencer estas barreiras. Ao entender estes componentes nocivos a carreira e também a vida pessoal, ressignificar os momentos tidos ruins, ou seja, retirar aprendizados destas situações e eventos é possível por foco no positivo. Dessa forma o profissional pode potencializar suas capacidades e habilidades para a realização efetiva, sem a intervenção de crenças e bloqueios limitantes, e alcançar grandes resultados.

RH - Quem deve procurar o coaching é a pessoa ou a empresa também pode estimular o profissional a ingressar esse nesse processo?
José Roberto Marques - Todo profissional que deseja potencializar seus resultados, desenvolver habilidades emocionais, psicológicas e profissionais, novas competências, que incluem também as de liderança, conhecer-se na essência, e alcançar resultados de forma acelerada, pode e deve procurar por processos de coaching. Cada vez mais as empresas estão reconhecendo esta necessidade de desenvolver seus profissionais. Atualmente, as organizações estão escolhendo o coaching como otimizador dos resultados, uma vez que o mesmo possibilita esse desenvolvimento e é extremamente válido estimular e também custear o processo para seu colaborador, como forma não apenas de desenvolvê-lo, mas especialmente de valorizar e reter este talento, como ainda melhorar seu desempenho.

RH - Quais os diferenciais que o coaching proporciona aos talentos, principalmente aqueles que exercem o papel de liderança?
José Roberto Marques - A liderança coaching é especialmente diferenciada, pois em primeiro plano "exige" que o líder desenvolva suas competências e habilidades, desenvolva novas e aprenda mais sobre si mesmo e sobre as outras pessoas, uma vez que neste tipo de liderança pautada pelas ferramentas do coaching - as competências são estimuladas, os projetos conduzidos em parceria com os colaboradores, as habilidades destes são desenvolvidas e estimuladas, as opiniões ouvidas e levadas em conta e os colaboradores têm a confiança em seu trabalho, pois o líder coach sabe delegar com assertividade, uma vez que identifica as capacidades individuais de cada um de seus liderados. Este tipo de liderança apresenta desafios e novidades motivadoras, que criam um ambiente colaborativo e empreendedor e também mais feliz e favorável à evolução profissional e ao alcance das metas da empresa.

RH - Os diferenciais que o líder assimila, após o processo de coaching é sempre percebido pela equipe?
José Roberto Marques - Com certeza, pois embora o processo de coaching tenha sido direcionado a liderança, os benefícios são sentidos, de forma sistêmica por todos, e isso inclui especialmente os liderados, que estão diretamente ligados a ele no dia a dia da empresa, pois o coaching trabalha em diversos aspectos e também os comportamentos do líder. Através da Programação Neurolinguística, que defende que temos três posições perceptivas, ou seja, três modos distintos de ver uma mesma questão, o coach estimula o cliente a ampliar sua percepção de liderança. No primeiro estágio o processo de coaching trabalha no autoconhecimento, sob o ponto de vista do EU - ou seja, sob a visão do líder. Como eu penso; quem eu sou; quais são os meus valores; crenças; desejos e interesses, por exemplo.
A segunda posição diz respeito ao Outro - colaboradores e empresa -, a forma com que ele concebe a liderança, seus liderados, as outras pessoas, para que este se coloque em seu lugar e veja sob o ângulo dos colaboradores. A terceira posição perceptiva exige do líder uma observação sistêmica, de fora, de onde ele observa a primeira e segunda posição, tecendo uma terceira visão das duas perspectivas, imparcial, para criar uma visão mais abrangente do si e dos seus liderados.
Com esta visão ampliada o líder consegue enxergar de forma clara a si mesmo, os demais e como as suas ações refletem nos resultados da empresa e no desempenho de seus liderados. Pode ainda reavaliar seu modo de liderar, em como este influi nos resultados, desenvolver novas competências e habilidades de liderança, o que reflete, entre muitos aspectos, numa melhor relação com os liderados e superiores, num ambiente harmônico e, consequentemente, no melhor desempenho e alcance de resultados.

RH - O aprendizado despertado pelo é restrito para ser aplicado às empresas ou pode ser usado no campo pessoal?
José Roberto Marques - "Coaching é um desbloqueio do potencial de uma pessoa para maximizar o seu próprio desempenho. É ajudar a aprender, mais do que ensinar", já apontava John Whitmore, um dos pais do coaching e precursor do método na Europa. Como John, eu acredito que o coaching é universal e tanto no ambiente corporativo, executivo, profissional ou pessoal pode ser aplicado com sucesso, uma vez que apoia o desenvolvimento contínuo das pessoas, estando no ambiente corporativo ou não.
Nesse sentido, o Self Coaching, voltado para o âmbito pessoal, trabalha exatamente no sentido de vencer limitações, em mobilizar as qualidades e potenciais do cliente para que este identifique e trabalhe seus pontos de melhoria, e possa alcançar suas metas pessoais, que por hora, considera distante. O foco do processo de coaching do cliente pode estar em ter ou mesmo manter uma relação amorosa e fazê-la bem sucedida, conseguir estabelecer laços familiares harmoniosos com os pais, irmãos, como também conseguir vencer bloqueios nas relações interpessoais, como em fazer amigos, por exemplo. Coaching é rápido e eficaz, e tem sido cada vez mais procurado por pessoas que desejam alcançar sucesso não apenas profissionalmente, como também em âmbito pessoal, e consequentemente, dispor de mais qualidade de vida.

 

Palavras-chave: | José Roberto Marques | coaching | crescimento profissional |

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COMENTÁRIOS (1)
SEVERINO PESSOA em 08/04/2012:
É FUNDAMENTAL PREPARAR PROFISSIONAIS, SÓ ALCANÇAREMOS O RESULTADO ESPERADO SE TRABALHARMOS O EMOCIONAL, BUSCANDO EQUIPES MAIS HARMONIOSAS E CRIATIVAS. GOSTARIA DE RECEBER UM APOIO DESSE, POIS SEMPRE TEMOS ALGO A MELHORAR.

 
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