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27/09/2004
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TIM avalia potencial das lideranças

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

Mensurar como as lideranças estão em relação às competências valorizadas pela empresa e avaliar a performance desses profissionais frente à posição de líderes organizacionais. Esse foi um dos motivos que levou a TIM - empresa que atua no ramo de telefonia, a adotar um programa de avaliação do potencial dos líderes. A iniciativa está voltada para atender um público de 330 pessoas que atuam no Brasil e mais outras 80 que trabalham em outros países da América Latina.

Única operadora móvel presente em todos os Estados brasileiros, a TIM (empresa do Grupo Telecom Italia) tornou-se em julho de 2004 a líder em GSM no Brasil, atingindo a marca de 5,4 milhões de clientes com essa tecnologia. A organização começou a operar no Brasil em 1997, com o lançamento do serviço TDMA no Estado da Bahia. Em seguida, expandiu sua rede TDMA para outros 10 Estados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Em 2001, adquiriu novas licenças, para todos os demais Estados aonde ainda não operava e, em outubro de 2002, lançou o serviço GSM, que hoje está presente em mais de 1.700 cidades brasileiras. Atualmente, as operações em TDMA estão em processo de migração de sua base de clientes para a tecnologia GSM. Em menos de dois anos, desde o lançamento do serviço GSM, a TIM mais do que dobrou sua base de clientes no país, passando de 4,9 milhões em outubro de 2002 para 10,8 milhões em julho de 2004.

Com o trabalho de avaliação de potencial, a empresa espera alinhar ainda mais a estratégia organizacional, visando dar uniformidade ao perfil das lideranças, independentemente do país em que estejam atuando. Dessa forma, a empresa pretende formar um banco de talentos que permita a mobilidade desses profissionais a qualquer momento, sem que esses, por sua vez, sintam dificuldades de ambientação às possíveis novas localidades que precisem atuar.

Segundo Andréa Krug, gerente de Desenvolvimento da TIM, a avaliação do potencial dos líderes possibilitará ainda um melhor remanejamento das carreiras dos profissionais que integram as funções de gestores, pois a empresa poderá mensurar como essas pessoas estão posicionadas dentro dos cinco grupos que englobam as competências em que a organização estrutura o desenvolvimento dos seus colaboradores.

Os modelos de competências trabalhados pela TIM estão divididos da seguinte forma:
- "Capacidades de base": aprendizagem e estabilidade emocional;
- "Capacidades de soluções de problemas": análise e aprofundamento, pragmatismo, visão de conjunto, visão estratégica, abertura mental e inovação;
- "Capacidades relacionais": inteligência social, comunicação e persuasão, negociação e administração do conflito, colaboração e integração;
- "Capacidades realizativas": decisão, iniciativa, energia realizadora, otimização custos/benefícios e programação/organização;
- "Capacidade de gestão": liderança, coordenação, delegação, motivação e desenvolvimento de recursos.

"Aplicamos a ferramenta para avaliação de desempenho no início de cada ano, relativo ao desempenho do ano anterior. No meio do ano, aplicamos outra ferramenta denominada Management Review, que faz um check do desempenho e levanta o indicador de potencial. Quando temos um indicador de potencial alto e uma avaliação de performance alta, encaminhamos as pessoas para a avaliação de potencial. A diferença neste ciclo de 2004 é que optamos por aplicar o processo com todos os gerentes de 1º nível de reporte e mais o grupo que se enquadra na alta performance e no alto indício de potencial nos demais níveis da organização, totalizando cerca de 330 profissionais que atuam no Brasil", explica a gerente de Desenvolvimento da TIM.

Para 2004, no Brasil, a avaliação do potencial dos líderes deverá ser concluída em outubro. Já para os profissionais que atuam nos outros países da América Latina, o processo deverá ir até novembro. A gerente de desenvolvimento da empresa comenta que o programa vem sendo conduzido exclusivamente por uma consultoria externa e que a organização escolheu adotar essa linha de ação, por acreditar ser essa a forma mais indicada de se realizar um trabalho totalmente imparcial. O trabalho de avaliação vem sendo aplicado em todas as localidades onde organização está presente.

Na prática, explica Krug, o potencial das lideranças é trabalhado de três formas. A primeira através do módulo Assessment Center Individual - uma sessão que dura um dia. A segunda opção para se trabalhar os líderes é a Assessment Center Gerencial que corresponde à formação de grupos de oito pessoas e dura dois dias e meio. "Aplicamos ainda a modalidade Development Check que é aplicada ao nível profissional e coordenadores com duração de dois dias. Com a atuação direta de um consultor externo, os líderes participam de atividades que incluem basicamente: aplicação de entrevistas comportamentais, condução de dinâmicas e realização de estudos de casos. Ao término de cada módulo, os líderes recebem um feedback imediato e os resultados do programa poderão ser usados na realização de um plano de desenvolvimento individual para os próximos dois anos.

De acordo Andréa Krug, o programa de avaliação de potencial traz vários benefícios. Para os líderes, ela destaca essa é uma grande oportunidade de desenvolvimento profissional, pois o diferencial da proposta é exatamente a valorização do feedback imediato, sendo, inclusive, perceptível que a receptividade dos participantes tem sido muito positiva.

"A empresa poderá mapear os gaps e trabalhar seus líderes de maneira mais estruturada. Com isso, haverá uma redução de custos de investimentos, os objetivos da empresa continuarão alinhados e essa é uma ferramenta de avaliação que permitirá a implantação do plano de carreira das lideranças. Além disso, é bom lembrar que antes de iniciarmos esse trabalho, percorremos todo o Brasil para ouvir as opiniões dos líderes, para que eles próprios pudessem se tornar agentes multiplicadores da proposta", finaliza a gerente de Desenvolvimento, ao acrescentar que o programa também é uma ótima oportunidade para melhorar a integração dos gestores, visto que nem todos têm a oportunidade de se conhecerem por atuarem em localidades distantes.

Palavras-chave: | lideranças | líder | potencial |

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