Por Patrícia Bispo para o RH.com.br 
A partir desse momento, as organizações despertaram para o fato de que sobreviver à competitividade acirrada significava investir no capital humano. Nesse contexto, surgiu uma avalanche de treinamentos para capacitar profissionais tanto na área técnica quanto comportamental. Nesse “meio de campo” um personagem ganhou, pois se observou que além de treinar os colaboradores era necessário contar com alguém que conduzisse as equipes em busca de objetivos que atendessem tanto às expectativas do empresariado quanto daqueles que formavam o quadro funcional.
Foi, então, que os gestores ganharam atribuições que iam além da delegação de ordens. Eles passaram a colocar em prática uma responsabilidade nova: gerir pessoas. Esse fato, que trouxe à tona a importância do líder surgiu entre as décadas de 80 e 90 – quando a liderança situacional ganhou espaço e suas atenções foram direcionadas para gerar resultados e valorizar o desenvolvimento das pessoas. A partir do início de 2000 o conceito de liderança ampliou-se e dentre as responsabilidades dos gestores, surgiu uma que se tornou um grande desafio: tornar-se um exemplo para a Gestão de Pessoas.
Mas como essa mudança de perfil dos gestores foi viabilizada na prática? Resposta: as empresas passaram a investir no desenvolvimento das lideranças. Vale uma ressalva - como cada organização possui sua realidade, os treinamentos ganharam diversificação. Hoje, além dos tradicionais cursos realizados em salas de aulas, ganharam destaque: o autodesenvolvimento; o e-learning, a aplicação de dinâmicas, as ações realizadas ao ar livre, dentre outras atividades.
Em julho de 2007, a Brasilprev Seguros e Previdência S.A., ingressou “formalmente” no time das empresas preocupadas com os profissionais que têm a responsabilidade de conduzir as equipes e criou o PDL – Programa de Desenvolvimento de Líderes. Segundo, André Camargo, superintendente de Estratégia de Pessoas, diante de um ambiente de trabalho complexo, um mercado competitivo e uma maior exigência de todos os stakeholders, a empresa sentiu a necessidade de ter líderes ainda mais capacitados e preparados para enfrentar diversos desafios. O programa tem como objetivo priorizar a estratégia corporativa de “promover capacitação em liderança e gestão”. A iniciativa foi estruturada para estimular a reflexão dos participantes sobre suas próprias realidades e a construção de propostas transformadoras.
A Brasilprev Seguros e Previdência S.A. é uma empresa de previdência complementar, resultado da associação entre o Banco do Brasil, o Principal Financial Group e o Sebrae. A Brasilprev oferece uma ampla gama de planos de previdência complementar para pessoas físicas e jurídicas, elaborada para atender as necessidades de cada cliente no planejamento e na viabilização da sua aposentadoria.
Na prática, o PDL capacita os gestores (gerentes e coordenadores) a atuarem como agentes de desenvolvimento e melhoria contínua a partir de quatro importantes temáticas: liderança transformadora; gestão de projetos; gestão de processos e Gestão de Pessoas. O programa tem duração de doze meses e uma carga horária de 156h, distribuídas em:
* Seis aulas teóricas presenciais bimestrais, de 8h cada;
* Fóruns de discussão on-line entre uma aula presencial e outra, com objetivo de dar continuidade às discussões iniciadas em sala de aula, promovendo a troca de experiências e reflexões entre os participantes. Para isso, foi elaborado o “Portal do PDL”, onde acontece o fórum de discussão entre professores e participantes, além de oferecer acesso a artigos, textos, materiais analisados em aula e recomendações de leituras feitas pelos professores e:
* Sessões individuais de coaching.
“Haverá ainda um projeto final aplicativo que será desenvolvido para instituições filantrópicas ou ONG’s. Este projeto será realizado em grupo, por meio de estudo de caso prático, visando exercitar o que foi aprendido durante o programa. Este trabalho final alinha o PDL ao conceito de Responsabilidade Social que a empresa pratica”, explica André Camargo, ao acrescentar que o PDL da Brasilprev foi elaborado e realizado em parceria com a FIA/USP – Fundação Instituto Administração e a FNQ – Fundação Nacional da Qualidade.
As competências trabalhadas – Além de trabalhar o desenvolvimento das competências técnicas, o PDL da Brasilprev também abre espaço para a área comportamental. Esses dois focos incluem: visão estratégica com foco em resultado; liderança na Gestão de Pessoas; senso de urgência na tomada de decisão/solução de problemas; visão de custos; foco no cliente; planejamento e execução; além de relacionamento interpessoal/administração de conflitos. Vale ressaltar o desenvolvimento dessas competências trabalhadas pelo PDL também serve de base para a avaliação anual dos gestores pelo modelo de avaliação de competências 360º.
Quando questionado sobre os mecanismos que a organização utiliza para analisar os resultados do programa, o superintendente de Estratégia e Pessoas da Brasilprev comenta que os principais instrumentos são as avaliação das aulas, as sessões de feedback com os participantes e os encontros realizados entre diretores e superintendentes da empresa para discutir e alinhar expectativas sobre o conteúdo das aulas. Além disso, é possível acompanhar o desenvolvimento da liderança através da ferramenta de avaliação de competências 360º, que mostra o índice de evolução dos gestores em cada competência, sob diversas perspectivas como, por exemplo, auto-avaliação, avaliação do gestor, dos subordinados e dos pares.
Como o treinamento da primeira turma do PDL ainda não ter sido concluído, André Camargo afirma que ainda é prematuro em falar sobre os resultados que a iniciativa proporcionará à organização. No entanto, ele se mostra otimista com os resultados que podem ser alcançados e afirma que a expectativa é da organização é a de que os gestores fiquem mais comprometidos e preparados para lidar com os desafios da companhia, equipes tornem-se mais preparadas e motivadas, e que exista uma melhoria no clima organizacional e nos resultados da companhia.
No que se refere à receptividade dos gestores em relação ao programa, a mesma tem animado a empresa. Isso porque os profissionais que não estão participando da primeira turma, já mostram interesse pelos próximos treinamentos. Até o momento, as avaliações realizadas com os participantes indicaram nota média de 4.5, em uma escala que vai de 1 a 5. “O PDL foi muito bem recebido pela empresa de uma forma geral. A diretoria também apóia o programa e participa, acompanhando de perto o conteúdo que é e será transmitido nas aulas”, conclui o superintendente de Estratégia e Pessoas da Brasilprev.
Palavras-chave: | Brasilprev | líder | liderança | gestor |



