O site de referência sobre Gestão de Pessoas.
Conheça os cursos online e os eventos virtuais do RH.com.br
Pesquisar
« Pesquisa Avançada »






03/06/2013
RH » Liderança » Matéria Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

A equipe precisa ser “desbravada” pelo líder

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

Estudos apontam que a grande maioria dos talentos pede demissão não das empresas, mas sim dos líderes que estão à frente das equipes. Este fato mostra o quanto a atuação da liderança é relevante para o sucesso ou o fracasso de uma organização. Isso faz com que, cada vez mais, as organizações invistam no desenvolvimento daqueles que conduzem seus times.


Mas, o que faz uma liderança ter uma gestão de sucesso? Para o norte-americano Michael Hall, criador da neurossemântica e do meta-coaching, essa resposta depende diretamente da dimensão da liderança que pode ser classificada em níveis.


Michael Hal explica que alguns líderes estão em um nível básico, onde se lidera somente outra pessoa ou, então, supervisionando alguns talentos. E existe o líder visionário que conduz milhares de indivíduos. "O pipeline da liderança, que é um dos principais modelos dos negócios, indica que para alcançar o próximo nível, o líder tem que largar as habilidades que ele conseguiu no nível anterior. Caso contrário, ocorrerá apenas um microgerenciamento no próximo nível. Perceba que os elementos da liderança são situacionais e funcionais.


Nesse sentido, a liderança tem que estar customizada à equipe. E o líder que acha que pode ser o líder de qualquer um, em qualquer lugar, vai se chocar", enfatiza. Para customizar a liderança, de acordo com a realidade dos liderados, o estudioso afirma que primeiro é preciso verificar "quem" é a equipe, o que esses talentos necessitam em termos de alguém que facilite o seu melhor potencial para ser liberado, quais são as metas desses profissionais e se a equipe tem uma visão para atingir essa meta. Esses indicadores tornam-se necessários, pois o líder tem o papel de facilitar a visão, trazer as pessoas para perto, bem como solucionar conflitos.


Ao ser questionado sobre a diferenciação entre um líder visionário e um gerencial, Michael Hall rapidamente responde. "O líder visionário estabelece a direção, observa as tendências, os mercados e pensa no que será criado com a equipe. Criam a direção e o engajamento da equipe. Tornam-se agentes de mudança à medida que facilitam uma organização para crescer e se desenvolver. Já os gerentes consolidam essa mudança, porque contratam pessoas e as treinam para seguir essa visão, assim como fazem revisão da performance de acordo com a visão. Também demitem os colaboradores por conta da visão. Ou seja, eles agem no sistema com o seu papel de estabilização. Enquanto isso, os líderes visionários estão no topo da onda, estão na frente vendo o que está vindo, para agir na vanguarda", esclarece.


Sim e não às regras - Outro ponto relevante apontado por Michael Hall está relacionado à postura da liderança para o atingimento de resultados. Na forma ultrapassada de conduzir equipes, os dirigentes desejavam apenas que os profissionais seguissem regras e regulamentos. Hoje, por outro lado, poucas pessoas mostram-se dispostas a obedecer cegamente a ordens que lhes são delegadas. E por quê? Porque querem entender o motivo daquilo que estão realizando no ambiente de trabalho.


De acordo com Hall, se o líder não se dispuser em ter tempo para dar explicações e aproximar os talentos dele, sentirá grande dificuldade para conduzir a equipe e será alvo de resistência evidente ou mesmo passiva. O reflexo desse afastamento entre líder e liderados, pode ocasionar ao aumento do índice de absenteísmo, trabalhos mau realizados e constantes reclamações do público interno.


"Então, se quisermos um determinado comportamento da equipe, nós precisamos ganhar a mente e o coração das pessoas. O que costumava ser estritamente ordenar, agora precisa ser substituído por coaching, por treinamento. E é isso que nós fazemos na neurossemântica", ao lembrar que essa metodologia desenvolveu técnicas que auxiliam as lideranças a dizer "não" para o time, sem deixar sentimento de culpa.


Por fim, Michael Hall lembra que em algum momento da vida, todas as pessoas dirão ou ouvirão a palavra "não" e a liderança precisa estar preparada para proferir essa expressão com respeito e de maneira séria. "Se eu disser um não para alguém, preciso ao menos ouvi-la e informá-la. Deixe seu time sempre saber que eles foi ouvido. Assim, o não nunca se dará de forma autocrática e cega. Até porque, quando o não é autocrático e cego, aí se torna um insulto. Esta é a diferença", conclui.

 

Palavras-chave: | Michael Hall | estilo de liderança | neurossemântica |

  • O que você achou? Avalie:
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Enviar Comentar Compartilhar Imprimir
CONTEÚDO RELACIONADO
COMENTÁRIOS (4)
Flávio Marcelino Filho em 06/06/2013:
Excelente o texto. Tem líderes que preferem deixar um rastro de sangue entre a equipe ao invés de dialogar e convencer sobre Metas e objetivos, e mesmo o relacionamento diário.

José Valter da Silva em 06/06/2013:
Prezada Patrícia, sou um admirador (e colecionador) de seus artigos há anos. Tenho treinado e formado muitas equipes de liderança e o comentado neste artigo é total realidade. A maioria escolhe trabalhar a responsabilidade de liderar de maneira "superficial", procurando fugir das possíveis "surpresas" em relação aos seus liderados. Plubiquei no meu blog um artigo intitulado RELACIONAMENTO E(É) DESGASTE, onde comparo um bom número dos candidatos como diamantes brutos. É preciso ir mais fundo e "lapidar" os liderados.

Nataly Hilma em 06/06/2013:
O líder tem que conquistar seus colaboradores isso é fato, acho que a grande dificuldade hoje em dia realmente é "mudar" as posturas de alguns líderes de outros setores. Concordo plenamente quando a matéria informa que a maioria dos talentos pedem demissão por causa da liderança em si e não da empresa...É uma questão que deve ser tratada com prioridade em todas as empresas para que a organização não seja prejudicada.

Maria Aparecida Viegas Martins em 06/06/2013:
Fantástico! Além de despertar para uma análise de postura e atitudes do gestor, é um convite a busca de uma liderança visionária que ganha a mente e o coração e ainda sabe dizer Não com respeito - fazer "diferente". O Gestor hoje, precisa estar preparado para liderar equipes transdisciplinares e como fazer isso da mesma forma de "antigamente"? Abraços e obrigada!

PUBLICIDADE
Produtos RH.com.br

+ lidas
+ comentadas
+ enviadas
+ recentes
Produtos RH.com.br

Curso Online do RH.com.br

Curso Online do RH.com.br



PUBLICIDADE
Os textos publicados não representam, necessariamente, a opinião dos responsáveis pelo site RH.com.br. Confira o nosso Termo de Responsabilidade.
Todos os direitos reservados. É expressamente proibida qualquer reprodução.