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26/06/2012
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Pesquisa da MOT aponta que mais de 70% das empresas acredita que profissionais de gerações diferentes lideram de maneira distinta

Cada líder tem um estilo diferente de agir. Na liderança, influenciam as características pessoais, a experiência adquirida em anos de trabalho, treinamentos específicos e a política interna da empresa, que determina alguns parâmetros comportamentais. Além disso tudo, pertencer a uma determinada geração pode ser determinante para o modo como a liderança e a gestão são exercidas.

Segundo uma pesquisa da MOT - Treinamento e Desenvolvimento Gerencial, 78% das corporações acreditam que as questões geracionais influenciam em nível alto ou muito alto o estilo de liderança em suas organizações. Para os entrevistados, pertencer às gerações X ou Y faz total diferença nas atitudes dos líderes - o que pode comprometer o desempenho de seus liderados. "Ser questionador é a principal característica dos profissionais da chamada Geração Y. O próprio nome que designa esse grupo de pessoas sugere isso (Y, em inglês, pronuncia-se "why", que também significa "por que"). Entretanto, mais do que uma característica da idade - a geração Y é aquela das pessoas nascidas entre os anos 70 e 90 - questionar é uma característica do comportamento, que pode se aplicar também a pessoas de outras idades", comenta Alfredo Castro, diretor-sócio da MOT. Ele é especialista em gestão, treinamento e desenvolvimento de pessoas e conselheiro da ASTD (American Society for Training e Development) no Brasil.

A chegada de profissionais questionadores ao mercado de trabalho muda completamente o panorama corporativo. "Hoje, as inquietações são compartilhadas, as informações são questionadas na hora, porque o acesso à internet é rápido e prático", afirma Castro. Por isso, a noção de hierarquia é posta em xeque, o que exige que os líderes sejam mais flexíveis e tenham maior capacidade de diálogo. "Os questionamentos levam as empresas a reverem suas posições e a crescer", acredita o consultor.

Ele explica que o aumento das interfaces tecnológicas, a rapidez da circulação das informações e a ascensão de jovens a cargos importantes traz uma ansiedade constante. "A sensação é que tudo é virtual, nada é bem-sedimentado. Isso renova e alimenta a necessidade de repensar constantemente a empresa, além de criar profissionais mais ousados e preparados para o novo", defende.

Para ele, esses novos profissionais questionadores fazem com que mude a percepção do que é poder. "A geração X lutava com a geração baby boomer, queria superá-la, mas a usava como modelo. Hoje, a questão para a geração Y é o poder de não se enraizar, de manter sua própria liberdade. O conflito é por meio de ideias", sintetiza.

Na opinião do consultor, para lidar com essa nova geração de profissionais, os mais experientes precisam se atualizar e a melhor maneira de fazer isso é observando e aprendendo com os mais novos. Por outro lado, o desafio é mostrar aos jovens profissionais a importância de entender e compreender ritos, símbolos e mitos que constituem uma empresa. Com isso, a convivência entre as diferentes gerações torna-se construtiva e todos podem ganhar com ela.

A questão é tão ampla e importante que a MOT tem realizado treinamentos focados no tema da presença de profissionais da geração Y - e sua chegada a postos de liderança - no mercado de trabalho.

Case - Castro conta que a MOT foi desafiada a modificar o ambiente interno da filial brasileira de uma grande empresa multinacional - convite este feito pelo próprio presidente, percebendo que havia ainda maiores oportunidades de ampliar os resultados que a empresa estava alcançando. A MOT reuniu, então, o grupo de profissionais da geração Y para entender como o ambiente interno da empresa deveria ser modificado e como a imagem da empresa poderia ser reposicionada, para que ela voltasse a conquistar clientes jovens. Os conceitos de liderança e de comunicação construtiva foram trabalhados com todos os profissionais envolvidos e, como resultado, a empresa brasileira entrou pela primeira vez no ranking mundial das empresas do grupo que faturavam mais de US$ 1 bilhão. "Os conflitos geram uma multiplicidade de opiniões que, se forem bem trabalhadas, são construtivas e levam ao crescimento", explica o consultor.

A metodologia aplicada neste case pode ser replicada em outras situações - daí a demanda em ter uma consultoria que lide com o desenvolvimento de gestores e líderes da geração Y. "Há muitas empresas que veem nos líderes Y uma oportunidade de crescer rapidamente e se modernizar, não prestando atenção nos conflitos que podem surgir a partir do comportamento de um líder que acredita que não precisa de desenvolvimento especializado apenas por pertencer a uma geração que está se sobressaindo. É preciso que esses profissionais sejam levados a perceber que há uma importância enorme em saber lidar com pessoas de todas as gerações e fazer com que a produtividade seja o objetivo final, mas não a qualquer custo. Para eles, há a lgumas maneiras de desenvolvimento - e o treinamento certamente faz parte de tais ferramentas", finaliza Castro.


FONTE: Em Pauta Comunicação

 

 

 

Palavras-chave: | Alfredo Castro | geração X | geração Y | estilo de liderança |

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