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30/11/2015
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Frieza na Gestão de Pessoas

Por Armando Pastore Mendes Ribeiro para o RH.com.br

Há dias atrás, no evento que ministrava em São Paulo, falávamos sobre Inteligência Emocional e lancei a frase: "Emoção é a cola da memória". Em outras palavras, lembramos mais de algo quando o fato, o comportamento ou a situação está envolvida com alguma emoção mais intensa.

Imediatamente após à breve explicação, um dos participantes citou Jorge Paulo Lemann, um dos homens mais ricos e bem-sucedidos do Brasil, e discordou informando que a frieza, segundo Lemann, era uma das características fundamentais para desenvolvimento do empreendedor de sucesso. E mais, que em nenhum momento citou a emoção como uma dessas características. Sua conclusão era de que eu estava errado, pois frieza não tem emoção e Lemann estava certo, pois é poderoso.

Procurando no dicionário Aurélio podemos encontrar a seguinte definição para "Frieza": qualidade ou estado de frio, frialdade, tibieza ou indiferentismo, falta de expressão ou colorido, falta de entusiasmo e acolhimento frio.

Essa é uma confusão comum. Frieza não significa ausência de emoções. Frieza pode ser confundida com a maneira como realizamos o controle ou o equilíbrio entre a emoção e a razão. De maneira alguma poderemos afirmar que uma pessoa que age com frieza não tenha emoções, ela por alguns momentos e em determinadas situações utilizam-na para permitir que tenha esse controle.

Vamos ao exemplo: imagine que ao chegar ao hospital com uma grave lesão, chorando ou sofrendo de muita dor, os médicos e os enfermeiros passem a agir com a emoção junto com o paciente. Nessa hora, as decisões precisarão ser tomadas com frieza ou, como prefiro, com controle emocional, para que os resultados - a cura - sejam alcançados. O controle emocional, que em outras palavras, muitos confundem com frieza, será a tônica dessas ações.

Frieza em excesso, usada cotidianamente, pode trazer para a pessoa que mantém suas emoções sobre forte controle inúmeros problemas. Entretanto, não entrarei nessa discussão, isso é mais da área dos profissionais da psique humana.

Existe uma crença de que ter frieza é muito melhor do que demonstrar emoções. Essa crença limitante é poderosa, já que há inúmeros exemplos de pessoas bem-sucedidas, financeira e economicamente, que aconselham a não demonstrar emoções. Segundo esses bem-sucedidos profissionais, demonstrar emoções poderá tornar a pessoa que assim o faz, vulnerável e apta para ser prejudicada pelos oportunistas de plantão.

Falsa é a situação em que imaginamos que somos totalmente imparciais, e novamente, os estudos psicológicos e a Neurociência comprovaram que a imparcialidade e a ausência total de emoções é uma crença. Como dizia o Padre Quevedo: "Isso não existe!".

As pessoas são dotadas de sentimentos e emoções e não demonstrá-las em algumas situações podem ser uma maneira de permitir que sejam atingidos os resultados racionais. Ocultar permanentemente as emoções - através da frieza ou outro comportamento - é um perigo para o equilíbrio emocional e traz ao longo dos anos inúmeros problemas de percepção pessoal, de relacionamento e, para o nosso momento, na Gestão de Pessoas.

Ter frieza também não é sinônimo de Inteligência Emocional. Nas organizações, de forma geral, somos interpelados a deixar as emoções "em casa" ou guardadas num lugar com pouco acesso, já que essa crença de que demonstrar emoções não é bom para o negócio é antiga e vem ao longo de séculos trazendo resultados. Estamos questionando esses resultados diariamente. O custo emocional e humano que eles trazem parece ser muito maior do que imaginávamos há décadas.

Esse estudo e tema: Inteligência emocional é Novo, do final do século passado. Precisaremos avançar muito, quebrar inúmeras resistências. Podemos começar a observar melhor a diferença que há entre pessoas frias e pessoas equilibradas emocionalmente. O resultado vai aparecer com muita intensidade. Faça e depois me conte como foram as suas observações.

 

Palavras-chave: | Inteligência Emocional | aprendizagem | relacionamento interpessoal |

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