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05/12/2005
RH » Motivação » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

O que é motivação?

Por Kátia T. Fonseca para o RH.com.br

Há um consenso sobre o fato de motivação ser um fator interno, visto que o desejo de realizar algo surge de motivos ou necessidades do ser humano. As pessoas agem de forma a satisfazer suas necessidades. Esta é uma forma de dizer que as pessoas têm motivos para fazer o que fazer, ou seja, motivação é um motivo que leva à ação. Além disso, necessidades, ação e satisfação das mesmas estão fortemente inter-relacionadas e ligadas à motivação. Assim sendo, muitos estudiosos dirigiram sua atenção para a compreensão dos tipos de necessidades que motivam o comportamento humano. No entanto, é importante ressaltar, que no cerne da psicologia humana, segundo Freud e Yung, a pessoa possui na sua alma, na sua personalidade traços positivos de ver a vida ou traços negativos de enxergar seu mundo. Ou seja, nascemos sorrindo para a vida e seremos sempre felizes, ou nos lamentaremos eternamente a sucedânea dos fatos de nossas vidas.

Nas organizações, a gestão de pessoas eficaz envolve a motivação da equipe que é uma das preocupações do gestor, porém uma área que tem grande potencial para retorno relativamente a clima e resultados.

Segundo os principais estudiosos sobre este mote em movimento, as necessidades do homem são distintas e escalonadas desde as mais básicas até as mais complexas. Todavia, nesta ordem, o homem conquista as necessidades de sobrevivência como conforto físico, comida, sexo, abrigo, roupa, sono e depois se preocupa com sua segurança, bem como se defender dos perigos que o ameaçam. Conquistado sua segurança, ele parte em busca de construir relações sustentáveis e associativas com outras pessoas. Somente depois de conquistar todos estes requisitos, ele poderá se auto-avaliar e ver como anda sua auto-estima, ambição e desejo de se sobressair. E com mais este status, ele pode cumprir a tendência que cada indivíduo tem de realizar seu potencial e sua capacidade, visando autoconhecimento, criatividade, expressão e superação de si mesmo. Alguns autores, baseados nesta premissa hierárquica da satisfação das necessidades, defendem a idéia que todas estas buscas de satisfação caminham juntas e estão ligadas entre si, fazendo com que, ao longo da vida, na falta da mais importante a de menor importância se sobressaia.

Traduzindo esta teoria ao mundo corporativo, a motivação deve ser contratada em todos os processos de recrutamento e seleção. Pois, o importante é selecionar pessoas com "entusiasmo" de servir clientes, internos ou externos, e com vontade de viver e encarar mais um dia de trabalho. Isto não é treinável, ou ela já nasceu com o traço de personalidade positiva que a faz seguir satisfazendo suas necessidades, ou ela será uma eterna descontente com tudo a sua volta, mesmo que ganhe acima do salário que o mercado oferece e que seu ambiente seja maravilhoso.

Assim sendo, o momento da seleção é a única chance de acertar, se haverá motivação na organização, ou se haverá desânimo e pessoas eternamente insatisfeitas. Para isso, é necessário alinhar este conhecimento a todos os gestores, que possuem a autonomia de detectar e indicar pessoas para a empresa, de forma que o processo seletivo seja mais efetivo, quando for concluído para a área de Recursos Humanos. Para facilitar este alinhamento ao desejado pelo homem no momento de sua busca de emprego, elenco alguns pontos fundamentais relacionados à motivação e o quê o mundo corporativo pode ofertar. São eles:

* Fatores Básicos: É como o indivíduo se sente a respeito da empresa. A perspectiva ambiental se refere às condições que rodeiam o colaborador enquanto ele trabalha. Englobam, por exemplo, as condições físicas de trabalho, os salários, os benefícios sociais, as políticas, o clima de relacionamento entre líderes e liderados;

* Fatores Motivacionais: É como o indivíduo se sente a respeito de seu trabalho. Aqui é importante ressalvar a realização das atividades, ou seja, com o conteúdo do trabalho e da responsabilidade. Os fatores motivacionais são os que produzem efeito duradouro de satisfação e aumento de produtividade em níveis de excelência, como se dá no desenvolvimento e conseqüente progresso profissional. Engloba sentimentos de realização, de crescimento e de reconhecimento profissional, que se manifestam no exercício de atividades que oferecem suficiente desafio e significado para o colaborador.

Segundo os estudiosos, o indivíduo que possui a motivação interna de viver, em ambiente de trabalho que contempla somente os fatores higiênicos, pode não se queixar no dia-a-dia, mas não o fará trabalhar de forma mais eficiente e eficaz. Eles propõem o enriquecimento da atividade, visando introduzir maior dose de motivação no trabalho, uma vez que consiste em deliberadamente ampliar a responsabilidade, os objetivos e o desafio das atividades no cargo ou função.

Exemplos de ações para energizar as equipes de trabalho nas organizações:
* Treinamento de habilidade e instrução;
* Programas de educação continuada;
* Programas de treinamento em grupo;
* Programas de desenvolvimento de executivos;
* Crescimento e criatividade.

Desta forma, a motivação consiste em alinhar o conhecimento teórico com a prática no mundo corporativo, de forma que as ações sejam planejadas com maior coerência em seus propósitos, de maneira que otimizem os resultados que a organização, os gestores, os colaboradores, os líderes e os liderados estejam aspirando! Motivar é diferenciar potencial e desempenho; fazer treinamentos para desenvolver competências e valorizar constantemente os avanços através de feedbacks; tolerar e lidar de forma positiva com eventuais falhas; elogiar sempre que for pertinente; comemorar vitórias e respeitar e cumprir acordos estabelecidos.

Palavras-chave: | motivação | motivacional |

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COMENTÁRIOS (3)
Denise Monteiro em 03/05/2015:
Adorei este artigo trata de forma clara e objetiva de tudo que envolve o fator motivacional. Hoje diante tantos artigos publicados podemos decifrar quanto temos que valorizar os funcionários para que todos sintam-se felizes em realizar suas tarefas diárias no mundo tão competitivo. Trabalho em uma empresa Multinacional no ramo de contact center e cada dia percebo que temos noção de todas essas premissas mas que principalmente área de recursos humanos deveria valorizar mais seus funcionários, acabamos entrando na onda de competitividade seguida da cobrança demanda e acabamos deixando todas essas dicas para mundo distante. Lamentável diante de tantas cobranças metas acirradas conservar o fator motivacional do funcionário algo perde-se na famosa esteira. Quanto ao artigo adorei !

Ana em 30/05/2012:
A teoria de Freud e Jung são muito vastas, porém, não eram deterministas ou limitadas ao ponto de dizer que alguém está completamente fadado a alegria ou ao sofrimento.. é bem mais complexo que isso, e do jeito que está escrito parece ridicularizar a psicanálise.

Michelle em 14/12/2010:
Muito legal esse assunto de motivação. Estou fazendo um artigo com o Tema: Motivação, Satisfação e trabalho e esse artigo foi muito interessante para complementar meu trabalho, Parabéns!

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