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10/04/2006
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Afinal, salário é fator motivador?

Por Washington Sorio para o RH.com.br

A palavra motivo vem do latim motivus que significa aquilo que se movimenta, que se move, faz andar. De modo geral, motivo é tudo aquilo que impulsiona a pessoa a agir de determinada forma ou, pelo menos, que dá origem a uma tendência, a um comportamento específico. E uma das questões mais polêmicas referentes ao salário é se este funciona como um fator de motivação para os funcionários.

Se estudarmos o ciclo motivacional, verificamos que toda pessoa tem um equilíbrio interno que de acordo com um estímulo ou incentivo faz surgir uma necessidade. Toda vez que surge uma necessidade esta rompe o estado de equilíbrio da pessoa, gerando uma descarga de tensão e um comportamento ou ação. Dependendo do comportamento ou ação a pessoa poderá ter satisfação ou insatisfação. A insatisfação da necessidade produzirá um estado de frustração, agressão, insônia, resistência, moral baixo. Se o comportamento ou ação for eficaz, a pessoa encontrará a satisfação da necessidade e, portanto, volta ao estado de equilíbrio anterior, à sua forma de ajustamento ao ambiente.

Considerando as teorias motivacionais modernas, dentro da Teoria Bahaviorista, que podemos considerar um aperfeiçoamento da Teoria das Relações Humanas, encontramos duas teorias que são extremamente importantes para compreendermos o mecanismo de motivação do ser humano, são elas: a "Hierarquia das Necessidades", de Maslow, e os "Fatores de Higiene-Motivação", de Herzberg.

Associando a teoria de Maslow e Herzberg à nossa questão de salário, como fator de motivação, observamos que, indiretamente, o salário contribui, é o pano de fundo, podemos compreender que o salário está tão intimamente ligado à satisfação das necessidades humanas.

As pessoas desejam dinheiro porque este lhes permite não só a satisfação de necessidades fisiológicas e de segurança, mas também dá plenas condições para a satisfação das necessidades sociais, de estima e de auto-realização.

Portanto, o dinheiro é um meio e não um fim. O salário não é fator de motivação quando analisado isoladamente. A troca fria de produção por salário não gera satisfação ao empregado, é apenas recompensa justa pelo seu trabalho e o empregado busca a garantia de sua sobrevivência.

Diante disso, a empresa deve ver o salário como função agregada de motivação e procurar utilizá-lo como um instrumento a mais na compatibilização dos objetivos organizacionais e pessoais.

Para ter pessoas integradas, produtivas e ambiente motivador na organização são necessários planos adequados de Recursos Humanos. Considero como plano básico, o carro-chefe, o PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS, porque sem ele dificilmente os demais planos de desenvolvimento funcionam.

As pessoas crêem que seu desempenho é, ao mesmo tempo, possível e necessário para obter mais dinheiro. Desde que as pessoas creiam haver ligação entre diferenças de remuneração e de desempenho, o salário poderá ser um excelente motivador.

Sabemos que salário não é o único componente remuneratório de contraprestação do trabalho. Existem também os benefícios, que acabam se somando e compondo a chamada remuneração, bem como poderão existir outras verbas de crédito como, por exemplo, remuneração variável, bônus, gratificações etc.

Existem diversas maneiras de definir o termo salário, dependendo de sua forma de aplicação ou como ele se apresenta para o empregado ou para o empregador.

Algumas das principais definições sobre o termo salário são:

1 - Salário nominal - É aquele que consta na ficha de registro, na carteira profissional e em todos os documentos legais. Pode ser expresso em hora, dia, semana, mês.
2 - Salário efetivo - É o valor efetivamente recebido pelo empregado, já descontadas as obrigações legais (INSS, IRRF etc).
3 - Salário complessivo - É o que tem inserido no seu bojo toda e qualquer parcela adicional (hora extra, adicional, etc).
4 - Salário profissional - É aquele cujo valor está expresso na lei e se destina especificamente a algumas profissões.
5 - Salário relativo - É a figura de comparação entre um salário e outro na mesma empresa.
6 - Salário absoluto - É o montante que o empregado recebe, líquido de todos os descontos, e que determina o seu orçamento.

Vale a pena lembrar o pensamento de William B. Werther - "Quando a remuneração é feita corretamente, os empregados têm mais probabilidade de estar satisfeitos e motivados para com os objetivos organizacionais".

Surpreendentemente muitos empregados e empregadores pouco sabem a respeito de planejamento de carreira. Freqüentemente, não estão conscientes da necessidade e das vantagens desse planejamento. E uma vez conscientes, freqüentemente falta-lhes a informação necessária para que tenham sucesso em seu planejamento.

"Salário é fator motivador" - e agora o que você usa para terminar essa frase, ponto final ou interrogação?

Palavras-chave: | salário | motivação |

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COMENTÁRIOS (4)
Ana Paula em 10/09/2013:
Tento em vista a leitura realizada, sobre o pensamento do Sr. Washington Sorio, salário é um fator motivacional quando olhado de forma ampla em um tudo na vida profissional de cada colaborador. A motivação vem de todas as formas, mas uma das formas mais eficazes e a do próprio colaborador que vem de dentro para fora se juntando com os fatores externos, que são salário, ambiente de trabalho etc. É fato que só o salário não é um fator motivacional quando analisando isoladamente, temos vários exemplos de grandes jogadores, executivos que pedem demissão por não estarem motivados com o seu trabalho, essa desmotivação acontece por vários fatores: ambiente de trabalho, pessoas que trabalham nestes ambientes e condições de trabalho. Está claro que o salário por si só não é um fator motivacional. A teoria de Maslow e Herzberg de fato é a nossa realidade, o salário está ligado a satisfação das necessidades humanas, o salário junto com outros fatores motivacionais tornar as pessoas motivada. As pessoas desejam dinheiro porque este está ligado a satisfação de poder, segurança e de auto-realização, assim satisfazendo sua necessidades. Concluo que desta forma o salário junto com outros fatores motivacionais é sim um fator motivacional e que a motivação deve vim de cada individuo.

Regina em 04/10/2011:
Quem diz que o salário não é fator motivador é porque nunca se sentiu totalemnte desmotivado porque tem dedicação total, estuda, trabalha com afinco e não consegue nem pagar as suas necessidades básicas. Quem acha que salário não motiva, deveria tentar passar o mês no vermelho para ver, se acaso não motiva é o maior fator "desmotivador", não receber a contento e de acordo com o empenho é o mesmo que ser injustiçado e desvalorizado, tem que ver a questão por esse lado, não o salário que motiva: mas o salário baixo que desmotiva, desanima, enfraquece, faz adoecer, deprime e humilha o trabalhador.

Mayana em 23/09/2010:
Gostaria de dizer ao Sr. Washington, que salário não é motivador, pois apenas quando uma pessoa recebe um aumento ou uma bonificação é que ela fica motivada, logo depois ela passa a se acostumar com tal situação, mostrando que está insatisfeita supostamente de novo. Então, o que faz a pessoa se sentir motivada é a satisfação e autorrealização profissional. Nem sempre o salário deve ser levado em conta, pois fatores externos podem fazer a pessoa ou o indivíduo crescer muito mais. Mayana- cursando o 2º período de Adm

Leonardo Rodrigues em 03/11/2009:
No meu ponto de vista, a motivação é algo além do valor material, a motivação é algo que vem a nos impulsionar. Trata-se de uma performance interpessoal “mo.ti.var transitivo, pronominal = despertar interesse, dar animo”.Analisando a teoria de Maslow acredito que a motivação é algo que vem entrelaçando a estima com realização pessoal. O Fator “salario” como diz Washington “As pessoas desejam dinheiro porque este lhes permite a satisfação de necessidades fisiológicas e de segurança”. Seguindo este contexto e esta cadeia, podemos analisar que o fator salarial seria uma necessidade do ser humano, logicamente por se tratar de uma remuneração o ser humano acaba agregando este fator como algo motivacional, seria a “recompensa do que se faz”. No meu ponto de vista, a motivação esta muito além do valor salarial recebido. Parabéns pelo texto publicado, muito bom!

 
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