Por Maria Inês Felippe para o RH.com.br 
Os manuais explicam que ser um bom líder é aquele que sabe comportar-se adequadamente de acordo com as mais diversas situações. Ou seja, aquele que consegue perceber cada uma delas e consegue adaptar o método de liderança às circunstâncias, como também é aquele que deverá ser flexível, agindo de acordo com o estilo do liderado e da sua equipe.
Ou então, ouvirá falar que deverá ser sincero e transparente, pró-ativo, curioso, audaz, automotivado, motivador; assumir riscos; apresentar uma postura positiva diante da vida, ter autoconhecimento, visão de futuro e, acima de tudo, ter um equilíbrio emocional, além de saber “voar de asa-delta”. Jamais deverá utilizar, no seu discurso, a palavra “funcionário”, e sim “colaborador”; não deverá falar “eu”, mas “nós”; e, no final do seu discurso, agradecer ao empenho de todos, dizendo que fazem parte de uma grande família.
A lista não termina aí. Você será lembrado constantemente de ser ético (como se precisasse ser lembrado) ou estarão duvidando de você.
Já recebeu vários títulos e condecorações. Foi chamado de feitor, capitão, Maquiavel, monitor, “puxa-saco”, “dedo-duro”, coordenador, supervisor. Numa linguagem mais moderna, facilitador; agora não mais chefe e, sim, líder, mentor, coaching e, a partir destes, quais serão os próximos que receberá? Ufa! Tantas instruções. Quantos títulos! Pelo jeito você tem mesmo de ser um super-homem ou uma “big-mulher”.
O que temos reforçado nos treinamentos e nas palestras é a importância dos diálogos e que a liderança é a busca de resultados, mediante recursos tecnológicos, financeiros, mercadológicos e humanos. Ela poderá ser desenvolvida, a partir do momento em que você, líder, tiver basicamente dois focos de atenção:
* no resultado esperado pela organização por meio de ações estratégicas;
* no desenvolvimento humano, favorecendo atingir os objetivos propostos.
Cada vez mais a liderança está envolvida em grandes desafios, particularmente consideramos dois: 1- gerar e gerir o equilíbrio entre produtividade e motivação; 2- estabelecer a real parceria na busca da melhoria contínua e desenvolvimento. Em ambos, encontramos a importância da criatividade e inovação.
A nossa experiência em diversas empresas fazem-nos assinalar: “Não se iluda!”; “Não espere da equipe aquilo que você não é!”; “Em uma empresa, nada ocorre de baixo para cima. Você, como líder, ou dá o exemplo, ou nada, ou pouco ocorrerá”; “Não exija que o pessoal trabalhe em equipe se você não trabalha“; “Não espere que as pessoas sejam criativas, se você bloqueia ou inibe as novas idéias”. É pelas pequenas atitudes e comportamentos que emitimos, que passamos a nossa visão e nossos valores na realidade.
Devemos deixar de representar vários personagens de filmes de ficção. Lidere pela sua conduta própria. A experiência também nos aponta que a maioria das atitudes positivas ou negativas somente são tomadas quando os homens estão em grupo, pois, sozinhos, estes não se manifestam. Desta forma, o sucesso de uma organização é substancialmente influenciado pelo desempenho de diversos grupos que interagem entre si e por toda a hierarquia da empresa, tanto verticalmente quanto horizontalmente.
As soluções dos problemas, lançamentos de novos produtos, ações e decisões são resultados de um conjunto de cadeia produtiva, criativa, que perpassa do presidente ao operário e, em todas as etapas, podemos perceber que existem entre o cérebro para pensar, as mãos para executar. Neste caminho, bem no meio, há o coração, para sentir, tanto dos líderes quanto dos liderados.
As pessoas efetivamente se envolvem, “vestem” a camisa, quando se emocionam pelo que fazem, percebem a possibilidade de criar, inovar, fazer diferente. Há quem diz: “Sem ‘empolgação’, não há solução”. Eu gostaria de ressaltar mais: Você que é responsável pelos resultados da empresa, deve lembrar-se de que, em todo o processo, há pessoas, gente lidando com gente!
Palavras-chave: | motivação | motivar | liderança |
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