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14/09/2009
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Paixão: a força que impulsiona!

Por Marizete Furbino para o RH.com.br

É sabido que dedicação, zelo, empenho, comprometimento, envolvimento, motivação, energia, alegria, entusiasmo e eventuais dividendos advêm da paixão pelo que fazemos. Se tivermos paixão pelo que nos propusermos a fazer não sentiremos nosso trabalho como um fardo, pois teremos prazer em exercer nossa função. Assim, sentir paixão pelo que fazemos constitui hoje um diferencial.

Insta mencionar que o ter advém do ser; pensando assim, o profissional tem maior probabilidade de conquistar e manter uma carreira sólida no mercado quando, além de ter paixão pelo que faz, realiza um "casamento" com a empresa em que se propõe a trabalhar. Assim, atuará como um verdadeiro intraempreendedor, verdadeiro profissional e parceiro da companhia, com muita paixão, muita garra, muito entusiasmo, muito respeito, muito comprometimento e muito envolvimento, se doando e se entregando de corpo e alma em prol da organização. Por conseguinte, conquistará seu espaço no mercado, tendo maior chance de realizar-se profissionalmente.

Admite-se que, além dos títulos que estarão presentes em seu currículo, agir de forma estritamente profissional, tendo paixão pelo que se faz, sabendo se relacionar com todos os envolvidos, também se tornou um diferencial. Isso o permite permanecer no mercado por um período mais longo de tempo. Quando ele age com profissionalismo, além de operar baseando-se na transparência das ações, na ética, na justiça, na verdade e na honestidade, despende maior energia comprometendo-se e envolvendo-se o bastante em prol da busca constante pela excelência no exercício de sua função, observando-se uma sede permanente e insaciável em querer ser sempre um exímio profissional, zelando e cuidando de seu nome. E, por consequência, obtem-se maior eficiência e eficácia nas ações, conquistando maior produtividade, atuando em favor da minimização de tempo e custo e da maximização de resultados.

Quando se tem paixão pelo que se faz, fica tudo muito mais fácil, porque aflora, além da empatia, a humildade, a energia, também o entusiasmo e a simpatia. Quando o profissional sabe se relacionar com todos os envolvidos, sempre está aberto ao diálogo, ao invés de "subtrair", realiza-se uma "soma" com todos os outros colaboradores e, assim, todos saem ganhando.

Dessa forma, nunca é demais repetir que não podemos esquecer jamais que as empresas fazem a contratação dos profissionais observando seus conhecimentos, suas habilidades e seus talentos, mas realiza a demissão, baseando-se em suas atitudes, suas condutas e seus comportamentos. Assim, a autoavaliação constitui uma ferramenta valiosa, pois, além de propiciá-lo a oportunidade de aprendizado através dos erros, o faz repensar e analisar sempre o percurso e a forma que o profissional está caminhando.

De tal modo, ajudando-o a transformar seus pontos fracos em fortes, dando-lhe segurança para não se sentir coagido diante das ameaças e adversidades que porventura surgirem em seu caminho, e auxiliando-o a fazer dos obstáculos, das ameaças e das adversidades, oportunidades de desenvolvimento e de crescimento, impulsionando-o a agir em favor da superação dos desafios. Portanto, é preciso ter garra, determinação, ambição, para fazer dos obstáculos encontrados durante o percurso da caminhada, degraus para sua subida, não se deixando abater.

Nesse contexto, é bom lembrar que a perda da paixão pelo exercício da profissão pode significar o início de um fim. Verifica-se que, quando se perde a paixão, perde-se também o entusiasmo e a motivação, fazendo surgir a acomodação, o desânimo e o descontentamento, levando a um desmoronamento com um melancólico final.

Observa-se que em um mundo onde o mercado é altamente competitivo, o profissional que não tiver paixão pelo que faz estará fadado ao fracasso. Sem paixão não se tem motivação e sem motivação não se tem produção, inovação; portanto, não se tem um resultado favorável e esperado. Sendo assim, essa pessoa correrá grande risco de ser esmagado e expulso.

De todo o modo, verifica-se que quando o profissional perdeu a paixão pelo exercício de sua função, de imediato, o que ele deverá fazer é uma autoavaliação, procurando encontrar respostas para os porquês. Deve igualmente analisar o caminho escolhido, a forma de caminhar, bem como seu plano de carreira, metas e objetivos traçados.

Torna-se imprescindível neste momento a partir do qual com certeza encontrará duas saídas: ou irá permanecer na mesma empresa onde atua, porém mudando sua postura; ou migrará para outra organização, ou quem sabe outro segmento profissional. O que não poderá ocorrer é que este profissional assista de camarote o naufrágio de sua própria carreira e nada fazer. Antes de ser pisoteado pelo mercado, torna-se necessário que ele tome uma atitude de caráter emergencial.

Somados a isso, é importante dizer que todo e qualquer profissional tem capacidade de desvendar a realidade em que se encontra e transformá-la, mas isto só é possível se o mesmo tiver interesse. Toda e qualquer mudança dependerá única e exclusivamente de você.

Palavras-chave: | comprometimento | emoção |

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COMENTÁRIOS (5)
Rosi T Schlosser em 07/11/2009:
Impressionante! Há cada dia me certifico que paixão é tudo! Fazer o que gosta é deselvolver seu talento garantindo de contra-partida satisfação do seu serviço. Para mim, comprometimento é tudo. E se você se apaixona pelo que faz, compromete-se de corpo e alma. Isso é tudo num relacionamento funcionario x empresa... Adorei esse artigo, pois tem tudo a ver comigo. Enfim, sou fã do RH.com.br

MARA T. TILLVITZ em 07/10/2009:
PARABÉNS A EQUIPE DE RH.com.br . VOCÊS SAÕ DE GRANDE VALIA PARA NÓS QUE BUSCAMOS INFORMAÇÕES CONSTANTES E ATUALIZADAS BJ

Simone Marcelino Rebouças em 29/09/2009:
Sentir apaixonado pelo que gosta de fazer é desafiante quando você sonha realizar diante da falta de recursos financeiro.Tem que ter fé em si e na vida, sempre

Daniel Bernardes Pereira em 21/09/2009:
A frase do texto "sentir paixão pelo que fazemos constitui hoje um diferencial", resume de forma direta o que seria o comportamento ideal das pessoas na realização do seu trabalho. Embora nos dias de hoje a competitividade das organizações e a concorrência acirrada no mercado de trabalho distanciem as pessoas de fazerem aquilo que mais gostam, eu entendo que qualquer que seja a profissão, o trabalho ou mesmo a ocupação, a pessoa que estiver diretamente em contato com aquilo que gosta de fazer, certamente irá se destacar e progredir pessoalmente e profissionalmente.

José Carlos em 18/09/2009:
Gostaria de compartilhar minha experiência profissional com a autora,pois tenho 24 anos de serviço público e me sinto como se estivesse começando a trabalhar hoje.Faço Pós Graduação em Gestão de Pessoas, o que me motivou a ler muitos livros da área em questão para preparar meu TCC.Após muita leitura,pretendia escrever em meu trabalho que um dos fatores que mais despertam a motivação no funcionário é o "amor" pela sua profissão,fator esse que não encontrei nos livros e encontrei em seu artigo com o nome de "paixão".Portanto gostaria de parabenizá-la pela felicidade de seu artigo e dizer que concordo plenamente com tudo que escreveu.Um abraço!

 
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