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28/09/2010
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Absenteísmo e Punição

Por Altemir Carlos Farinhas para o RH.com.br

Absenteísmo é o nome dado à quantidade de faltas e aos atrasos dos empregados no trabalho, importante preocupação na administração de Recursos Humanos. E isso é um grande problema. A empresa é quem sofre com os prejuízos financeiros causados por atrasos na produção ou na entrega de mercadorias, perda de ritmo nas atividades a serem desenvolvidas, descontentamento de clientes, chefes e colegas de trabalho.

Pode até parecer que é simples e fácil resolver essa situação, mas não é. Aqueles que trabalham e se sentem sobrecarregados, comentam na "rádio corredor" tanto o que acontece com o funcionário quanto as medidas tomadas pela empresa, comentários quase sempre ampliados que vão minando o ambiente.

É preciso agir sobre as possíveis causas para estancar o prejuízo da empresa e não sobrecarregar os outros empregados. O gestor deve ficar atento ao que acontece perto e longe do seu alcance, ser um verdadeiro Sherlock Holmes, um "detetive consultor". Ou seja, significa que o chefe pode ajudar seus funcionários, observando-os com sua habilidade de resolver problemas ou enigmas, apenas usando a faculdade de observação e de dedução.

Holmes, o personagem de Conan Doyle, demonstra ao longo das suas histórias, uma capacidade de dedução e um senso de observação impressionante, quando envolvido em algum problema. Pode passar noites sem dormir ou comer, até resolver definitivamente o enigma. Uma sugestão é fazer uma relação de perguntas e dados para identificar se o problema é financeiro.

- Quantos funcionários estão faltando?
- Com que frequência isso acontece?
- Qual a faixa salarial que mais apresenta esse comportamento?
- Quantos solicitam pedido de adiantamento de férias ou de décimo terceiro?
- Quantos estão pedindo demissão?
- O que a assistente social tem a dizer?
- E a entrevista com o médico, a ficha da anamnese diz alguma coisa?

O trabalhador pode atrasar-se ou faltar por enfrentar problemas de transporte, problemas climáticos, doenças, falecimento de um ente querido, problemas pessoais ou familiares, alcoolismo, entre outros. Atenho-me a falar sobre os problemas financeiros, dívidas ou dificuldades financeiras que tiram o sono do funcionário, que na maioria dos casos já está sem ânimo ou esperança.

Garanto que muitas dessas doenças e pressões que sofre o trabalhador tiveram sua origem ou forma potencializada por falta de administração das finanças pessoais. O empresário ou o gerente que apenas pune o funcionário, e fecha os olhos para o que está acontecendo ao redor, não compreende que está vendo apenas a ponta do iceberg. É muito mais fácil descontar e punir o empregado, porém essa não é a solução correta. O líder deve observar que o trabalhador precisa de ajuda, conversar com ele e entender que o fardo de quem está com dificuldades financeiras é muito pesado.

Endividamento dos brasileiros bate recorde e chega a R$ 555 bilhões
"Nunca o brasileiro deveu tanto. Entre cartões de crédito, cheque especial, financiamento bancário, crédito consignado, empréstimos para compra de veículos, imóveis - incluindo os recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) -, a dívida das famílias atingiu no fim do ano passado R$ 555 bilhões. O valor é quase 40% da renda anual da população, que engloba a massa nacional de rendimentos do trabalho e os benefícios pagos pela Previdência Social..." (Fonte: www.estadao.com.br - Jornalista Márcia De Chiara - 15/02/2010)

A facilidade de crédito farto, prazos cada vez mais longos, empréstimo consignado, financiamentos, limite do cheque especial, do cartão de crédito, o marketing agressivo, a compra por impulso, a falta de controle, o lançamento de novos produtos, uma infinidade de coisas que afetam o trabalhador.

Invista em ajudá-lo, caso contrário você perderá os anos que investiu nele e terá que começar tudo de novo, demitindo um para contratar outro, com a grande probabilidade de encontrar mais uma pessoa em dificuldades financeiras. Um trabalhador que recebe R$ 700,00 e trabalha a 14 meses na empresa, ao ser demitido, pode gerar um custo superior a R$ 2.000,00. Fora tudo o que já foi gasto na contratação, na preparação, com treinamentos etc.

Grandes líderes em grandes organizações estão vendo mais do que faltas ou atrasos, percebem que existe um motivo e proporcionam Educação Financeira para todos os funcionários. Somente no primeiro semestre desse ano eu já atendi muitas empresas, foram mais de 80 palestras e 17 cursos. O investimento na contratação de uma palestra, se comparado ao gasto com a demissão de um funcionário, é irrisório. Um pequeno investimento para defender o maior patrimônio da empresa, o trabalhador.

 

Palavras-chave: | absenteísmo | demissão | finança pessoal |

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COMENTÁRIOS (1)
itamar em 12/02/2012:
Boa matéria. Poderia por favor dar sugestões práticas e diretas sobre como reduzir o absenteismo?

 
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