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09/04/2013
RH » Motivação » Matéria Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Meritocracia: a estratégia da Betalabs para atrair e reter talentos

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

Reconhecer a entrega dos colaboradores tem sido uma das estratégias das empresas para reter os talentos e isso não é por acaso, pois cada vez mais a concorrência está de "olhos atentos" para captar os profissionais que fazem o diferencial e fazê-los migrar para seus quadros. Um dos recursos utilizados para a retenção dos talentos, dentre tantos outros que se apresentam no mercado, encontra-se a meritocracia - sistema de gestão que premia os profissionais de acordo com os resultados apresentados pelos profissionais, alinhando os objetivos corporativos e dos funcionários.

Uma empresa que acredita nos resultados positivos da meritocracia é a Betalabs - organização especializada em desenvolvimento de sistema de gestão empresarial - que desde a sua fundação, em 2009, adota esse sistema de gestão. Mas, por que escolher o sistema meritocrático para valorizar clientes internos? Para Felipe Cataldi, diretor da empresa, essa escolha teve como base alguns fatores como, por exemplo, o fato da organização ser jovem e ter em seu quadro predominado por profissionais da geração Y - talentos que já apresentam características peculiares e que são difíceis de reter.

"Talvez por sermos jovens e pertencemos à chamada geração Y, sempre pensamos em recompensar as pessoas de acordo com o valor que elas geram para o negócio. Além disso, nós tivemos uma formação em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas - EAESP, que nos ajudou a pensar dessa forma, analisando a tendência das empresas em todo o cenário nacional e internacional", argumenta Cataldi.

Na Betalabs, o sistema de reconhecimento por mérito mostra-se bem democrática e beneficia todas as pessoas envolvidas na organização, ou seja, desde o estagiário que tem a possibilidade clara de crescimento rápido, até os demais profissionais que realizam um bom atendimento e têm suas expectativas cumpridas dentro do prazo, já que a meta de todos os talentos é, acima de tudo, manter a satisfação de clientes.

Ao ser indagado sobre a forma como a meritocracia foi apresentada aos colaboradores, Felipe Cataldi enfatiza que o sistema meritocrático sempre teve algo intrínseco à companhia. "Identificamos e informamos as pessoas sobre a meritocracia já durante a entrevista de seleção. Aqui é perfeitamente normal um funcionário receber mais de cinco aumentos por ano, baseando-se única e exclusivamente em seu desempenho. Não temos politicagem, não é preciso ser nosso amigo para crescer aqui dentro, mas é preciso gerar valor para a organização. A melhor forma de fazer as pessoas entenderem é pelo exemplo, olhando para o lado e vendo seus pares que se entregam, ganhando dinheiro e os que não se entregam, saindo da empresa", assinala o diretor da companhia.

É importante destacar que para adotar a meritocracia, a Betalabs não sentiu a necessidade de instituir parcerias com consultorias externas. E o motivo de escolher essa linha de trabalho, deveu-se ao fato de ver considerar o sistema meritocrático como sendo uma forma de atrair e reter talentos jovens da geração Y, ou seja, pessoas com características que sintam a necessidade de crescer, entender a estratégia da empresa e de fazer parte do processo como um todo.

O mérito - Segundo Felipe Cataldi, cada funcionário possui um contrato de metas, que é composto pelas métricas de qualidade e pelo prazo que compõe cada projeto em que ele está alocado. Ao final de cada semestre, o profissional é avaliado por essas métricas e tem uma parte importante da sua remuneração - bônus - atrelada ao cumprimento dessas respectivas metas.

Além disso, no dia a dia a meritocracia está presente com a responsabilidade que cada um possui, ou seja, como a pessoa assume responsabilidades, como ela se desenvolve e auxilia para o crescimento do negócio. Os talentos mais bem avaliados recebem os maiores bônus, em escalas diferentes para cada um, que vão de 0% a 100%. Além disso, existe a possibilidade de receber cotas da empresa, como foi o caso do Marcelo Gomes, o primeiro estagiário do negócio que ganhou, recentemente, ações da empresa única e exclusivamente pela sua entrega de resultados.

"O Marcelo foi um grande exemplo para nós, provando que a meritocracia funciona e agrega bons resultados para a empresa e para os funcionários. Esse sistema nos permitiu montar um time com profissionais das melhores universidades do país, que muitas vezes abriram mão de trabalhar em multinacionais gigantes para estar conosco. Com esse modelo, temos profissionais motivados e envolvidos com o negócio que desenvolvemos", comemora Cataldi.

As lideranças - Ao que tudo indica, meritocracia tem se enquadrado com sucesso à gestão da Betalabs. Contudo, a participação dos líderes tem sido de extrema relevância para o êxito do processo, uma vez que eles se tornaram peças-chaves e auxiliam a não quebrar o elo entre o modelo meritocrático e as pessoas que passam pelo processo de avaliação.

Benefícios - Quando questionado sobre os benefícios que a meritocracia trouxe à companhia, Felipe Cataldi é enfático ao citar que são vários e destaca desde a atratividade de novos talentos até o rápido crescimento da empresa que mantém poucas pessoas no quadro, mas com um enorme potencial e que são muito bem remuneradas. "Obviamente que se trabalha demais, porém com a meritocracia o trabalho compensa, o crescimento existe e é claramente recompensado de forma objetiva", finaliza.

 

Palavras-chave: | Betalabs | Felipe Cataldi | meritocracia |

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COMENTÁRIOS (3)
Wallace Firmo em 30/03/2015:
Excelente abordagem, acredito que a motivação de profissionais não resume em busca salarial. Segundo pesquisas, um dos maiores motivadores de Rotatividade é desarmonia entre colaborador e superior imediato.

RENATA ROBERTS TRINDADE em 16/04/2013:
Muito bom seria se um percentual maior de empresas adotassem este sistema. Já perdi duas promoções: uma onde a supervisora foi contratada apenas por possuir graduação completa, eu mesma quem a treinei e imagina a frustração, saí. Em outra porque com a alteração de cargo eu atenderia aos produtos de um parceiro e tiraria o foco do produto do importador, que não dava benefício nenhum, resultado: saí também. Este tipo de atitude, que partiram dos empresários, foi altamente contraproducente e sei que minha atuação AINDA é lembrada pelos gestores pelo diferencial, mas na hora de apresentar a SUA PARTE parece que não somos bons o suficiente.... É uma empresa com este sistema em que eu quero trabalhar. Se eu assumo as minhas falhas e sou punida por isso, quero também ser premiada pelos meus acertos.

jose carlos correa em 14/04/2013:
É uma pena que a meritocracia não seja aplicada em todas as empresas, ou em alguns departamentos. Há também bons talentos no chão de fábrica, aquelas pessoas que fazem o projeto sair do papel e ajudar a sua organização atingir a sua visão.

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