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19/12/2005
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Gestão estratégica de RH

Por Júlio César Vasconcelos para o RH.com.br

Gerir ume empresa sem uma Gestão Estratégica para a Área de Recursos Humanos é condenar o seu maior patrimônio, o empregado, ao martírio, comprometendo fortemente a sua sobrevivência e competitividade.

O problema já tem início no processo de contratação. A falta de um Plano de Cargos e Salários dá início a um enorme desastre. Não se consegue definir com clareza e coerência o perfil do profissional a ser contratado e nem ao menos seu salário. O profissional encarregado do processo de contratação, sem parâmetros e critérios claros e bem definidos, desconhecedor das ferramentas e técnicas características de um bom processo de Recrutamento e Seleção, conduz a tarefa de maneira amadorística e aleatória, muitas das vezes faltando ética e respeito com o candidato que pleiteia a vaga.

O resultado é a contratação de um profissional com um perfil não adequado e com um salário incompatível para a função. O efeito deletério tem reflexos imediatos logo após o primeiro dia de trabalho do novo empregado. O problema já está criado! E aí começa o calvário laborativo deste infeliz, agora membro do proletariado. Mal acaba de passar pelos portões de entrada da fábrica e já carrega nos ombros a sua cruz, sem ao menos saber como "bater o cartão" ou mesmo chegar ao posto de trabalho. E vem, logo em seguida, fortes cobranças para conseguir produtividade. Programa de Integração do Novo Empregado é um nome estranho, nunca por ali se ouviu falar deste negócio

E lá está ele um pouco orgulhoso, mas sobretudo, muito temeroso, carregando no peito um crachá. O problema é como fazer para executar o seu trabalho. Vontade tem muita, mas não foi treinado. Treinamento e Desenvolvimento é sinal de perda de tempo, o negócio é mesmo produtividade. Antes que tenha tempo de começar a se acostumar, lá vêm novas tecnologias e ele que se vire para assimilar.

O tempo vai passando e o nosso protagonista não tem a mínima noção de como está sendo visto o seu trabalho. Ás vezes leva umas broncas meio desaforadas do chefe, mas feedback mesmo (palavra estranha neste meio...), nenhum. Avaliação de Desempenho confunde-se com porrada e por ali também nunca se ouviu falar, e muito menos se ouviu falar sobre progresso profissional. Plano de Carreira na sua cabeça lembra as carreiras que ganhava quando criança, ao roubar frutas no quintal do vizinho.

Como dizia Cazuza, o tempo não pára e apesar das dificuldades, com muito suor e lágrimas, o resultado do trabalho começa a prosperar, sua produtividade começa a aumentar. Quem sabe, com um pouquinho de reconhecimento seu rendimento pudesse também aumentar?! Surge outro termo estranho no pedaço: Programa de Participação nos Resultados. Este também é novidade! Será que esse programa é coisa do Faustão ou do Gugu Liberato?

Pois bem, um belo dia fica doente e não pode trabalhar! Vai bater na porta do SUS e leva um susto com a fila enorme que tem de enfrentar. Em frente, uma clínica "chic", onde vê alguns companheiros de outra empresa uniformizados sendo prontamente atendidos e retornando para casa. Alguém à sua frente, na fila interminável que agora tem que enfrentar, lhe diz que este privilégio faz parte do Programa de Benefícios que algumas empresas disponibilizam para seus empregados. E na sua cabeça, já meio zonza, não entende que diabo é isto, e fica confabulando como fazer para participar deste outro programa.

Depois de alguns dias, este nosso mártir, se assim o podemos chamar, retorna ao trabalho, ainda meio estropiado pela enfermidade que teve que enfrentar, e o guarda no portão da fábrica já não o deixa entrar. Diz que foi demitido por "justa causa" por faltar ao trabalho! Serviço Social, Programa de Relações Trabalhistas são entidades estranhas e desconhecidas neste mundo-cão onde foi parar.

Organizações inteligentes são as que valorizam seus empregados. Empregado satisfeito e bem amparado é empregado que produz bem e gera lucratividade. Entender isto e colocar em prática é sinal de profissionalismo, maturidade e garantia de sobrevivência e competitividade. Rememorando o Professor Falconi, a tão decantada estabilidade no emprego não deveria ser meta dos sindicatos, mas sim do empresariado. Até quando vamos continuar fazendo de mártir nossos empregados?

Palavras-chave: | gestão | estratégica |

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COMENTÁRIOS (1)
Fernando Oliveira em 18/09/2010:
Que importância de se ter uma estratégia muito bem definida para a área de Recursos Humanos!!!!! E as conseqüências que isso pode causar tanto para as pessoas quanto para a organização. Empresas boas e éticas se quiserem sobreviver com certeza deve-se preocupar com este assunto e procurar desenvolver...

 
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