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16/10/2006
RH » Mudança » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

O verdadeiro tesouro das empresas

Por Anderson Rocha para o RH.com.br

Foi-se o tempo em que as empresas empurravam o que tinham e os clientes (pobres clientes), aceitavam pacificamente o que lhes eram oferecidos. Hoje a postura do cliente mudou, fazendo uma verdadeira revolução no modo das empresas atuarem. O cliente deseja algo que seja adequado ao seu uso e essa é a principal definição de qualidade. E aí é que se encontra o grande desafio das empresas modernas, moldar produtos e/ou serviços de acordo com os anseios dos clientes. Tarefa difícil, mas de fundamental importância para a sobrevivência das empresas num ambiente em constantes mudanças e de extrema competitividade.

A cada dia os clientes estão mais exigentes e conscientes dos seus direitos. Para atender, satisfazer, surpreender e encantar é preciso ser veloz e inovador. Mas para se chegar a essa situação é de fundamental importância que as pessoas que fazem parte das empresas (colaboradores) estejam motivadas, entusiasmadas e comprometidas com o que fazem.

As pessoas passam boa parte de suas vidas (cerca de 70% da vida humana está relacionada direta ou indiretamente ao trabalho) atuando dentro de organizações e estas dependem daquelas para poderem funcionar e alcançar sucesso. Com toda certeza, as organizações jamais existiriam sem as pessoas que lhe dão vida, dinâmica, impulso, criatividade e racionalidade.

São as pessoas que produzem, vendem, servem ao cliente, tomam decisões, lideram, motivam, comunicam, supervisionam, gerenciam e dirigem os negócios das empresas. Dirigem inclusive outras pessoas, pois não pode haver organizações sem pessoas. Ao se falar de organizações, forçosamente se fala em pessoas que as representam, que as vivificam e que lhes dão personalidade própria.

Decisões corretas sobre pessoas exigem, de modo geral, conhecimentos de suas individualidades e de como as habilidades de cada um podem ser reconhecidas e utilizadas da melhor maneira.

Em um mundo caracterizado por tão intensa competitividade, pela inerente necessidade de pressa para vender e comprar, pela inovação brilhante e pela alta qualidade, a menos que se consiga que as pessoas engajem voluntariamente seus corações, mentes e espíritos - e não somente seus corpos - nunca se chegará lá.

Fazer as pessoas trabalharem é fácil, qualquer feitor de escravos sabe como fazê-lo. Porém estimular as pessoas a se autoconhecerem, auto-avaliarem e automotivarem, aprimorando o que possuem de melhor (pontos fortes) e desenvolverem suas oportunidades de melhoria (pontos fracos), objetivando resultados coletivos, agregando valor à sua vida pessoal e profissional e as dos que os cercam, ou seja, ajudando a despertar o que cada um tem de melhor, esse sim, é trabalho para os verdadeiros lideres.

Atualmente, vivemos uma fase de grande transição nas organizações, onde o ser humano deve ser visto e valorizado, como o maior capital que as organizações possuem. Infelizmente ainda existem muitos discursos e poucas ações práticas em relação à valorização das pessoas. Sem a participação, o diálogo, o reconhecimento e o estímulo às pessoas, dificilmente conseguiremos obter uma melhoria significativa na qualidade de vida no trabalho e conseqüentemente um aumento significativo da produtividade.

Produtos e serviços de qualidade decorrem do compromisso pessoal e do prazer de trabalhar. A dignidade no tratamento ao empregado, a abertura nas relações interpessoais, o espaço para a participação e o diálogo são fatores determinantes. As pessoas produzem mais quando se sentem bem a respeito de si próprias. Funcionário feliz quase sempre é igual a aumento de produtividade e mais lucro para todos.

Esse sim é o grande desafio e o diferencial das empresas de sucesso, pois todas mudanças começam primeiras nas pessoas. A principal vantagem competitiva das empresas decorre das pessoas que nelas trabalham. É necessário eliminar o desperdício humano em nossas organizações, especialmente porque sabemos que são as pessoas que determinam o sucesso ou o insucesso de um negócio. O sucesso das empresas é o sucesso das pessoas que as compõem.

Palavras-chave: | valor | capital | humano | mudança |

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