Por Juan Carlos Lara Cañizares para o RH.com.br 
No cenário onde se inserem as organizações de serviços, podemos observar iniciativas de melhoramento dos processos e procedimentos de atendimento ao cliente e programas internos que visam o bem-estar do capital humano. A prática dessas atividades não é exclusiva, qualquer empresa pode adotar uma política de Gestão de Pessoas orientada à competitividade e à eficiência organizacional e tentar fazer com que essa vantagem realmente aconteça.
Para que a Gestão de Pessoas possa ter uma condição de vantagem competitiva é necessário que a escolha das estratégias garanta os melhores resultados em relação à concorrência. A diferenciação entre as estratégias está no envolvimento e na sinergia de todas as áreas que integram a organização, na execução planejada das ações de melhoramento e na valorização do capital humano.
As estratégias que favorecem a criação e a manutenção da vantagem competitiva estão relacionadas com o desenvolvimento de meios para que as pessoas possam obter os melhores resultados possíveis, o aproveitamento da diversidade do conhecimento do capital intelectual nos processos e procedimentos operacionais, a manutenção do capital humano, a conversão do potencial de trabalho em desempenho, os relacionamentos bem-sucedidos com o cliente e a promoção da qualidade de vida no trabalho como fatores de excelência organizacional.
Para facilitar a operacionalização das estratégias é necessário definir a estrutura de Gestão de Recursos Humanos. De acordo com a atividade da empresa, a área de Recursos Humanos pode ter funções corporativas (definição de valores e políticas de recursos humanos), de consultoria interna (descentralização da gestão de pessoas) ou de unidade de negócio (valor agregado e parceria com todas as áreas). Qualquer que seja a estrutura, a gestão de pessoas deve facilitar as interfases multiprofissionais entre as áreas, a aprendizagem organizacional (gestão do conhecimento) e a eficácia operacional dos serviços.
A formação de competências para liderar pessoas e equipes multifuncionais (equipes de alta performance) também facilita o caminho para a operacionalização das estratégias. Os líderes aprendem a prosperar junto com a equipe, a lidar com as diferenças e diversidades individuais, a terem sensibilidade perante a adversidade, a motivar seus seguidores e a esclarecer os objetivos para obter os melhores resultados possíveis. Criar os meios para que as pessoas possam obter os melhores resultados possíveis é conseqüência das habilidades para liderar pessoas e equipes, no entanto, a verdadeira fonte de vantagem competitiva não se encontra nesses meios, mas sim nos sistemas que apóiam e guiam a liberdade dentro da organização.
As empresas que têm criado vantagem competitiva no mercado, além das citadas práticas de operacionalização de estratégias, preocuparam-se pela qualidade do atendimento ao consumidor e pela valorização do capital humano. Satisfazer as necessidades além das expectativas do cliente, procurar soluções rápidas e eficientes na oferta do serviço e fazer com que o cliente sinta-se satisfeito, foram as principais características nas quais essas empresas sustentaram a vantagem competitiva no quesito do atendimento. Quanto à valorização do capital humano, algumas das que se tornaram referência na gestão de pessoas aderiram à prática da qualidade de vida no trabalho como modelo de gestão, implementando melhorias e inovações gerenciais e tecnológicas, fazendo dessa prática um fator de excelência pessoal e organizacional.
As perspectivas de Gestão de Pessoas em organizações de serviços, segundo os citados argumentos, orientam-se à criação da vantagem competitiva e à eficiência organizacional através da criação de estruturas que permitam a operacionalização das estratégias, da formação de competências para liderar equipes de alto desempenho, da excelência no atendimento e da qualidade de vida no trabalho. Essas perspectivas de gestão fazem com que as organizações preocupem-se cada vez mais em terem altos índices de qualidade nos resultados ao mesmo tempo em que promovem ações de manutenção do espírito de equipe e da motivação dos funcionários.
As estratégias para a Gestão de Pessoas podem ser consideradas responsáveis pela obtenção do diferencial ou vantagem competitiva, valorizando o ser humano, estimulando a participação das diversas áreas que integram a empresa e favorecendo o comprometimento das pessoas com as diretrizes empresariais. Este tipo de gestão, como uma fonte de vantagem competitiva, faz com que os clientes sintam-se satisfeitos com o serviço, o capital humano desenvolva-se profissionalmente e a imagem da empresa seja altamente favorável ao mercado, no sentido de prestar um serviço de qualidade aos seus consumidores.
Palavras-chave: | mudança | perspectiva |
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