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02/04/2007
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Inteligência ética e desenvolvimento organizacional

Por Armando Correa de Siqueira Neto para o RH.com.br

Ser ético terá o seu lugar de destaque na sociedade. Não é uma previsão, é uma condição. Embora a história já tenha registrado fartamente episódios antiéticos, e assim também observamos na atualidade, muitas pessoas já não suportam conviver de forma tão descontrolada. A resposta a tal desequilíbrio – o caos faz parte de toda mudança, até que se estabeleça o equilíbrio novamente – é o forte apelo social à redução dos crimes e da corrupção, tendo em vista a expressiva preocupação existente.

Embora se perceba um forte materialismo em detrimento de se considerar o ser humano, o intolerável sentimento de descaso é capaz de inspirar em diversas pessoas de diferentes lugares a vontade de melhorar a situação momentânea. Logo, é necessário considerar dois fatores: a inteligência ética pessoal e a organizacional.

Ser inteligente eticamente implica em conhecer as razões de causa e efeito dos nossos desejos e atos, além da necessária compreensão acerca dos princípios universais (responsabilidade, compaixão, perdão), que servem para sustentar o adequado convívio social. Fora deles é impossível estabelecer a consciência do bem comum e, portanto, de agir eticamente. Assim, urge desenvolver dois pontos imprescindíveis: saber (conscientemente) e se comportar (habitualmente) de forma ética.

No entanto, é preciso lembrar que a conduta humana pessoal baseada em saber e distinguir o que é certo ou errado deve se alicerçar na aprendizagem. A educação é essencial para tal projeto, haja vista ela gerar o conhecimento necessário.

Não obstante, do ponto de vista organizacional, a ênfase focaliza-se na consciência dos valores e governança encontrados nas lideranças, e no modelo de educação corporativa. Através deles as relações tomam um determinado rumo em relação à ética. É, pois, com tais referências que se desenvolve cada atividade, administrativa e operacional, atingindo diretamente os colaboradores, consumidores e fornecedores. Se há coerência entre os valores organizacionais e pessoais, então, constata-se a presença de alinhamento, que, a seu turno, é capaz de estabelecer um clima de confiança e motivação (itens de sobrevivência nas atuais circunstâncias de extrema competitividade).

Os executivos estadunidenses Fred Kiel e Doug Lennick, autores do livro “Inteligência Moral”, apontam com clareza as vantagens internas e externas, respectivamente, de uma empresa ser moral: 1) Quando um líder é explicito sobre o que ele acredita e valoriza, e tem um comportamento alinhado com tudo isso, os seguidores reagem com uma profunda confiança nele. 2) A reputação de uma empresa transforma-se diretamente em resultados financeiros: os consumidores preferem comprar de empresas que são conhecidas por suas práticas éticas. Eles não hesitam em divulgar o seu descontentamento mediante empresas antiéticas.

A organização consciente da relevância sobre a inteligência ética produz resultados compensadores porque respeita princípios e valores, pois valoriza a crença do bem comunitário, sem perder de vista os ganhos decorrentes: lucro, poder e sustentabilidade. As atitudes atestam as idéias, as ações de comunicação sobre o assunto são claras, os investimentos em treinamento nesta área são sólidos e se torna parte da cultura, além de existir vigilância permanente, visto que defender tamanha preciosidade (a ética), não é tarefa fácil – o inimigo sempre ronda os portões à espreita de uma oportunidade para atacar.

É justamente neste ponto que os departamentos da organização precisam criar um pacto entre si. Além disso, eles devem receber ajuda do RH, pois ele, se preparado adequadamente para este tipo de tarefa ética, poderá estimular nos colaboradores de todo o organograma o desejo de se engajar no desenvolvimento cada vez maior da atitude ética, estendendo-o ao convívio externo através das relações com fornecedores e comunidade.

Dentre as várias responsabilidades atuais do RH, percebe-se que a aprendizagem corporativa (incluindo os valores organizacionais), é fonte de direcionamentos estratégicos desenhados nos planejamentos. O RH ganhou o status de facilitador para o permanente desenvolvimento dos colaboradores por sua habilidade (em franco desenvolvimento) em entendê-los e projetá-los para as demandas que despontam no cenário mercadológico. Expressões de primeira ordem como inteligência e competência ética são componentes estratégicos e merecem dedicação incondicional de quem pretende empreender o desenvolvimento organizacional e obter êxito.

Palavras-chave: | inteligência | ética | desenvolvimento |

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COMENTÁRIOS (1)
Mariana Otto em 12/08/2009:
Boa Tarde... Pessoal , quero pedir ajuda de vcs nas informações mais aprofundadas na área de Desenvolvimento Organizacional, pois estou fazendo o meu TCC neste tema, e vejo que vcs colocam informações preciosas, como faço para ter mais acesso??? Agradeço, Mariana Otto

 
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