O site de referência sobre Gestão de Pessoas.
Em breve as inscrições para o 6º ConviRH estarão abertas.
Pesquisar
« Pesquisa Avançada »
13/08/2007
RH » Mudança » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Autoconfiança ou arrogância?

Por Edson Lobo para o RH.com.br

Vou pedir licença para mostrar duas frases que li numa famosa revista de negócios, cujo conteúdo nos fará pensar e avaliar. São elas:

* Diretora do Private Bank de uma grande instituição financeira: "alguns bancos resolveram devolver a CPMF para atrair novos clientes. Não fizemos o mesmo porque achamos que se o investidor migra milhões só por causa da CPMF, ele está fora do perfil que queremos".
* Diretora de Recursos Humanos de outro grande banco: "veto idéias de outras áreas que não condizem com a estratégia de negócios. Às vezes, recebo demandas de outras áreas que querem aplicar treinamento ou oferecer palestras e não vejo necessidade disso".

Acrescento mais duas visões de dirigentes de destaque:

* Diretor geral de uma empresa em ascensão no mercado brasileiro: “os chineses não nos amedrontam. Em breve, essa onda passa”.
* Uma presidente de uma multinacional, inebriada pelo próprio sucesso, apostou na compra da empresa rival, apesar de não contar com o apoio do conselho de administração. A prometida sinergia entre as empresas, as pessoas e os produtos não compensou os bilhões de dólares gastos na aquisição. Em pouco tempo, a executiva deixou de ser vista como assertiva e passou a ser considerada teimosa. Perdeu o cargo.

Daí, lembro-me de outra frase que nos remete invariavelmente a pensar. Ela é atribuída a Jack Welch, o executivo que virou a GE (General Electric) pelo avesso e se tornou o mais admirado do mundo: "A distância entre autoconfiança e arrogância é quase imperceptível!".

Por que colocar isso aqui? Porque a responsabilidade estratégica de uma empresa pode correr perigo se as pessoas não entenderem que essa linha tênue, imperceptível, pode fazer um estrago enorme na empresa se não estiver bem administrada.

Autoconfiança é altamente positiva, porém arrogância é destruidora, faz mal aos resultados da empresa. Hoje, estamos vivendo os tempos da Globalização - uma era conturbada que se modifica todos os dias. Portanto, os pensamentos devem ser revistos, re-analisados e se for o caso, volte atrás numa decisão que tomou outro dia porque hoje talvez ela seja extremamente viável.

Ao ler essas frases, imaginamos qual seria a reação dos profissionais que estão em pequenas empresas, os novos executivos, os empreendedores, os quais têm como principais itens da cartilha de sobrevivência das empresas: não perder qualquer tipo de negócio; buscar todas as oportunidades que surgirem; aplicar o jogo de cintura no dia-a-dia para, com humildade, e trazer o devido retorno para a empresa.

Visando sempre os resultados da empresa, os profissionais de Recursos Humanos têm que ter uma visão do negócio, precisam buscar toda forma de aprimoramento da cultura da empresa para a gestão dos negócios ser atualizada.

Um profissional de RH tem que ser o catalisador e o facilitador. Não pode ser uma profissão estanque, atendendo somente por demanda, mas sim com pró-atividade, sugerindo, modificando. Nada de administração canguru!

O resultado de um RH atuante, participativo e polarizador de novidades será uma equipe de executivos (em todos os níveis) mais abertos, preparados, sem correr o risco de perderem negócios porque alguém acha que a empresa não deve entrar nesse ou naquele nicho, por arrogância.

Na hora da escolha e contratação dos executivos, o RH precisa estar atento a esse detalhe: o profissional é arrojado e autoconfiante ou empreendedor e arrogante? O profissional de Recursos Humanos deve avaliar corretamente essa questão, porque é uma linha tênue, imperceptível.

E aqui vai um recado aos executivos muitos bem-empregados: a vida aqui fora é outra, não se perde qualquer oportunidade. É preciso avaliar muito bem onde vai meter o ‘bedelho’ porque o negócio é faturar e se ganha por job, por contrato. Quase todos nós sabemos o que significa salário, benefícios, mordomias, mas a realidade "da rua" é bem diferente.

Por aqui, vendem-se e se compram excelentes treinamentos, palestras, softwares, se paga a CPMF do cliente para ele fazer uma operação com a nossa empresa, facilita-se ao máximo a geração de negócios e, principalmente, garante-se a realização de resultados com qualidade. Vamos até buscar o cliente em casa!

Meu lema para tirar qualquer dúvida deixada pelo Jack Welch é o seguinte: empenhe-se, pois o que vale é o resultado com muita ética. O resto nós vemos depois!

Palavras-chave: | arrogância | autoconfiança | executivo |

  • O que você achou? Avalie:
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Enviar Comentar Compartilhar Imprimir
CONTEÚDO RELACIONADO
COMENTÁRIOS (0)
Ainda não há comentários.

Seja o primeiro, clique no ícone disponível logo acima e faça seus comentários.
 
PUBLICIDADE
Produtos RH.com.br

+ lidas
+ comentadas
+ enviadas
+ recentes
Produtos RH.com.br

Seminários RH.com.br

Programa de Autodesenvolvimento



RH.com.br no Twitter


PUBLICIDADE
Os textos publicados não representam, necessariamente, a opinião dos responsáveis pelo site RH.com.br. Confira o nosso Termo de Responsabilidade.
Todos os direitos reservados. É expressamente proibida qualquer reprodução.