Por Osnei Alves para o RH.com.br 
O maior ativo das organizações são as pessoas e para destacarmos a sua importância podemos citar um exemplo: caso seja disponibilizado a mesma quantidade monetária para duas organizações iniciarem um empreendimento, provavelmente haverá diferenças, pois as pessoas, através da eficiência e eficácia do seu trabalho, determinarão o sucesso ou o insucesso de cada uma delas.
As empresas inteligentes são formadas por pessoas inteligentes, e essa afirmação não se restringe somente ao uso da inteligência lógico-matemática. Percebe-se que muitas organizações estão preocupadas somente com a competência técnica de seus colaboradores, realizando diversos treinamentos na intenção de propiciar somente a capacitação profissional. Este cenário não se limita ao meio empresarial, pois até mesmo universidades renomadas estão mensurando a qualidade do ensino através da competência técnica de seus alunos.
Sabemos que essa mensuração é importante, mas não suficiente. No aspecto educacional algumas coisas devem ser mudadas, pois o aluno é avaliado, somente, pelo seu conhecimento técnico ou simplesmente através de alguns exercícios feitos em sala de aula, e caso o professor mude alguma coisa o aluno terá dificuldades em resolver. Aí surge a chamada “decoreba” onde, depois de alguns dias, o conteúdo é esquecido.
O conceito da inteligência é muito amplo e a capacitação técnica é somente um dos fatores importantes. No cotidiano, as empresas estão muito competitivas em relação ao custo, à eficiência, à qualidade dos produtos e serviços, onde, na maioria das vezes, tornam-se parecidas. No entanto, as organizações querem crescer, expandir suas atividades, aumentar os seus ativos, porém, muitas vezes não conseguem, porque enxergam o ser humano como máquina, “uma galinha dos ovos de ouro” que após o prazo de validade deve ser descartada.
O homem pleno é aquele que desenvolve as dimensões física, intelectual, emocional e espiritual. Muitas vezes nos deparamos com pessoas com alto grau de capacidade técnica e científica, mas que, em contrapartida, são desequilibrados emocionalmente, não conseguem viver em sociedade e odeiam pessoas. No entanto, pela sua competência técnica, são promovidos a supervisores, a gerentes e até mesmo a presidentes de organizações que desconhecem as habilidades intrapessoais e interpessoais, bem como o uso correto do poder. Por isso, tratam os funcionários como pessoas inferiores.
Há vários relatos de pessoas que foram descriminadas no trabalho chegando ao ponto de serem tratadas como animais, outras tiveram o seu lado emocional totalmente destruído através de pressões excessivas e metas impossíveis. Então, surge a pergunta: quais são os benefícios que as organizações têm quando “líderes” adotam práticas de terrorismo sobre os funcionários? Creio que nenhum. Ao contrário, as pessoas ficarão doentes, desmotivadas, arrasadas e, posteriormente, sairão da empresa.
É importante ressaltar que o diferencial das organizações são os colaboradores. Entretanto, o que estes supervisores, gerentes, diretores ou presidentes estão fazendo? Estão destruindo o maior patrimônio da empresa, as pessoas.
Empresas com os recursos humanos destruídos estão com sérios problemas, não são competitivas, não têm qualidade, não são criativas. Porém, quando as metas não são cumpridas, os gestores começam a questionar: por que estamos perdendo para a concorrência? Pagamos um salário acima do mercado, temos pessoas extremamente competentes, mas não temos a lucratividade desejada. E agora? Como reverter esta situação? Logo surgem respostas: fazer com que as pessoas estejam motivadas; contribuam de forma quantitativa e qualitativa; sejam criativas; desenvolvam a intuição e, acima de tudo, estejam comprometidas com a empresa.
Atualmente, as pessoas não estão sendo valorizadas como deveriam, mas como diz o ditado “a corda sempre arrebenta no lado mais fraco” e, no final das contas, julgam que a culpa é do funcionário que não é esforçado, não tem comprometimento com a empresa e, além disso, é incompetente. Por isso, a solução é demiti-lo. Mas quem deve ser demitido afinal? Este incidente ocorre em várias organizações, situação que necessita urgentemente ser mudada.
Palavras-chave: | sucesso | mudança |
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