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24/09/2007
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A Gestão de Pessoas e a valorização da diversidade

Por Paulo Campos para o RH.com.br

Trate os outros como você gostaria de ser tratado! Quem de nós já não ouviu essa frase e algumas vezes até já tentou aplicar? Mas, quando pensamos na Gestão de Pessoas o correto seria “trate o outro como ELE gostaria de ser tratado”!

Funcionários de uma empresa não se comportam como soldados de um exército, ou seja, não praticam suas ações ao simples comando de uma ordem geral. Um bom gestor deve se ocupar em desvendar o ser humano que está por trás do profissional. Certas nuances de personalidade dentro de uma equipe podem fazer a diferença entre o sucesso e o naufrágio corporativo. O objetivo fundamental de um líder deve ser otimizar os talentos individuais de modo a contribuir para o sucesso coletivo. Em outras palavras: as pessoas devem, de acordo com suas características psicológicas, serem direcionadas para o que gostam e o que fazem bem, para assim, serem as melhores. A pessoa certa no lugar certo!

Direcionar talentos, porém, não é tarefa simples. Muitas vezes os gestores perdem-se dentro de um emaranhado de matrizes de comando, jogos de poder e falsas autonomias e não se preocupam com o principal – as pessoas. Ram Charan afirma que se ao término de um dia de trabalho suas principais decisões não foram às ligadas diretamente a pessoas é um sinal para você parar e refletir um pouco, “será que estou investindo a energia necessária nas pessoas que lidero?”.

Percebemos que delegar tarefas, dar feedback e propor desafios são as maneiras mais eficazes de manter o estímulo do profissional. Os desafios, no entanto, devem ser proporcionais à habilidade da pessoa em questão. Notamos em nosso trabalho que desafios muito superiores a um conjunto de competências geram grande estresse e ansiedade. O caso contrário, porém, acarreta acomodação. Por isso, eles precisam ser na medida para que provoque um desconforto, mas não uma úlcera, e assim colaborar para o desenvolvimento de cada colaborador.

A maior parte dos profissionais comunica-se de forma direta, metódica e organizada e tem dificuldade de se expressar. Cabe ao líder lapidar estas qualidades de modo a encaixá-las da melhor forma possível no processo produtivo da empresa. Para melhor trabalhar em equipe, as pessoas devem ser estimuladas a pensar mais no impacto de suas ações nos outros, formando um ambiente de cooperação. O resultado final do trabalho será mais proveitoso para todos.

A arte da Gestão de Pessoas hoje em dia é saber administrar conflitos e gerenciar recursos escassos. É fazer cada vez mais, com cada vez menos, cada vez melhor e com mais agilidade. Para tanto, o gestor deve saber capacitar, reter, encaminhar e integrar.

O trabalho pode ser visto como o de um capacitor de habilidades, que por meio de indicações faz os profissionais aprenderem sobre eles mesmos. Uma pesquisa com mais de 400 executivos apresentada por Betania Tanure no livro “A gestão de Pessoas no Brasil”, apontou como item número um o ‘desafio’, em segundo lugar veio a ‘gestão de risco’ (acompanhamento, monitoramento, feedback, treinamento e manutenção de expectativa) e, em terceiro, as ‘experiências difíceis’ (inteligência emocional).

Outra pesquisa, esta feita pelo Center for Creative Leadership, demonstrou que 57% dos executivos aprendem no exercício de suas atribuições, enquanto 19% aprendem na vida pessoal, 17% no relacionamento com chefes e 7% em treinamentos e outros processos de desenvolvimento.

Aprender sobre si mesmo, no entanto, não basta. É preciso que haja uma convergência entre as metas organizacionais e os objetivos pessoais. Os colaboradores contribuem com trabalho, esforço, conhecimento e competências e, em troca, esperam receber salários, benefícios, retribuições e satisfações.

Para equilibrar estes dois vértices da vida corporativa, o líder deve conhecer seu pessoal e sua empresa, insistir no realismo, estabelecer metas e prioridades claras, concluir o que foi planejado, recompensar quem faz, ampliar as habilidades das pessoas e conhecer a si próprio.

É importante também, oferecer uma causa, não apenas tarefas; formar outros líderes, não apenas seguidores; fazer acontecer e não apenas planejar, e talvez o mais importante, inspirar pelos valores, não apenas pelo carisma.

Caso busquem apenas atingir metas de trabalho freneticamente sem levar em conta as pessoas que o rodeiam, o gestor corre o risco de se isolar e de conseguir resultados apenas a curto prazo, o que, em se tratando de mundo corporativo, pode ser fatal. Como disse Drucker, “de todas as decisões que um executivo toma, nenhuma é tão importante quanto às decisões sobre pessoas, porque elas determinam a capacidade de desempenho de uma organização”.

Palavras-chave: | diversidade | mudança |

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COMENTÁRIOS (2)
Deivson Gonçalves em 14/07/2014:
Interessante o assunto acima tratado, porém, nem todos agem assim.

Douglas em 09/11/2009:
Muito interessante esse texto. É como todos os funcionários, os "senhores" de altos cargos deveriam se comportar.

 
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