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26/11/2007
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O profissional de Recursos Humanos como parceiro estratégico

Por Elisete Batista da Silva Medeiros para o RH.com.br

O cenário atual requer adaptações das mais diversas ordens, no sentido de acompanhar o caráter dinâmico de competição, levando as organizações a buscarem formas de atuação que as diferencie de seus concorrentes, possibilitando vantagens competitivas. Para seu melhor desempenho, as organizações visualizam cada vez mais a importância das pessoas. Pode-se perceber uma via de mão dupla: as pessoas precisam das organizações para sua subsistência e para seu sucesso pessoal, e, por sua vez, as organizações dependem diretamente das pessoas para produzirem seus bens e serviços, atender seus clientes, competir nos mercados e atingir seus objetivos globais e estratégicos.

Nesse contexto, fica clara a importância da integração entre pessoas e organizações. Com todas as transformações no mundo, a área de recursos humanos está passando por profundas mudanças. Nos últimos tempos, passou por uma forte transição, provocando várias mudanças nos papéis dos profissionais de RH, que devem desempenhar papéis operacionais e estratégicos.

A estratégia organizacional refere-se ao comportamento global e integrado da empresa em relação ao ambiente que está inserida. A tática parte dos objetivos estratégicos da missão e da visão que pretende realizar, sendo balizada pela análise ambiental e pela análise organizacional. Refere-se a um levantamento das habilidades e capacidades que as organizações precisam estar atentas; representa um conjunto de ações que as empresas desenvolvem para aproveitar as oportunidades externas e esquivar-se das ameaças ambientais; mostram um caminho escolhido para enfrentar os perigos e uma maneira de utilizar melhor seus recursos.

O planejamento estratégico de Recursos Humanos é um dos aspectos mais importantes da estratégia organizacional. Seu vínculo com a função de gestão de pessoas deve procurar traduzir os objetivos estratégicos e táticas organizacionais em objetivos e estratégias de recursos humanos, devendo ser parte integrante do planejamento estratégico da organização.

Administrar comportamento humano implica governar aquilo que as pessoas fazem como participantes das organizações, sendo que, é justamente por meio das ações que é possível formular e atingir objetivos organizacionais. Gerir pessoas em contextos de trabalho significa controlar os fatores que interferem na qualidade de trabalho e de vida dos funcionários, não no sentido de manipulação de sua conduta, mas no sentido de identificar as melhores condições para cada tipo de serviço, as competências necessárias a serem desenvolvidas, os fatores que motivam os trabalhadores, os recursos e as estruturas necessárias para a execução das atividades. Dirigir o desempenho das pessoas nas organizações, por meio da formulação de objetivos que explicitem ações contextualizadas, especificando as situações nas quais as ações irão ocorrer e o modo como devem acontecer, bem como, os resultados desejados a partir delas, parece ser uma opção de discutir modos de gestão.

Os profissionais de RH devem responder aos desafios competitivos de suas organizações, demonstrando explicitamente a sua contribuição com as estratégias de negócio, sendo preciso responder às demandas de desenvolvimento e tratamento diferenciado das pessoas. Ou seja, manter o conhecimento organizacional em permanente fluxo de evolução, estimular e premiar a inovação, tornando o ambiente de trabalho uma experiência de aprendizagem permanente. Como parceiro estratégico, deve entender a linguagem do negócio, entender a demanda do interesse sem perder o foco em sua especialidade, que é o que ele administra: de um lado, o negócio, do outro, o ambiente organizacional e as demandas das pessoas.

Aprender a se posicionar sobre assuntos de interesse da organização como um todo, discutir as conseqüências dessas decisões com sua equipe e levar posicionamentos, faz com que o profissional seja parceiro estratégico.

Palavras-chave: | planejamento | estratégia |

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