Por Rubens Pimentel Neto para o RH.com.br 
A sensação da maioria é de que está batendo no teto e que já utilizou todas as ferramentas para buscar maiores e melhores resultados, e muitos insistem em fazer mais do mesmo. Isto está acontecendo, porque, nas empresas, ainda não percebemos onde está a saída para o problema. Nossas pesquisas e trabalhos feitos em nossos clientes apontam para a solução através da melhoria nos relacionamentos. Bons executivos terão que entender de gente e de como fazer as pessoas se sentirem realizadas e felizes!
A aplicação da teoria dos tipos psicológicos na solução de problemas corporativos melhora a comunicação, a empatia e, conseqüentemente, a qualidade das conversas na empresa. Pessoas, a começar dos altos executivos, terão de passar por um longo processo de autoconhecimento, para depois conhecer os outros, e assim melhorar a qualidade e resultados de seus times.
Como já escrevemos, e muito tem se escrito a respeito, ajustar seu tipo psicológico e compreender o de seu interlocutor confere qualidade e poder às conversas. Além disto, entender os níveis de “diálogo interior” que você possui, ajuda a ficar mais presente e consciente nas relações interpessoais, evitando os freqüentes mal-entendidos do nosso cotidiano.
A realidade é aquilo que o indivíduo experimenta, e, constantemente, confundimos realidade com verdade. Exatamente esta distorção cognitiva que proporciona os mal-entendidos e as confusões de comunicação interna e externa nas empresas.
Ok! Ok! Mas, por onde começar? Comecemos afirmando que a linguagem modela o pensamento e cria o que chamamos de modelos mentais, ou seja, nós reagimos às situações de forma pré-programada e organizada e será necessário reprogramar a forma de pensarmos, agirmos e nos comunicar. Vamos então ordenar as coisas: conhecer seu tipo psicológico e aprender a se relacionar com os demais, entender como se processa seu pensamento e quais os gatilhos de linguagem que disparam suas ações, aprender a sentir o que o outro está sentindo diante de determinada situação e, por fim, afinar a comunicação na forma e no conteúdo.
Precisaremos de muita disciplina, força de vontade e tempo para acertarmos esta nova fronteira corporativa. Justamente por acreditarmos que no mundo empresarial não havia espaço para sentimentos é que teremos maior dificuldade para quebrarmos estes velhos paradigmas. Durante anos, lançamos mão de todo tipo de ferramentas técnicas e efetivamente construímos muita riqueza, agora para continuarmos, teremos que prestar atenção nas pessoas e nos relacionamentos interpessoais. Esta é nossa conclusão a respeito do novo desafio que se coloca para nós e nossos clientes.
Nós oferecemos treinamentos nas áreas conceituais, técnicas e atitudinais, e não é de espantar que a terceira tenha sido nossa grande campeã de solicitações. As empresas clamam por resolver questões de relacionamento interno e fundamentalmente no relacionamento da organização com seus clientes e interlocutores.
Executivos e empresários devem estar atentos a esta nova condição do mundo dos negócios. E assim como muitos já estão fazendo, contratações só devem acontecer caso se conheça previamente o perfil esperado, e o garimpo de talentos seja feito com base nas diretrizes comportamentais dos candidatos.
Abre-se nesta década uma nova oportunidade de melhorarmos nossos relacionamentos e ainda conquistarmos novos e melhores resultados. Nossas experiências têm demonstrado uma efetividade muito alta nos relacionamentos comerciais. Onde antes havia desacordo, problemas de entendimento, ruído na comunicação, começa-se a obter resultados apenas com a aplicação de conhecimentos relativos à comunicação e ao relacionamento interpessoal. Passar ao largo destes novos métodos é participar de uma simples conversa ou de uma grande negociação em desvantagem considerável, portanto, prepare-se.
Nosso cérebro funcionou nas empresas prioritariamente com a metade esquerda e agora a diferenciação está em utilizar-se de forma correta a outra metade, que interpreta, dá sentido, cria e vê menos os detalhes e mais a paisagem. Boa sorte em sua nova viagem interior.
Palavras-chave: | entropia | mudança | conflito |
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