Por Renato Morcelli para o RH.com.br 
O termo “outsourcing” ficou conhecido no exterior e aqui no Brasil como significado de terceirização, que especialmente em RH, convencionou-se associar a um processo ou conjunto de processos que podem ser executados por fornecedoras especializadas, como por exemplo, outsourcing da Folha de Pagamento. Ou seja, delegar a execução dos processos de folha a uma empresa especialista neste negócio.
Com a maturidade do mercado, tais serviços se expandiram, indo além de fornecer a mão-de-obra necessária à execução das rotinas. Agregam metodologia; software; hardware; infra-estrutura de hospedagem de aplicações e rede de comunicações; responsabilidade relativa às conseqüências deste serviço, tais como: atualização legal, relacionamento com órgãos públicos, interfaceamento com bancos, outros fornecedores e etc. Em resumo, o controle da operação e as suas conseqüências passam a ser da empresa contratada, permitindo, desta forma, que o cliente foque seus recursos na estratégia de sua organização, e não em procedimentos operacionais, reduzindo assim sua exposição a riscos desnecessários.
Dentre as diversas vantagens que o outsourcing agrega aos negócios, podemos destacar a redução de custos de operação. Os processos de pagadoria passam a ser executados por parceiros especialistas, e com alto índice de informatização, o que garante maior produtividade, além de ganhos de escala que são repassados aos clientes do provedor de outsourcing.
Outro benefício bastante importante é o fato do departamento de Recursos Humanos poder realmente manter seu foco no negócio da empresa. Ou seja, o RH passa efetivamente a cumprir o seu papel como gerenciador de recursos humanos, direcionando sua atenção para a elaboração de planos de carreira, gestão de treinamento, retenção de talentos, dentre outras atribuições estratégicas.
O processo de terceirização de rotinas operacionais de Folha de Pagamento também tem ajudado estas empresas a não mais necessitarem de recursos para serem investidos em processos que não são o seu “negócio” principal. Quando estas rotinas são terceirizadas, todos os custos inerentes a este processo são de responsabilidade do provedor, referindo-se aos custos oriundos da aquisição de software, manutenção de sistemas, compra de servidores, atualização de estações de trabalhos, serviços de implantação/customização de sistemas, entre outros.
Por outro lado, os profissionais que executavam estes processos, passam a gerir um contrato de SLA (nível de serviço) com o provedor, além de realmente se preocupar com a gestão de pessoas propriamente dita. Ou melhor, passam a ter tempo hábil para realizar a gestão do capital humano de suas organizações, buscando e implantando soluções que visam à satisfação de seus colaboradores e de suas organizações. Desta forma, os recursos direcionados à área de RH passam a ser aplicados na gestão do capital humano, sendo muito mais fácil quantificar o retorno sobre o capital investido.
Também é importante destacar os principais cuidados que as empresas devem ter ao iniciar um processo de outsourcing. Dentre estes, ressaltamos a escolha do fornecedor como sendo o principal. É muito importante ter em mente que decidir o provedor é um dos pontos críticos para o sucesso do projeto.
Devemos buscar parceiros qualificados e que tenham também afinidade cultural com os valores da nossa empresa. É fundamental que o fornecedor tenha compromisso com a qualidade de seus processos, expertise, capacidade e atualização tecnológica constantes, além de processos totalmente definidos e estruturados. Seguindo estas orientações, podemos garantir o sucesso do projeto de outsourcing.
Palavras-chave: | mudança | transformação | evolução |
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