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03/06/2008
RH » Mudança » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

O que a empresa pode fazer por mim?

Por Irlei Wiesel para o RH.com.br

Normalmente somos colaboradores fiéis da organização a qual estamos vinculados. Estamos com a nossa consciência tranqüila quanto ao grau de esforço que dedicamos àquela que nos remunera pelo nosso trabalho, além de servir de escola para o nosso crescimento profissional. Bem, muitas vezes precisamos um pouco mais do que remuneração e de possibilidade de crescimento; precisamos de afeto.

Sabemos que a empresa não tem essa obrigação com o seu colaborador, mas, levando em consideração que a vida particular interfere diretamente na nossa disposição no trabalho, isso significa que é, no mínimo, um investimento vantajoso. Ou seja, a empresa investe no meu coração e eu, colaborador, retorno com disposição!

Para essa relação fluir de forma saudável, é preciso que a empresa olhe para o colaborador com o chamado terceiro olho, reconhecendo o invisível e, oferecendo-lhe auxílio para as emoções. Sabemos que as emoções são responsáveis pela nossa produtividade. Nelas, estão as forças reais do ser humano. Por conseguinte, nas emoções, está o fracasso de inúmeros projetos. As pessoas precisam ser embaladas, cuidadas e acalentadas. Manifestações de amor são afagos na alma.

Ao nascermos, o que nos acalmava era o embalar dos braços de alguém. Essa é a nossa natureza. Somos feitos para dar e receber carinho; o restante vem por conseqüência, assim, como o nosso crescimento físico. Sobrevivemos sem recebermos amor, mas durante o caminho alguma coisa em nós vai atrofiando e vai perdendo o brilho.

Toda empresa quer brilhar, sonha com um espaço aberto, deseja ser fulgurante em solo brasileiro ou mundial. Nesse sonho, está intrínseco o brilho. Brilhamos ao som do reconhecimento e da valorização. Bem, mas para esse ciclo não enfraquecer, a empresa precisa lembrar que cada colaborador é responsável, ainda que, em pequena escala, pela irradiação final. A luz é de cada um e a força dessa irradiação é proporcional à intensidade e brilho de todos.

Portanto, empresários de todo país, em suas empresas há pessoas que precisam ser energizadas pelo afeto e pelo reconhecimento caminham pelos corredores. Assim é a natureza humana. O nosso nível de energia define nosso grau de empenho e é proporcional ao reconhecimento, ao amor e à atenção que recebo de quem eu me dedico.

O grande mal do mundo consiste no fato das pessoas guardarem coisas para si. Isso vale para as organizações também. Guardamos bens materiais, sentimentos, declarações, ressentimentos, falamos ou calamos na hora errada. Muitas vezes vivemos de aparência com as gavetas da alma repletas de coisas inúteis. Sabemos que não existe maior bem do que fazer a felicidade de alguém. Nada mais fácil do que provocar um ambiente feliz e saudável: basta oferecermos gestos agradáveis, atitudes, atenção, cortesia, lembrança, entre outros.

Em uma organização onde as pessoas convivem diariamente, essa dinâmica, se incorporada, resultaria em ótimos benefícios a todos. Se olharmos à nossa volta, percebemos que a carência humana está no fato das pessoas terem perdido os valores imateriais em favor dos materiais. Compra-se quase tudo em nossos dias, mas o bem ninguém compra. Compra-se companhia, mas não a sinceridade. Compra-se conforto, mas não a paz de espírito, não a tranqüilidade, menos ainda a felicidade e a energia agradável de um ambiente de trabalho.

Há uma grande diferença entre o dar e o oferecer. Quando damos, estendemos a mão, mas quando oferecemos, é o nosso coração que entregamos junto. É um pedacinho de nós que vai caminhando na direção do outro e o bem que ele provoca retorna ao nosso interior. A relação humana é uma verdadeira simbiose. Estamos entrelaçados um no outro; disso não há como fugir. O melhor que todos nós poderíamos, então, aperfeiçoar é o nobre propósito de oferecer ao outro o melhor de nós. As organizações têm um longo trabalho a fazer, nessa direção.

Desejo sorte a todos. Afinal, conduzir a vida valorizando a energia pessoal e a do outro é uma tarefa que não se aprendeu nos bancos escolares. Ainda bem, que nos restam os bancos da escola da vida. Viva essa nossa possibilidade de olhar o lado bom que habita o SER que é HUMANO.

Palavras-chave: | mudança | remuneração | emoção | crescimento profissional |

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COMENTÁRIOS (2)
Patricia em 09/07/2009:
Muito interessante sua matéria, humanizar é preciso cada vez mais... Mas como colocar em prática um projeto como esse ? Seria preciso uma pessoa com alguma qualificação especifíca como psicologia ou não um gestor de pessoas seria ídeal para implatação?

TANIA KAEFER em 11/02/2009:
ACHEI O TEXTO MARAVILHOSO,MAS GOSTARIA DE RECEBER ALGUMAS SUGESTOES DE COMO POSSO COMEÇAR ESTE TRABALHO DE HUMANIZAÇAO

 
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