Por Jansen de Queiroz Ferreira para o RH.com.br 
Visa compatibilizar os interesses de todas as partes – acionistas, clientes, colaboradores, fornecedores, financiadores e comunidade –, com foco harmônico nas cinco dimensões para construir a longevidade organizacional. Todos nós conhecemos empresas com excessivo direcionamento na lucratividade; em vertiginoso ritmo de crescimento; que se esqueceram da ética; que se permitiram ser demasiadamente dependentes de um cliente, fornecedor ou talento humano (mesmo que se trate do fundador ou do líder maior, principalmente, se for um líder carismático); que desrespeitaram as posturas públicas ou que agrediram de forma significativa o meio ambiente ou a comunidade.
Um desses motivos ou a combinação de dois ou mais deles, não obstante a organização ter elevada lucratividade e rápido crescimento, acarretou, no mínimo, profundas dificuldades aos gestores para mantê-la atuante. Algumas faliram! Norberto Odebrecht diferencia o empresário, tanto do missionário – pessoa desprovida de motivações materiais –, como do mercenário – profissional voltado unicamente para o lucro a qualquer custo humano ou social, no livro “Ser Empresário”. Machado de Assis complementa com a observação: ambos desejam a mesma coisa: reconhecimento!
Existem várias ações empresariais que tanto podem ser classificadas como segurança ou desenvolvimento, dentre elas estão o treinamento e a educação continuados dos talentos humanos da organização – fundamentais à sustentabilidade das atividades empresarias.
A primeira opinião, nesse contexto, é a do executivo. A segunda, dos membros de sua equipe, que pode ser modelada pelo gestor ou orientada de forma intencional pelos liderados para agradar o “líder”. E a terceira opinião, de um profissional especializado e competente, que não esteja condicionado à cultura organizacional. A busca pelo líder é indispensável na terceira opinião, que o ajudará a errar menos. O erro é condição humana, que pode ter sua ocorrência reduzida pelo envolvimento de outras pessoas que tenham diferentes olhares.
Uma pessoa que tenha completa independência moral com relação ao líder; sólida formação acadêmica; ampla experiência como executivo e como estudioso do funcionamento das organizações e dos mercados; que tenha bons conhecimentos sobre o comportamento humano nas empresas; seja ético; confiável e que mantenha confidencialidade sobre os dados e as informações a que tiver acesso. Este profissional poderá ser um coach que poderá contribuir com a terceira opinião, além de, também, reduzir a situação de isolamento da qual todo executivo está exposto e evitar o auto-engano tentador, a que estão sujeitos empresários e executivos de sucesso, de que se bastam.
Não pode faltar a analise técnica-financeira dos índices de liquidez, de endividamento, rentabilidade, retorno sobre o investimento, capacidade de geração de caixa, origem e aplicações de recurso, entre outros. Relevante também para a segurança é o acompanhamento das inovações tecnológicas, da tendência e mudança de hábitos dos consumidores, dos movimentos dos concorrentes, da alteração de insumos, das regulamentações e normas governamentais etc.
Aqui também vale a máxima: “o excesso de proteção desprotege”. Elevado índice de liquidez custa caro à organização – os recursos próprios, são os mais caros do mercado -, e aos acionistas, pode limitar o lucro, a satisfação dos clientes, dos colaboradores e o desenvolvimento do negócio. Continua valendo: nada em excesso! Gerir para a longevidade da organização com maior grau de certeza de conseguir chegar próximo à perenidade organizacional, requer foco harmônico e circunstancial nas cinco dimensões da gestão polifocal.
Palavras-chave: | Segurança | gestão polifocal |
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