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03/08/2009
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A escolha que ainda podemos fazer

Por Lúcia Batista do Nascimento para o RH.com.br

"Aos que me podem ouvir eu digo: Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia, da amargura dos homens que temem o avanço humano."; "Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes a vida será de violência e tudo será perdido."; "O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade". Trechos do texto "O Último Discurso", de Charles Chaplin.

Que homem incrível este Sr. Chaplin. Presenteou-nos com uma obra, que escrita por volta dos anos quarenta, permanece tão atual nos dias de hoje. Estamos vivendo um momento de pavorosa crise econômico-financeira, sem esquecermos que já vivemos há muito tempo uma profunda crise social. E isso pode ser facilmente constatado, por exemplo, na enorme desigualdade social e crescimento alarmante da violência. Sem falar em corrupções, notícias sobre pedofilia, desagregação familiar, entre outras.

Isso é fato ou alguém ainda tem alguma dúvida? Até pouco tempo tínhamos a ilusória sensação de que era algo muito distante, que isso pertencia aos outros e que talvez nem chegasse até nosso quintal. É como aquela velha estória de não querermos perceber o que ocorre dentro de nossa casa ou com os nossos filhos, porque isso ou aquilo acontece somente na casa do vizinho.

Hoje estamos sendo atropelados por uma tormenta que bate à nossa porta insistentemente, e, por mais que não queiramos abri-la, não podemos continuar a ignorar esta realidade.

Precisamos entender que boa parte do que vivemos atualmente é responsabilidade nossa. É bom lembrar que o que colhemos é fruto do que semeamos. É o HOMEM o grande responsável pelo avanço tecnológico, que, diga-se de passagem, nos traz muitos benefícios. A contrapartida disso é que também traz alguns resultados negativos. Todo esse "desenvolvimento" tem levado cada vez mais as pessoas para um individualismo exagerado; que o que impera é vencer a qualquer preço, não se importando com o que aconteça com o outro ou com os reflexos à sua volta.

O que podemos e temos o dever é de reagirmos a tudo isso, com fé e perseverança, de maneira a contribuir com a parte que nos cabe. Mas com tantas dificuldades e esse caos generalizado que vivemos, isso é possível?

Arrisco afirmar que sim, mesmo correndo o risco de ser chamada de sonhadora, fora da realidade, "poliana" e outros rótulos mais, que facilmente nos vem à mente. Acredito que um primeiro passo seja rever nossos valores e atitudes diante todo esse cenário. E para que isso seja possível, é necessário, inclusive, nos deixar afetar por todos esses acontecimentos.

Fazermos uma revisão séria e sincera de nossos papéis na sociedade, e a partir daí praticar no cotidiano pequenas-grandes ações para formação de seres humanos mais sensíveis, menos individualistas, e consequentemente a construção de uma sociedade melhor e mais justa. Será que precisamos realmente adquirir, comprar tudo o que a mídia nos empurra e faz acreditar que necessitamos?

Vivemos um momento propício para revermos certos valores, vasculharmos nossos "eus" mais íntimos e nos fortalecermos nessa caminhada. E este caminho é possível de ser trilhado, devendo ser alinhavado e costurado sem esquecermos sentimentos como a amizade e a ternura, até porque, com o afeto nasce também a compaixão - do latim compassione -, que é o desejo de ajudar a aliviar ou diminuir o sofrimento do outro.

Estamos passando por um período que precisamos sim economizar, cortar supérfluos, mas não precisamos economizar no AMOR; amor a Deus, independentemente de credo ou religião, e amor ao próximo. Diante de tantas dificuldades, essa é uma escolha que podemos fazer e sem necessariamente possuirmos uma gorda conta bancária.

Ufa! Ainda bem que temos essa possibilidade. Ou não temos? Eu, até que me provem o contrário, acredito que podemos ser autores e atores da construção de um mundo melhor e mais justo.

Palavras-chave: | adversidade | atitude |

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COMENTÁRIOS (6)
Tarsila em 08/09/2009:
Essa possibilidade deveria ser nossa reflexão diária... Os pequenos detalhes com as pessoas, com o trabalho, o carinho com a vida é o que contribui para o todo. Ótimo artigo!

Cleide em 14/08/2009:
Parabéns. Ótimo artigo para reflexão. Realmente, nesta época de crise, a palavra de ordem é 'economia'. Mas vamos ser perdulários com o AMOR, AFETO, AMIZADE E COMPREENSÃO COM O PRÓXIMO. Só assim, teremos um mundo melhor e mais justo, como vc acredita.

Cristina em 13/08/2009:
Parabéns pelo artigo! Concordo com vc, Lucia, e acho, inclusive, que esse momento que vivemos é muito bom para resgatarmos as boas coisas simples da vida, que nos dão prazer e não custam nada. Além de promoverem a aproximação entre família, amigos, etc, coisas simples asssim como passear na beira da praia, ou num parque...Enfim, aprendamos de novo a viver bem, sem necessariamente ter um "rio de dinheiro", como faziam nossos avós. Um abraço e continue nos enriquecendo com seus artigos.

Natália em 13/08/2009:
Está extremamente maravilhoso o artigo ! PARÁBENS.

Jose Zulian Lopes em 07/08/2009:
Lúcia, Eu concordo com tudo o que você provavelmente percebeu, refletiu, e por isso escreveu neste texto. Outro dia até li uma reportagem que dizia "que o homem está se tornando menos humano, e no futuro teremos máquinas mais humanizadas". Hoje não precisamos saber e nem guardar tantas informações na nossa memória, basta acessar a internet, uma agenda, que tudo está lá. Acredito que por isso estamos nos relacionando mais com as máquinas do que com as pessoas, e até com nós mesmos, e desta forma perdendo a essência que nos fez diferente de todas as outras espécies. Também concordo que temos hoje que consumir somente o essencial e necessário. O problema, e que a última crise deixou bastante claro, é que o nosso sistema se desenvolveu em cima de um consumo exagerado, em que foram criados muitos empregos e sub-empregos, as familias desta forma prosperaram e por isso a população mundial cresceu tanto. Imagine agora que as pessoas passem a consumir menos, somente o necessário...é o efeito dominó. Infelizmente esta mudança é essencial para o ser humano e para o planeta, mas a solução é extremamente complexa.

ARLEI em 07/08/2009:
É interessante esta explanação, pois a mesma tem razão.Atualmente, a humanidade virou capitalista e individualista, esquecendo dos sentimentos ao próximo, sendo que tudo passa e ao fim da vida nada levaremos.

 
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