Por Marizete Furbino para o RH.com.br 
Em meio a este período difícil no mundo dos negócios, onde nos deparamos com o turbilhão nas bolsas de valores e o disparar do dólar, vivenciando um momento recheado de demasiada incerteza, é exatamente diante dos efeitos negativos da crise norte-americana que devemos considerar importante repensar nossa postura diante deste cenário. Pode-se dizer que o que irá determinar se vamos submergir, ou se emergimos e ressurgimos das cinzas, será nossa atitude.
Entretanto, observamos que para muitos a crise é sinônimo de um verdadeiro caos. Tais pessoas são inertes ao fato vivido, tornam-se verdadeiros "parasitas", deixando a situação chegar à ruína. Por outro lado, observamos que para os mais inteligentes a crise se torna sinônimo de oportunidade, aprendizagem, superação, desenvolvimento e crescimento, uma vez que se criam alternativas para a saída.
Para estes, mesmo diante da turbulência e vivendo o tempo todo sob a incerteza e muita pressão, sempre apresentarão atitude e postura otimistas. E isto contribui sobremaneira para que se aflorem talentos e habilidades, o que em momentos anteriores encontravam-se adormecidos. Este é o caminho.
É bem verdade que se entrarmos em pânico diante de qualquer crise, não conseguiremos enxergar as saídas e vislumbrar um futuro promissor. Como consequência, correremos o risco de entrarmos em um verdadeiro colapso e sairmos de vez do mercado. Além de ser preciso de maneira urgente e emergente que assumamos a responsabilidade, é fundamental revisar conceitos, atitudes, comportamentos e procedimentos.
Igualmente é necessário que tenhamos sabedoria, paciência, criatividade, muita dedicação, ousadia, otimismo, determinação, perseverança, muito conhecimento e discernimento para buscarmos soluções de forma conjunta para enxergar saídas. Sendo assim proativos, tomando as rédeas do nosso próprio destino, assumindo o seu controle. Dessa forma, revertendo o "quadro" encontrado, superando a crise e dando a volta por cima.
Torna-se de fundamental importância retirar o foco do problema e migrar para a solução. Assim, começará a enxergar que existe luz no fim do túnel e perceberá que diante de uma "tempestade" não se deve cruzar os braços, mas deve-se agir de maneira cautelosa e de forma inteligente.
Diante da volatilidade da bolsa de valores em meio à crise que assola todo o mundo, o que se observa são, por consequência, tensão, turbulência e pânico no mercado financeiro, onde se verifica cada vez mais o aumento do custo do crédito para as empresas.
Perante este cenário e o risco muito alto, devemos estar preocupados em traçar um bom planejamento estratégico para proteger o que já temos, optando em fazer investimentos conservadores, deixando de lado qualquer financiamento, mesmo que planejado para depois. Em um momento como este, contrair dívida poderá ser fatal; assim, avaliar os riscos e agir com cautela, avaliando os impactos das tomadas de decisões, é o melhor que se tem a fazer, pois, sobreviver no mercado, fica cada vez mais difícil.
É de se notar que nunca ficou tão difícil alcançar resultados. Em meio a este "temporal", reclamar de nada adiantará. O segredo é agir com muita disciplina, ousadia e vontade de vencer; todavia, agir em equipe e com os pés no chão, valorizando cada vez mais todos os colaboradores envolvidos.
É bastante útil elaborar e colocar em prática um bom planejamento estratégico, através de uma equipe composta de multiprofissionais, envolvendo as áreas de marketing, jurídica, departamento de pessoal, finanças, logística, comunicação, enfim, toda a parte operacional, pois, este planejamento será de fundamental importância para a sobrevivência da empresa. É com essa sutil estratégia, que poderíamos chamar de "ferramenta-ouro", enxergaremos os pontos vulneráveis da organização, atuando de forma a atacar os pontos fracos e a transformá-los em fortes, fazendo com que estes deixem de ser ameaças para a empresa e passem a constituir oportunidades.
Paralelamente, é necessário reavaliar projetos que trarão para a companhia resultado financeiro de maneira imediata, revendo contratos; reavaliando, além da saúde financeira da empresa, posturas e condutas, monitorando cada vez mais as ações, para assim ter maior chance de fazer a melhor tomada de decisão. Com todo esse arcabouço estratégico poderemos conseguir que nossa empresa não somente faça a diferença, mas permaneça perene no mercado e com solidez financeira, continuando assim, mesmo após a realização de "cortes", a manter tudo funcionando de forma rentável.
De tudo o que foi visto, é de se concluir que o grande desafio é ter a serenidade e a sabedoria para aplicar a ferramenta correta ou estratégica, no intuito de que o "vendaval" não nos atinja, permanecendo então com solidez no mercado até que outro alvorecer novamente nos traga os tão desejados "bons ventos".
Palavras-chave: | adversidade |



