Orlando Pavani Jr. Diretor Executivo (Manager Executive) da Gauss Consultores Associados Ltda. Professor Universitário em disciplinas conexas a “Management” em cursos de nível superior e de pós-graduação, com algumas intervenções realizadas em cursos de mestrado sobre a metodologia de Gestão Orientada a Objetos. Membro honorário da International Who's Who, sediada na Carolina do Norte – USA. Bacharel em Administração de Empresas pelo Centro Universitário de Santo André (antigo Instituto de Ensino Superior Senador Fláquer), com créditos de especialização pela USP/FCAV, em Administração Industrial. Pós-Graduado (LATU-SENSO) em Economia Empresarial pela Universidade São Judas Tadeu. Mestre em Administração Integrada pela Ad´Homines / Universidade São Francisco (Mestrado Profissionalizante - MBA), com dissertação e tese voltada ao método de Gestão orientado a Objetos – A Administração Vetorial (da Arquitetura Estratégica a Avaliação de Desempenho). Mestre em Administração e Desenvolvimento Empresarial pela FACECA de Varginha (Mestrado reconhecido pela CAPES – portaria 2.350 de 04/09/2002), com dissertação também voltada ao método de Gestão orientado a Objetos – A Administração Vetorial (da Arquitetura Estratégica a Avaliação de Desempenho). Possui habilidades em Leitura Dinâmica, além de ter formação em PhotoReading pelo Learning Strategies Corporation. Iniciante e estudioso nas Técnicas Americanas de Estudo. Analista Transacional Nível 101. Practitioner na Arte de Programação Neurolingüística pela SBPNL (Sociedade Brasileira de Programação Neurolingüística). Formado em diversos treinamentos de Alto Impacto Motivacional e de cunho vivencial tais como: Leader Training One pela World Action / PMQT (Programa de Motivação para a Qualidade Total) pela TDS / DAADO (Destruindo Armadilhas Atitudinais para o Desempenho Organizacional) pela TDS / Energia Total pelo Espaço Cósmico / Curso Básico (primeira vez) pela Essânia (uma organização fundamentalista dos conceitos do Dr. Celso Charuri, também cultivado pela organização denominada “Pró-Vida”). Formado pelo Método SILVA de Controle Mental pela “Silva Mind Control” – International, Inc., Laredo Texas USA. Formado em ENEAGRAMA Aplicado ao Dia-Dia pelo “Instituto ENEAGRAMA”. Processado em abril de 2006 pelo Processo Hoffman da Quadrinidade pelo Centro Hoffman de São Paulo. Especialista em mecanismos avançados de Gestão e de Técnicas de Qualidade com inúmeros cursos específicos e diversas participações em congressos dentro e fora do país, entre eles “Expomanagement 1999” , realizada em Buenos Aires. Examinador PNQ nos ciclos de 1997 / 1998 / 1999 / 2004 / 2005 e 2006 (em 2003 participei ativamente, mas tive conflito de interesse com ambas as candidatas que me foram designadas). Tutor curso PBE – PNQ no ciclo 2005. Instrutor curso PBE – PNQ nos ciclos 2005 (para Volkswagen), 2006 (para Suzano Papel e Celulose) e 2007(Curso aberto). Instrutor curso ABE – PNQ no ciclo 2007 (Curso aberto). Foi membro do Comitê Técnico para elaboração dos Critérios de Excelência do PNQ para o ciclo de 1999. Examinador PQGF no ciclo de 1998. Examinador Sênior PQGF nos ciclos de 1999 / 2000 / 2001 / 2002 / 2003 / 2004 e 2005. Tutor do EAD e Instrutor para Formação da Banca de Examinadores do PQGF nos ciclos de 2000 / 2001 /2002 / 2003 / 2004 / 2005 e 2006. Membro do Comitê Conceitual e de Processo do PQGF para o ciclo 2003 / 2004 / 2005 e 2006. Revisor dos RA´s das Bancas Examinadoras do PQGF nos ciclos 2002 / 2003 / 2004 / 2005 e 2006. Autor do livro “Gerenciamento por Objetos – A Administração Vetorial” (Editora EPSE Ltda., 2003 – ISBN 85-89705-03-X). Co-Autor do livro (IN) FIDELIDADE, uma questão de QUALIDADE lançado em Setembro de 2000 pela Ed. Virgo. Formado em Lead Assessor com base nas normas ISO série 9000 por entidade credenciada pela ABNT, com experiência em mais de 100 Auditorias de 1ª e 2ª Parte. Atualmente é portador do “Certificate of Achievement em ISO série 9000:2000” por ter sido aprovado pelo “International Standardized Testing Organization's Examination – Prova ISTO” (reconhecida e aceita pelo IRCA – International Register Certificated Auditors). Formado em QS 9000 – revisão 3 e autodidata nas normas de Sistema de Gestão da Qualidade para o setor automobilístico (VDA 6.1/6.3 – EAQF – AVSQ) incluindo a recente unificação de todas estas através da TS 16949:2002, tendo desenvolvido, juntamente com a equipe de consultores da Gauss, material didático próprio para seminários e treinamentos sobre a TS 16949:2002.
É recorrente dizer aos meus colegas de trabalho, aos professores, aos meus alunos e também aos que participam de minhas palestras, que o mundo corporativo precisa de mais pessoas que estejam dispostas a pedir "desculpas" do que as que pedem "licença" o tempo todo. Ambas as palavras remetem a um comportamento inadequado, uma vez que alguém que pede desculpas deve estar arrependido de algum erro que cometera. Já aquele que pede licença deve estar inseguro do que pretende realizar, ou ainda incomodado com a situação atual.
É óbvio que o ideal mesmo é que as pessoas não tivessem que pedir desculpas, nem tampouco licença para nada. No entanto, a maioria delas erra; alguns porque têm a crença de que "errar é humano" e outros porque entenderam que o "erro" é uma forma excelente de aprendizado. Eu prefiro o erro de uma pessoa que pediu desculpas à falha de alguém que pede licença. Dá para perceber a diferença? É sutil, mas muito importante.
Uma das diferenças básicas é que aquele que pede licença está antes do fato e, o que pede desculpas já o realizou. Um erro que demanda um pedido de desculpas sinaliza alguém que tomou iniciativa e eventualmente errou - característica básica das pessoas que ousam tomar a frente das coisas e antecipa-se proativamente dos problemas e das circunstâncias da vida. Aquele que pede licença provavelmente teme por realizar e precisa constantemente da ordem detalhada para fazer alguma coisa.
A pessoa que admite pedir desculpas, sem culpa e sem autopiedade, permite errar, mas também reconhece que cada erro é uma oportunidade de aprendizado, fazendo com que a falha reincidente seja muito pouco provável. A pessoa acostumada a pedir licença para tudo depende de alguém para existir, precisa da ordem para dar o próximo passo e raramente se antecipa aos fatos ou pesquisa soluções de forma proativa.
Um profissional seguro e alinhado com a excelência está muito mais disposto a errar e pedir desculpas pelo ocorrido, como forma até de se autopunir, demonstrando certa raiva por "ter" que pedir desculpas pelo erro. Aquele que prefere a licença espera mais que o necessário e sempre que possível opta pelo menor risco.
Eu não sou adepto da frase de que "errar é humano", muito pelo contrário, tenho convicção de que "acertar é muito mais humano do que errar" e de que os eventuais erros que cometemos ao longo da vida nos ensinaram muito mais do que muitos acertos, mas foram uma minoria. Imagine você entrando em uma sala de cirurgia e depara-se com a expressão "errar é humano" na porta da mesma. Não dá para aceitar que esta citação seja séria, não é? Se você erra mais do que acerta, existe um grande problema a ser resolvido em sua vida.
Como conviver com os erros parece ser inevitável - não com os mesmos erros o tempo todo -, mas com erros diferentes a cada circunstância - o que realmente nos ensinará -, tenho a impressão de que algo precisaria ser feito para motivar as pessoas a pedir mais desculpas do que licença. O mercado precisa de gente disposta a lamentar de algo que fez e não de gente que não admite pagar o mico de errar. Existe uma quantidade relevante de seres humanos que pelo medo de errar, sequer se desafiam a fazer sua história melhor.
O sucesso é uma questão de frequência em desafiar-se - e aceitar que vai fracassar muitas vezes até merecer conseguir o que deseja - e não uma questão de competência superior. Por este motivo, a pessoa que é capaz de pedir desculpas, sem remorso, está muito melhor preparada, disposta e motivada para enfrentar desafios ousados do que aqueles que sempre privilegiam a espera por alguém lhe dando licença ou a ordem detalhada que abra os caminhos. Pense nisto.
Felipe Amaral Borges Marcon Perez em 09/10/2009: Realmente é preferível aquele que erre àquele não faça. Gosto de uma frase do Sveiby que dz "organizações que aprendem toleram o erro, pois entendem que errar já é punição suficiente".
Roberta em 31/08/2009: Caro Orlando,
Definitivamente penso que é importante para qualquer pessoa saber pedir desculpas e saber pedir licença. Porque pedido de licença significa educação e entendimento de limites e desculpas, significa humildade e sabedoria. Os dois são necessários para que você seja respeitado como profissional e, principalmente, como pessoa.
O mundo corporativo precisa de pessoas que tenham em sua conduta diária a educação e sabedoria para lidar com qualquer tipo de situação.
Parabéns pelo artigo.
Abraço,
Roberta
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