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05/10/2009
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Gestão de pessoas e negócios - empreendedorismo

Andrea Rosa

"Empreender", segundo RIOS (2001), no Dicionário Global da Língua Portuguesa, é o "ato de fazer coisas trabalhosas; executar algo difícil". Conceito este, muito compacto para a complexidade do tema, diante das plataformas de mercados atuais, a meu ver.

A palavra "empreendedorismo" tem sido amplamente disseminada em nosso meio acadêmico e profissional; todavia, com interpretações ao bel prazer de seu aplicador, o que nem sempre pode traduzir a realidade dessa característica tão desejada a ser encontrada nos profissionais.

Não tenho a pretensão aqui de imputar um conceito novo, nem repassar uma receita de bolo. Desejo sim, expressar e apresentar linhas de reflexões que colaborem para uma autoanálise de você, leitor, sobre o seu modo de empreender.

Quando penso em perfil empreendedor, logo visualizo um rompimento - romper com o próprio modelo mental e se lançar em certa dose extra de risco; ousar sair do ESTAR para o SER. "Quando as amarras se soltam, a embarcação fica apta a percorrer outros caminhos por vezes muito mais prazerosos e realizadores" (MINARELLI, Revista Profissionais e Negócios - Abril/2007, pág.12).

O conceito de empreendedorismo não é recente, foi introduzido por Peter Drucker, há 20 anos, com seu livro Inovação e Espírito Empreendedor. Lá já eram sinalizadas algumas mudanças necessárias de comportamento e atitudes, de toda e qualquer pessoa que direta ou indiretamente estivesse no mercado, ou pretendesse entrar nele.

O fato é que o cenário de negócios está consideravelmente mudado e exige resiliência constante de seus atores. Pioneirismo pode ajudar, mas só a diferenciação poderá dar consistência e talvez garantir aplausos a cada espetáculo. Ser empreendedor pode significar, em algumas situações, ter e aplicar ideias divergentes, discordar das práticas convencionais, imprimir maior energia, abrir mão de segurança e mergulhar naquilo que é sua vertente de sucesso, de brilho.

Mas não se engane, pois o dever do empreendedor não é só com ele mesmo, mas com as pessoas que fazem parte do seu empreendimento; deve ter o compromisso de gerar renda e prazer aos parceiros, colaboradores, fornecedores e clientes. Como visionário corajoso, deve estar direcionado à busca de soluções e não na caracterização do problema.

Não vejo empreendedorismo algo passível de se aprender, mas descobrir em si mesmo e desenvolver. É ter na veia, estar implícito na personalidade e com audácia e ética, aprimorar.

Palavras-chave: | empreendedorismo | atitude |

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COMENTÁRIOS (1)
Daniel Bernardes Pereira em 06/10/2009:
A capacidade de empreender das pessoas podem ser um diferencial competitivo no cenário globalizado dos dias de hoje. Organizações e governos, ao estimularem a capacidade empreendedora das pessoas, contribuem para a melhoria constante de processos de trabalho, produtos, geração de renta e empregos.

 
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